insônia

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Como ter um sono saudavel !

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Insônia

A insônia é a dificuldade para conciliar o sono ou permanecer dormindo, ou uma alteração do padrão do sono que, ao despertar, faz com que o indivíduo tenha a sensação de ter dormido pouco. A insônia não é uma doença – é um sintoma que possui muitas causas diferentes, incluindo distúrbios emocionais e físicos e o uso de medicamentos. A dificuldade para conciliar o sono é comum tanto em indivíduos jovens quanto em idosos e, freqüentemente, ocorre em casos de distúrbios emocionais como a ansiedade, o nervosismo, a depressão ou o medo. Algumas vezes, os indivíduos apresentam dificuldade para adormecer simplesmente por que o seu corpo e o seu cérebro não estão cansados.

À medida que os indivíduos envelhecem, eles tendem a dormir menos. Os estágios do sono também mudam: o estágio 4 torna-se mais curto e, finalmente, desaparece. Além disso, aumenta a quantidade de despertares durante todos os estágios. Apesar de normais, essas alterações freqüentemente levam os indivíduos idosos a crerem que não estão dormindo o suficiente. No entanto, não existem provas de que os indivíduos idosos saudáveis necessitem da mesma quantidade de sono que os mais jovens, ou que eles necessitem de medicamentos que induzam o sono para evitar essas alterações normais relacionadas à idade.

O padrão de despertar no início da manhã é mais comum entre os indivíduos idosos. Alguns indivíduos adormecem geralmente, mas despertam algumas horas mais tarde e são incapazes de conciliar o sono novamente com facilidade. Algumas vezes, eles apresentam um sono agitado e não reparador. Em qualquer faixa etária, o despertar no início da manhã pode ser um sinal de depressão. Os indivíduos com alteração do padrão de sono podem apresentar reversão do ritmo do sono.

Eles adormecem em momentos inadequados e então não conseguem dormir quando deveriam. Essas reversões ocorrem freqüentemente em conseqüência da jet lag (defasagem horária, sobretudo quando o indivíduo viaja do leste para o oeste), do trabalho em horários noturnos de modo irregular, de alterações freqüentes do horário de trabalho ou do consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Algumas vezes, essas reversões podem ser devidas a um efeito colateral medicamentoso. A lesão do relógio interno do cérebro (p.ex., causada por uma encefalite, um acidente vascular cerebral ou doença de Alzheimer) também pode alterar o padrão de sono.

 

- Diagnóstico

 

Para diagnosticar a insônia, o médico avalia o padrão de sono do paciente, o uso de medicações, o consumo de álcool e drogas ilícitas, o grau de estresse psicológico, a história clínica e o nível de atividade física. Alguns indivíduos necessitam de um menor número de horas de sono que outros e, por essa razão, o diagnóstico da insônia é baseado nas necessidades individuais. Os médicos podem classificar a insônia como primária (distúrbio prolongado com pouca ou nenhuma relação aparente com qualquer estresse ou evento ocorrido na vida do indivíduo), ou secundária (condição causada pela dor, pela ansiedade, por medicamentos, pela depressão ou pelo estresse extremo).

 

Medicamentos para Dormir: Não Devem Ser Tomados sem Critério

 

Os hipnóticos (sedativos, tranqüilizantes menores, drogas ansiolíticas) encontram-se entre os medicamentos mais comumente utilizados. A maioria é bastante segura, mas todos podem perder a eficácica quando o indivíduo habitua-se ao seu uso. Os hipnóticos também podem causar sintomas de abstinência quando seu uso é interrompido. Após alguns dias de uso, a interrupção de um medicamento hipnótico pode agravar o problema original do sono (insônia de rebote) e aumentar a ansiedade. Os médicos recomendam a redução gradativa e lenta da dose. A supressão completa pode levar várias semanas. A maioria dos hipnóticos exigem prescrição médica, pois podem levar ao vício. Além disso, é possível a ocorrência de overdose (dose excessiva). Os hipnóticos são particularmente perigosos para os indivíduos idosos ou para aqueles que apresentam problemas respiratórios, pois essas substâncias tendem a inibir as áreas cerebrais que controlam a respiração. Os hipnóticos também reduzem o estado de alerta diurno, tornando arriscada a condução de um automóvel ou a operação de equipamentos (máquinas pesadas). Os hipnóticos são particularmente perigosos quando ingeridos com bebidas alcoólicas, outros hipnóticos, narcóticos, anti-histamínicos e antidepressivos. Todos esses medicamentos causam sonolência e podem inibir a respiração, tornando os efeitos combinados mais perigosos.

Os hipnóticos mais comuns e seguros são os benzodiazepínicos. Como eles não diminuem a quantidade total do sono REM, esses medicamentos não reduzem a capacidade de sonhar. Alguns benzodiazepínicos permanecem no organismo mais tempo que outros. Os idosos, que não conseguem metabolizar e excretar os medicamentos tão bem quanto os mais jovens, podem apresentar maior propensão à sonolência diurna, à fala pastosa e a quedas. Por essa razão, os médicos evitam prescrever benzodiazepínicos de ação prolongada como o fluorazepam, o clordiazepóxido e o diazepam. Os barbitúricos, um dos hipnóticos mais utilizados antigamente, e o meprobamato não são tão seguros quanto os benzodiazepínicos. O hidrato de cloral é relativamente seguro, mas ele é utilizado muito menos freqüentemente que os benzodiazepínicos. Alguns antidepressivos (p.ex., amitriptilina) podem aliviar a insônia associada à depressão ou o despertar muito precoce causado por crises de pânico, mas os seus efeitos adversos podem ser problemáticos, especialmente nos indivíduos idosos. A difenidramina e o dimenidrinato são dois medicamentos de venda livre de baixo custo, e que podem eliminar problemas de sono leve ou ocasional, mas não são utilizados primariamente como sedativos e podem causar efeitos adversos, sobretudo em indivíduos idosos.

 

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flickr: John Steven Fernandez  

 

- Tratamento

 

O tratamento da insônia depende de sua causa e gravidade. Os indivíduos idosos que apresentam alterações do sono relacionadas ao processo de envelhecimento normalmente não necessitam de tratamento, uma vez que essas alterações são normais. Como o tempo total de sono pode diminuir com o envelhecimento, os indivíduos idosos podem achar que o ato de ir se deitar mais tarde ou de se levantar mais cedo pode ajudar. Os indivíduos com insônia podem beneficiar-se permanecendo calmos e relaxados na hora que antecede o momento de dormir e tornando o ambiente do quarto propício ao sono.

A iluminação suave, o ruído mínimo e uma temperatura ambiente confortável são necessários. Se a causa da insônia for o estresse emocional, o tratamento para reduzir o estresse é mais útil do que o uso de medicamentos sedativos. Quando um indivíduo com depressão apresenta insônia, esta deve ser cuidadosamente avaliada e tratada por um médico. Por possuírem propriedades sedativas, alguns medicamentos antidepressivos podem melhorar o sono. Quando os distúrbios do sono interferem nas atividades normais do indivíduo e na sua sensação de bem-estar, o uso intermitente de medicações para dormir (sedativos, hipnóticos) pode ser útil.
fonte:.Bayerscheringpharma.

 

 

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