Como o Corpo Altera com a Idade !

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Alterações Corpóreas

Com o envelhecimento, ocorre uma alteração de vários aspectos perceptíveis do organismo

O primeiro sinal de envelhecimento talvez seja quando o olho não consegue focalizar com facilidade objetos próximos (presbiopia).
Freqüentemente, em torno dos 40 anos de idade, muitas pessoas acham difícil ler sem usar óculos.

A audição também altera com a idade. As pessoas tendem a perder parte da capacidade de ouvir as tonalidades mais agudas (presbiacusia).
Por isso, algumas pessoas idosas acham que a música de um violino já não soa de modo tão emocionante quanto na juventude.

Do mesmo modo, como a maioria das consoantes fechadas são emitidas com tonalidades agudas (sons como k, t, s, p e ch), as pessoas mais idosas podem pensar que seus interlocutores estão murmurando.

Na maioria das pessoas, a proporção de gordura corpórea aumenta em mais de 30% com o envelhecimento.

A distribuição da gordura também muda: há uma menor quantidade de gordura sob a pele e uma maior quantidade na área abdominal.
Conseqüentemente, a pele torna-se mais delgada, enrugada e frágil e a forma do tronco muda.
Não é surpreendente que a maioria das funções internas também altere ao longo do tempo.
Em geral, essas funções atingem seu ápice um pouco antes dos 30 anos e, em seguida, sofrem um declínio gradual, porém contínuo.

Entretanto, mesmo frente a esse declínio, a maioria das funções permanece adequada durante toda a vida, pois quase todos os órgãos possuem uma capacidade funcional consideravelmente superior às necessidades do organismo (reserva funcional).

Por exemplo, mesmo que metade do fígado seja destruída, permanecerá uma quantidade de tecido hepático mais que suficiente para manter o funcionamento normal.

Geralmente as doenças são responsáveis pela perda da função nas pessoas idosas, mais do que o envelhecimento normal.
Mesmo assim, o declínio na função significa que as pessoas com mais idade estão mais sujeitas a efeitos adversos com o uso de medicamentos, mudanças de ambiente, toxinas e doenças.

Embora o declínio da função de muitos órgãos tenha pouco efeito sobre o modo de vida dos indivíduos, o declínio de certos órgãos pode afetar significativamente a saúde e o bem-estar.
Por essa razão, apesar da quantidade de sangue que o coração bombeia em repouso não sofrer grande redução na pessoa idosa, o coração não consegue bombear o suficiente quando forçado ao máximo.
Isto significa que atletas idosos não são capazes de apresentar desempenhos tão bons como os atletas mais jovens.

As alterações da função renal podem afetar drasticamente o modo com que as pessoas idosas são capazes de eliminar certas drogas do organismo.
É difícil se determinar com exatidão quais alterações estão exclusivamente relacionadas ao envelhecimento e quais são decorrentes do estilo de vida do indivíduo.

Um estilo de vida sedentário, uma alimentação inadequada, o fumo e o abuso do álcool e de drogas podem causar danos a muitos órgãos ao longo do tempo, freqüentemente de forma mais intensa que o processo de envelhecimento.

Os indivíduos que se expuseram a toxinas podem apresentar uma redução mais importante ou mais rápida da função de alguns órgãos, especialmente os rins, os pulmões e o fígado.

As pessoas que trabalham em ambientes altamente ruidosos podem apresentar redução da capacidade auditiva.

Algumas alterações podem ser evitadas com a mudança para um estilo de vida mais saudável.

A interrupção do tabagismo, mesmo aos 80 anos de idade, ajuda a melhorar o funcionamento pulmonar e reduz a chance de desenvolver câncer pulmonar.

Exercícios com sustentação do peso ajudam a manter a força dos músculos e ossos, independentemente da idade do indivíduo.

Como o Corpo Altera com a Idade

– Diminução do fluxo sangüíneo para os rins, fígado e o cérebro

– Diminuição da capacidade dos rins de eliminar toxinas e medicamentos

– Diminuição da capacidade do fígado de eliminar toxinas e metabolizar a maioria dos medicamentos

– Diminuição da freqüência cardíaca máxima, mas sem alteração da freqüência cardíaca em repouso

– Diminuição do débito cardíaco (saída de sangue do coração) máximo

– Diminuição da tolerância à glicose

– Diminuição da capacidade pulmonar demobilização do ar

– Aumento da quantidade de ar retido nos pulmões depois de uma expiração

– Diminuição da função celular de combate às infecções

fonte: msd-brazil