Fraturas do pé por estresse

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As lesões esportivas comuns são a fraturas de estresse (por sobrecarga), as dores dos músculos anteriores da tíbia, a tendinite, o joelho do corredor, as lesões dos músculos posteriores da coxa, a dorsalgia do levantador de peso, o cotovelo de tenista, os traumatismos crânio-encefálicos e as lesões nos pés.

Essas lesões podem ser causadas por muitas atividades diferentes.

Fraturas do Pé por Estresse

Fraturas por estresse (ou de esforço ou por sobrecarga) são pequenas fissuras ósseas que ocorrem freqüentemente em decorrência de um impacto excessivo e crônico.
Nos corredores, os ossos da parte média do pé (metatarsais) apresentam uma tendência especial a esse tipo de fratura.

Os ossos que apresentam maior probabilidade de fratura são os metatarsais dos três dedos médios.
O osso metatarsal do hálux é relativamente imune à lesão, devido à sua força e ao seu tamanho, e o osso metatarsal do dedo mínimo do pé habitualmente fica protegido, pois a maior força de impulsão é exercida pelo hálux e pelo dedo adjacente (segundo pododáctilo).

Os fatores de risco das fraturas por estresse do pé incluem os arcos acentuados, os calçados de corrida com mecanismo de absorção de choque inadequado e o aumento súbito da intensidade ou do tempo do exercício.

As mulheres na pós-menopausa podem ser particularmente sensíveis às fraturas por estresse devido à osteoporose.

O principal sintoma é a dor na parte anterior do pé, geralmente durante uma série longa ou intensa de exercícios. Inicialmente, a dor desaparece alguns segundos após a interrupção do exercício.
Contudo, caso o programa de exercícios seja continuado, a dor retorna mais precocemente durante o treinamento e dura mais tempo após o indivíduo parar de se exercitar.

Finalmente, a dor intensa pode impossibilitar a corrida e persistir mesmo durante o repouso. A área em torno da fratura pode tornar-se edemaciada.

O médico pode freqüentemente estabelecer o diagnóstico baseando-se na história dos sintomas e no exame do pé. O local fraturado dói à palpação.

As fraturas por estresse são tão delicadas que é comum não serem detectadas imediatamente nas radiografias.
No entanto, elas podem detectar o calo ósseo que se forma em torno do osso fraturado duas a três semanas após a lesão, à medida que o osso cicatriza.

A cintilografia óssea pode confirmar o diagnóstico mais precocemente, mas esse procedimento raramente é necessário.

O indivíduo não deve correr até tenha ocorrido a consolidação da fratura por estresse, mas lhe é permitido praticar atividades esportivas substitutas.

Após a consolidação, a recorrência do quadro pode ser evitada com o uso de calçados esportivos com suportes adequados com boa absorção de impacto e da prática de corrida sobre grama ou outras superfícies macias.

O uso de aparelho gessado raramente é necessário.

Quando utilizado, o aparelho é removido após uma ou duas semanas, para evitar o enfraquecimento da musculatura.
O processo de cura geralmente leva de três a doze semanas, mas pode levar mais tempo nos indivíduos idosos ou enfermos.


As fraturas por estresse, as quais são pequenas fissuras causadas por impactos repetidos, ocorrem comumente nos ossos da parte intermediária do pé – os metatarsais.

Visão Superior.

 fonte: msd-brazil