Formigas Cortadeiras – Formas de controle biológico, orgânico e venenos quimicos

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As formigas cortadeiras podem destruir nossas plantações em poucas noites.
Nos dias de hoje existem métodos ecológicos para prevenir o ataque das formigas.
Conheça as diferentes formas de afastar as formigas cortadeiras de sua plantação.

Métodos de controle biológicos no combate às formigas

É possível abrir espaços no solo onde está a colônia de formigas, expondo ovos e fungos ao sol, liquidando a rainha, no método mecânico de controle.

Somente funciona para formigueiros novos e em pastos, pois para cultivos comerciais de lavoura e sistemas florestais é impraticável.
Causa algum impacto ambiental devbido ao manejo de máquinas e revolvimento da camada superficial do solo.

O controle biológico natural – uma solução sustentável

O controle biológico ocorre normalmente na natureza e consiste em predadores naturais da formiga, como aves, tamanduás, aranhas, besouros, ácaros e até outras espécies de formigas predadoras e fungos entomo patogênicos.
Para isto o meio ambiente do local deve ser protegido e bem manejado.

controle das formigas

Algumas aves são predadoras das formigas.

A preservação de bosques e sub-bosques, matas ciliares ao longo de cursos d’água junto das lavouras permite a vida da avifauna que exercerá o controle sem a ajuda humana.
O replantio de espécies que fenecem propicia a manutenção destas áreas de proteção e corredores onde as aves e animais terão abrigo e alimento.

Podemos também, prevenir o ataque das formigas cortadeiras, fazendo barreiras físicas para dificultar a subida dos insetos nas plantas.
Existem no mercado alguns produtos para este fim encontrados em lojas de produtos agropecuários.

Formigas Cortadeiras – Controle orgânico com plantas repelentes

Para repelir formigas da nossa horta e mesmo do jardim, podemos utilizar plantas repelentes, como a hortelã, que já falamos no artigo sobre o assunto. Veja em Plantas repelentes.

Principais plantas que afastam formigas

Dentre tantas outras destaco também o óleo de nim ou neem, elaborado com os frutos da planta do nim (Meliah azadiracha), o óleo essencial de jatobá (Hymenaea courbaril), da piretrina, extraída das flores de um tipo de crisântemo (Chrysanthemum), da nicotina das folhas de fumo (Nicotiana tabacum).

Uma planta conhecida de terrenos baldios e áreas abandonadas, a mamona (Ricinus communis) tem folhas com o poder de reduzir o crescimento dos fungos do formigueiro, atribuindo-se isto à presença de ricinina.

A planta que nos fornece o gergelim (Sesamum indicum), que apreciamos em pães e biscoitos tem propriedade de também inibir o crescimento do fungo levando assim as formigas à inanição e morte da colônia.
Suas sementes colocadas junto ao carreiro são levadas para dentro da colônia e particuladas para servir de substrato ao fungo, acabando por liquidá-lo.

A casca do fruto do caju (Anacardium occidentale) contém óleo que apresenta toxicidade podendo ser empregue como elemento inibidor para o fungo.

oleo andiroba O óleo de andiroba (Carapa guianensis) da Região Amazônica extraído das sementes tem propriedades inseticidas de controle sobre as formigas e o fungo.

A visita ao jardim e a inspeção das plantas e caminhos, verificando a presença de insetos indesejáveis ajudará na prevenção a danos maiores.
Quando desconfiar que formigas estejam cortando uma planta, espalhe ao redor um pouco de farinha de milho grossa.

As formigas levarão os grãos para a colônia, deixando um rastro visível.
Fica assim mais fácil colocar uma isca atrativa junto do formigueiro, fazer de forma a que os animais domésticos não se sintam tentados a experimentar.

Os diferentes Venenos Quimicos- uma solução mais arriscada e poluente

Formigas Cortadeiras

Formigas Cortadeiras

Formicidas em pó

O veneno em forma de pó são formicidas de formulação industrial com um componente inerte que é o talco.
O método de ataque à colônia é a inserção deste pó dentro do formigueiro com bombas manuais chamadas de polvilhadeira.
As formigas morrem ao contato direto com o pó.

Além de grande risco para o operador da bomba e pessoas ao redor, bem como com relação aos animais domésticos e mesmo de campo como gado, cavalos e ovelhas, este método traz grande contaminação ao meio ambiente.
Além disto, não é eficaz, não atinge todas as galerias, principalmente se a colônia é antiga e de maiores dimensões.

Venenos liquidos e gases tóxicos – procedimentos já ultrapassados

Os venenos líquidos foram muito utilizados, mas atualmente foram substituídos pelo emprego de iscas e outros métodos.
O líquido tóxico deve entrar em contato direto com o corpo do inseto, necessitando a perfuração do espaço da colônia para a aplicação, representando também uma agressão ao meio ambiente, com a contaminação do solo.

A aplicação de gases tóxicos também era usada, apresentando grande risco ambiental para a avifauna, animais de produção e principalmente para o operador.
Seu uso, deixou de ser permitido em 2005.

Termo-nebulização no combate a formigas cortadeiras.

A termo-nebulização é usada, consistindo num produto tóxico para as formigas somado a óleo mineral ou diesel, aplicado com mangueiras nos olhos do formigueiro, produzindo internamente uma forma de fumaça tóxico, bastante eficiente.

Isca granulada para formigas

Um dos métodos mais moderno atualmente de controle da formiga cortadeira é a isca atrativa. Mais barata e de eficiência comprovada.

As iscas são compostas de um material que atraia a formiga, como polpa de laranja ou bergamota desidratada sendo então adicionado algum ingrediente tóxico para as formigas e transformados em pequenas partículas chamadas de pellets.

Estes são distribuídos nos carreiros ou trilhas próximas à entrada.
O consumo do produto leva à mortalidade da colônia.

Os métodos apresentados têm vantagens e desvantagens e decidir qual o método a ser empregue em lavouras e sistemas de produção deverão receber a orientação de um engenheiro agrônomo que poderá indicar o melhor método, bem como o produto químico a utilizar.

Formigas Cortadeiras

Formigas Cortadeiras

Fonte de pesquisa:
1. GALLO, Domingos. Manual de entomologia agrícola. São Paulo, CERES, 1978.
3. MARICONI, Francisco. Insetos daninhos às plantas cultivadas. São Paulo, Nobel, 1974.