ISOLANTES TÉRMICOS para casas – dúvidas & respostas!

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Como posso escolher um bom isolante térmico?

Você tem que analisar algumas variáveis do isolante:

– Qual a temperatura que ele isola;
– Qual a espessura recomendada (neste caso veja tabela do fabricante);
– Disponibilidade do isolante no mercado;
– Custo do isolante – fazer comparações.

Tendo a temperatura de operação, sabendo qual a temperatura da face fria que se quer (normalmente 60ºC) e analisando-se as variáveis acima, seleciona-se um bom isolante.

O que são subcoberturas?

Subcoberturas são produtos instalados abaixo dos telhados para proteger o forro, laje ou ambiente; de goteiras, poeira, vento, ruidos ou calor.

Todas as subcoberturas são isolantes térmicos?

Não, o desempenho das subcoberturas como isolantes térmicos varia de acordo com sua composição e instalação

Que tipos de subcoberturas estão disponíveis no mercado?

Os principais tipos de subcoberturas que encontramos hoje no mercado são:

Foil de Alumínio com reforço e proteção (tecidos ou papeis especiais). = DURALFOIL Plástico bolha com foil de alumínio ou plástico aluminizado.

Espumas de polietileno simples ou com foil de alumínio ou plástico aluminizado.

Não tecidos ou filmes simples ou com deposição de alumínio

Quais são as faixas operacionais de uso dos isolantes fabricados no Brasil ?

Podemos descrever abaixo os isolantes e sua faixa de uso para calor/frio:

Lã de Rocha de – 200 à 750ºC

Lã de Vidro de – 200 à 550ºC

Fibra Cerâmica até 1.400ºC e alguns produtos especificados até 1.600ºC

Silicato de Cálcio até 815ºC

Poliestireno Expandido (Isopor) de – 50 à 80ºC

Poliuretano de 80 à 100ºC (períodos curtos)

Economia

 

.:: Elimina ou reduz o investimento inicial com aparelhos de ar condicionado.

.:: Reduz consideravelmente o consumo de energia com ar condicionado.

Sem dúvida que isolamento é um investimento, pois, você investe inicialmente, economiza combustível e conseqüentemente tem o retorno do investimento.
Em média esse retorno se da em até 15 meses, no entanto existem muitas variáveis a serem consideradas, tais como custo energia, depreciação, etc.

Qual o isolante com menor custo?

Você não pode analisar somente o isolante para decidir qual é o menor custo.
Deve-se analisar o conjunto (isolante, fixação, revestimento e mão-de-obra).
Com o custo desses itens você poderá definir qual o isolante (conjunto) é mais viável financeiramente.

Se eu utilizar um isolante térmico no telhado, no inverno minha casa vai ficar mais fria ainda?

Não, no inverno a subcobertura contribui para o conforto reduzindo as perdas de calor para o exterior, isto é a casa vai esfriar mais devagar.

E além disso, mesmo quando a temperatura do ar exterior não é muito elevada, a radiação solar aquece o telhado e o forro, podendo ocasionar desconforto térmico no interior dos ambientes.

Quanto mais brilhante melhor?

Não, a observação visual da superfície não garante que o produto seja um isolante térmico.
Alguns produtos brilhantes, aparentemente com alumínio na sua superfície, podem refletir somente a luz visível e não a radiação térmica.

A que distância a subcobertura deve ficar do forro ou laje? E se eu não tiver forro ou laje?

Genericamente, a distância deve ser de no mínimo 2cm.
Se não tiver, não há problema, mas prefira produtos com dois lados de alumínio.

A que distância a subcobertura deve ficar do telhado?

Genericamente, a distância deve ser entre 2 e 10 cm.
No caso das telhas de fibrocimento e/ou aço galvanizado a distância da onda da telha já é suficiente para permitir a ação de reflexão da radiação.

 A subcobertura deve “respirar”, ou, tecnicamente: ser permeável ao vapor de água?

Há uma confusão no mercado quanto à necessidade da subcobertura ser permeável ao vapor de água devido ao risco de ocorrência de condensação em sua superfície.
Nas formas usuais de aplicação no Brasil dificilmente a temperatura superficial da subcobertura atinge a temperatura de ponto orvalho que causa a condensação, a menos que haja uma geração de vapor atípica no interior dos recintos e este vapor atinja o ático.

Esta situação e rara porque as construções brasileiras não são herméticas e portanto não estão propensas a configuração de uma situação em que o vapor de água não consiga sair da construção e gere uma pressão positiva, forçando-o a sair pela cobertura (como uma grande panela de pressão).
Fenômeno que acontece em paises muito frios com calefação interna e janelas herméticas.
Mesmo que ocorra uma deposição intermitente de vapor de água na subcobertura, ela não causará problemas por causa da circulação de ar que ocorre nas construções típicas brasileiras.