Lesões Esportivas: Principais Causas

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Nos Estados Unidos, mais de 10 milhões de lesões esportivas são tratadas anualmente.

Os princípios da medicina esportiva podem ser aplicados ao tratamento de muitas lesões músculoesqueléticas, as quais assemelham-se às lesões esportivas mas que possuem causas diferentes.

Por exemplo, o cotovelo de tenista (tennis elbow) pode ser causado pelo ato de carregar uma mala, apertar um parafuso ou abrir uma porta emperrada.
O joelho do corredor pode ser causado pela rotação excessiva do pé para o interior (pronação) ao caminhar.

Principais Causas das Lesões Esportivas

causas das lesões esportivas

Muitas lesões são causadas pela falta de repouso após um treino intensivo.

As lesões esportivas são provocadas por métodos inadequados de treinamento, alterações estruturais que sobrecarregam mais determinadas partes do corpo do que outras e pela fraqueza muscular, tendinosa e ligamentar.

Muitas dessas lesões são causadas pelo desgaste crônico e por lacerações, os quais são decorrentes de movimentos repetitivos que afetam os tecidos suscetíveis.

A importância do Período de Recuperação Muscular

A causa mais comum das lesões musculares e articulares são os métodos inadequados de treinamento: o indivíduo que se exercita não permite uma recuperação adequada após uma série de exercícios ou não pára de se exercitar ao sentir dor.

Todas as vezes em que os músculos são sobrecarregados por um período de exercícios intensivos, algumas fibras musculares são lesadas e outras utilizam sua energia disponível, a qual foi armazenada sob a forma de glicogênio (um carboidrato).

São necessários mais de 2 dias para as fibras cicatrizem e para que o glicogênio seja reposto.

Como somente as fibras não lesadas e nutridas funcionam adequadamente, os períodos de exercícios intensivos, com pequenos intervalos de repouso, acabam exigindo um trabalho comparável por parte de uma menor quantidade de fibras saudáveis, aumentando a probabilidade de lesão.

Conseqüentemente, um intervalo de no mínimo dois dias entre treinamentos intensivos ou a alternância de treinamentos que sobrecarregam partes diferentes do corpo podem ajudar a evitar a ocorrência de lesões crônicas.

A maioria dos programas de treinamento alternam um período de treinamento intensivo em um dia com repouso ou um treinamento mais leve no dia seguinte.
Por exemplo, muitos halterofilistas alternam um treinamento intensivo em um dia com repouso no dia seguinte.

Um corredor 1,5 km em 5 minutos em um dia e a mesma distância em um período de 6 a 8 minutos no dia seguinte.

Se o atleta treinar duas vezes por dia, cada série de exercícios intensivos deve ser seguida por no mínimo três séries mais leves.

Apenas os nadadores podem realizar treinamentos intensivos e leves diariamente sem risco de lesão.
A força de ascenção da água os ajuda a proteger seus músculos e articulações.

Respeitar a Dor pode Minimizar as Lesões

dor nas lesõesA dor, a qual precede a maioria das lesões por desgaste e laceração, ocorre pela primeira vez quando um certo número de fibras musculares e de tendões começa a se romper.

A interrupção do exercício ao primeiro sinal de dor limitará a lesão dessas fibras, resultando em uma recuperação mais rápida.

A continuidade do exercício com dor acarretará a laceração de mais fibras, agravando a lesão e retardando a recuperação.

 Anormalidades Estruturais

As anormalidades estruturais tornam o corpo suscetível a lesões esportivas por causa do esforço desigual de várias partes do corpo.

Por exemplo, quando as pernas apresentam comprimentos diferentes, uma maior força é exercida sobre o quadril e o joelho da perna mais longa.

Habitualmente, correr em acostamentos de estradas apresenta o mesmo efeito.

O ato de pisar repetidamente com um pé sobre a superfície um pouco mais elevada aumenta o risco de dor e de lesão desse lado do corpo.

O indivíduo que apresenta uma curvatura exagerada na coluna vertebral pode sentir dor nas costas ao balançar um bastão de beisebol.

Em geral, a dor desaparece quando a atividade é interrompida, mas ela retorna sempre que a mesma intensidade de exercício é atingida.

O fator biomecânico que causa a maioria das lesões do pé, da perna e do quadril é a pronação excessiva – uma rotação interna dos pés após eles entrarem em contato com o solo.

Um certo grau de pronação é normal e previne as lesões uma vez que ele ajuda a distribuir a força por todo o pé.
No entanto, uma pronação excessiva pode causar dor no pé, no joelho e na perna.

Nos indivíduos que apresentam pronação excessiva, os tornozelos são tão flexíveis que o arco dos pés toca o chão durante a marcha ou a corrida, fazendo com que os pés apresentem o aspecto de pés planos

Um corredor com pronação excessiva pode sentir dores nos joelhos ao correr longas distâncias.

O problema oposto – uma pronação muito pequena – pode ocorrer em indivíduos que apresentam rigidez de tornozelos.
Nelas, o pé parece possuir um arco muito elevado e não absorver bem os choques, aumentando o risco de ocorrência de pequenas fissuras nos ossos (fraturas de fadiga) dos pés e das pernas.