Como Escolher uma Bicicleta Elétrica

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O movimento “Um Carro a Menos”, que incentiva o uso da bicicleta no lugar do automóvel, vem ganhando cada vez mais força no Brasil.

Afinal, bicicletas são meios de transporte econômicos, ecológicos e que não obstruem o espaço público como fazem os carros.

Prefeituras de diversas cidades buscam aumentar o alcance das ciclovias e lojas especializadas em bicicletas e acessórios se multiplicam.

Mas escolher a bicicleta como principal meio de locomoção pode não ser totalmente conveniente: afinal, sempre existem trechos em ladeira, que tornam a pedalada inviável para quem não é atleta. E ninguém quer chegar todo suado no trabalho logo pela manhã.

Por conta disso as bicicletas elétricas – ou motorizadas, ou ainda e-bikes – conquistam cada vez mais adeptos.

Escolhendo a Bicicleta Elétrica Ideal para Você

O passo fundamental é saber qual será a principal finalidade da sua bicicleta elétrica: locomoção diária ou lazer?

e-bike jardimDesta forma você poderá traçar um roteiro imaginário na sua mente, e passar para a próxima pergunta: qual o terreno que você vai encontrar no percurso?

Se o foco for vencer ladeiras, você vai precisar de uma bicicleta com maior potência; se precisar percorrer grandes distâncias, sua atenção recairá na autonomia dela, na quantidade de quilômetros que a bateria dela será capaz de suportar.

Se a sua motorizada tiver passeios como finalidade, não abra mão do conforto.

Avalie, ainda, se precisará levar bagagem, pois compartimentos de bagagem como cestinhas ou baú serão necessários.

Diferentes Potências da Bicicleta Motorizada

  • 180 a 250 Watts: para velocidade constante e percursos mais planos. Você pode pedalar junto para aumentar a performance da bicicleta.
  • 350 Watts: percursos um pouco mais acidentados – ou planos, mas onde você não tem a intenção de eventualmente ajudar pedalando.
  • 600 Watts: destinadas a subidas mais íngremes e mais peso. Em percursos planos sua velocidade é maior – portanto, cuidado.

Sistemas de Ativação das Bicicletas Elétricas

Com o sistema Pedelec você inicia seu percurso pedalando, e um sensor ativa o motor quando a bicicleta alcançar determinada velocidade. Você não para de pedalar, só ganha uma velocidade extra.

No Brasil sensores de giro são mais utilizados, pois são mais baratos que o sistema Pedelec – mas funcionam da mesma forma.

Há também as bicicletas TAG (“Twist and Go”) que possuem aceleradores manuais, semelhantes aos das motos, ou do tipo thumb, acionado com um apertão do dedo polegar. Aqui a pedalada é totalmente dispensada.

Outra opção são bicicletas com sistemas de aceleração mista, onde o ciclista pode optar por ativar o movimento com pedaladas ou aceleração automática.

Tipos de Bateria para Bicicletas Elétricas

bateria e-bikeA escolha da bateria é fundamental, pois ela influencia no desempenho que você precisa e no custo final da sua e-bike.

Existem dois tipos de bateria para turbinar sua bicicleta: a de chumbo e a de lítio.

A autonomia da bateria varia entre 20 e 60 quilômetros, dependendo do peso total da bicicleta, do ciclista, o terreno a ser percorrido e a velocidade.

Bateria de Chumbo

Se assemelham às baterias de carro.

São mais pesadas, com cerca de 10 quilos ou mais, aumentando o peso total da sua bicicleta e impactando na velocidade, que se torna menor.

No entanto são mais baratas e mais facilmente encontradas no mercado.

Baterias de chumbo duram de 300 a 400 ciclos completos, ou seja, podem ser recarregadas de 300 a 400 vezes. Depois disso devem ser substituídas.

Levam de seis a oito horas para recarregar e, por serem pesadas, são fixas na bicicleta. Você precisa levá-la inteira até a tomada mais próxima.

Você sempre vai precisar recarregar a bateria de chumbo, mesmo que ainda tenha alguma energia nela, caso contrário ela poderá falhar.

Bateria de Lítio

São bem mais leves, pesando de um a quatro quilos.

Também são mais duradouras, chegando a completar 800 ciclos.

Além disso, seu tempo de recarga é menor, levando de duas a quatro horas para estarem plenamente potentes novamente. Podem ser retiradas da bicicleta para recarregar.

Baterias de lítio podem ser completamente usadas até uma nova recarga – ela não perde energia com facilidade, como acontece com as de chumbo.

No entanto, chegam a custar 40% mais.