Uretrite

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Uretrite Não-Gonocócica e Cervicite por Chlamydia

 

A uretrite não-gonocócica e cervicite por Chlamydia são doenças sexualmente transmissíveis causadas geralmente pela Chlamydia trachomatis ou, nos homens, pelo Ureaplasma urealyticum, e, algumas vezes, pelo Trichomonas vaginalis ou pelo vírus do herpes simples.

Essas infecções são denominadas “não-gonocócicas” para indicar que não são causadas pela Neisseria gonorrhoeae, a bactéria causadora da blenorragia (gonorréia).

A Chlamydia trachomatis é responsável por aproximadamente 50% das infecções uretrais em homens não causadas pela blenorragia e pela maioria das infecções piogênicas do colo uterino não causadas pela blenorragia.

A maioria dos casos restantes de uretrite é causada pelo Ureaplasma urealyticum, uma bactéria similar aos micoplasmas.

As clamídias são pequenas bactérias que somente conseguem se reproduzir no interior das células.

Os ureaplasmas são bactérias muito pequenas que não possuem uma parede celular rígida, mas conseguem se reproduzir fora das células.

Sintomas e Diagnóstico

Normalmente, entre 4 e 28 dias após uma relação sexual com uma pessoa infectada, um homem infectado sente uma discreta sensação de queimação na uretra ao urinar.

É comum que, ele apresente uma secreção uretral, a qual pode ser clara ou turva, mas geralmente é menos espessa do que a secreção da blenorragia.

Pela manhã, o orifício peniano freqüentemente encontra- se hiperemiado e colado pela secreção ressecada.
Ocasionalmente, a doença começa de forma mais dramática.

O homem apresenta dor à micção, necessita urinar com maior freqüência e apresenta uma secreção uretral purulenta.
Embora a maioria das mulheres infectadas pelar Chlamydia seja assintomática, algumas apresentam uma urgência freqüente para urinar, dor à micção, dor na região abdominal inferior, dor durante a relação sexual e secreção vaginal mucopurulenta amarela.

O sexo anal ou oral com um parceiro infectado pode acarretar uma infecção do reto ou da garganta.
Essas infecções podem causar dor e uma secreção mucopurulenta amarela.

Na maioria dos casos, uma infecção causada pela Chlamydia trachomatis pode ser diagnosticada através do exame laboratorial da secreção uretral ou cervical.

As infecções causadas pelo Ureaplasma urealyticum não são diagnosticadas especificamente nas instituições clínicas comuns.

Como a cultura desse microrganismo é difícil e as outras técnicas diagnósticas são caras, o médico, em geral, supõe um diagnóstico de infecção por Chlamydia ou por Ureaplasma baseando-se nos sintomas característicos concomitantemente com as evidências contra a presença da blenorragia.

 Complicações e Prognóstico

Quando uma infecção causada pela Chlamydia trachomatis não é tratada, os sintomas desaparecem em 4 semanas em aproximadamente 60 a 70% dos indivíduos.
No entanto,uma infecção por Chlamydia pode causar uma série de complicações.
Não está claro se o Ureaplasma tem algum papel nessas complicações.

Quando não tratada, uma infecção por Chlamydia em mulheres freqüentemente ascende até as tubas uterinas, onde a inflamação pode causar dor e a cicatrização pode causar infertilidade e gravidez ectópica.
Estas últimas complicações podem ocorrer sem sintomas prévios e acarretar sofrimento e custos médicos consideráveis.

Nos homens, a Chlamydia pode causar epididimite, a qual produz um edema doloroso da bolsa escrotal, uni ou bilateral.

 Tratamento

Geralmente, as infecções por Chlamydia e por Ureaplasma são tratadas com tetraciclina ou doxiciclina por via oral, durante pelo menos 7 dias, ou com uma dose única de azitromicina.

As mulheres grávidas não devem tomar tetraciclina.

Em aproximadamente 20% dos indivíduos, a infecção recorre após o tratamento. Nestes casos, o tratamento é repetido por um período mais longo.

Os indivíduos infectados que têm relações sexuais antes do término do tratamento podem infectar seus parceiros.
Assim, quando possível, os parceiros sexuais devem ser tratados simultaneamente.

fonte:Manual Merck
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