pressão arterial baixa - I

« - proxima »

A nossa pressão arterial !

pressao arterial

 

Hipotensão

A pressão arterial baixa(hipotensão) é a pressão arterial baixa o suficiente para produzir sintomas, como tontura e desmaio. A manutenção da pressão do sangue quando ele deixa o coração e circula por todo o corpo é tão essencial quanto a manutenção da pressão da água nas tubulações de uma casa. A pressão deve ser suficientemente alta para que oxigênio e nutrientes sejam fornecidos a todas as células do corpo e para que sejam removidos os produtos metabólicos.

No entanto, se a pressão arterial for demasiadamente elevada, ela pode romper um vaso sangüíneo e provocar um sangramento no cérebro (acidente vascular cerebral hemorrágico) ou outras complicações. Se a pressão arterial estiver muito baixa, o sangue pode não fornecer oxigênio e nutrientes suficientes para as células, nem remover de forma adequada os produtos metabólicos. No entanto, as pessoas sadias que apresentam uma pressão arterial baixa em repouso tendem a viver mais tempo.

 

 

Mecanismos de compensação

Existem três fatores que ajudam a determinar a pressão arterial: o volume de sangue bombeado pelo coração, o volume de sangue nos vasos sangüíneos e a capacidade dos vasos sangüíneos.
Quanto mais sangue for bombeado do coração (débito cardíaco) por minuto, maior será a pressão arterial.

O volume de sangue bombeado pode ser reduzido se o coração bater mais lentamente ou se suas contrações forem mais fracas, como pode ocorrer após um infarto do miocárdio. Um batimento cardíaco extremamente rápido, o qual pode reduzir a eficácia da função de bomba do coração, também pode reduzir o débito cardíaco, assim como outros tipos de ritmos cardíacos anormais.
Quanto maior for a quantidade de sangue circulante, maior é a pressão arterial. Uma perda de sangue devido à desidratação ou à hemorragia pode reduzir o volume sangüíneo e diminuir a pressão arterial.
Quanto menor for a capacidade dos vasos sangüíneos, maior a pressão arterial.

Assim, a dilatação dos vasos sangüíneos provoca a redução da pressão arterial, enquanto a constrição dos vasos provoca sua elevação. Determinados sensores, particularmente os do pescoço e do tórax, controlam constantemente a pressão arterial. Quando detectam uma alteração produzida por um desses três fatores, os sensores desencadeiam uma alteração em um dos outros fatores para compensar o quadro e, dessa maneira, manter a pressão arterial constante.
Os nervos transmitem sinais desses sensores e dos centros cerebrais para diversos órgãos-chave:

• Coração: para modificar a freqüência e a força dos batimentos cardíacos, alterando assim o volume de sangue bombeado;

• Rins: para regular a excreção de água e, dessa maneira, alterar o volume de sangue circulante;

• Vasos sangüíneos: provocando constrição ou dilatação, de modo a alterar a capacidade dos vasos sangüíneos.

 

Conseqüentemente, se os vasos sangüíneos dilatarem, o que tende a reduzir a pressão arterial, os sensores, imediatamente, enviam sinais ao cérebro e deste ao coração para elevar a freqüência cardíaca, aumentando o débito cardíaco. Como resultado, a pressão arterial permanece constante ou altera muito pouco. No entanto, esses mecanismos de compensação apresentam limitações. Por exemplo, quando uma pessoa apresenta um sangramento, a freqüência cardíaca eleva, aumentando o débito cardíaco, e os vasos sangüíneos contraem, reduzindo sua capacidade.

Entretanto, se ela perder uma grande quantidade de sangue rapidamente, os mecanismos de compensação são insuficientes e a pressão arterial diminui. Se o sangramento for interrompido, o restante do líquido do organismo tende a entrar na circulação sangüínea, recuperando o volume e normalizando a pressão arterial. Finalmente, novas células sangüíneas são produzidas e o volume sangüíneo é completamente restaurado.

Se o indivíduo receber uma transfusão de sangue, o volume sangüíneo rapidamente é restaurado. A hipotensão arterial também pode ser resultante de uma disfunção dos mecanismos que mantêm a pressão arterial. Por exemplo, se houver um comprometimento da capacidade dos nervos de transmitir os sinais por uma doença, os mecanismos de controle compensatório podem não funcionar adequadamente.

 

 

Desmaio

O desmaio (síncope) é uma perda súbita e breve da consciência. O desmaio é um sintoma de aporte inadequado de oxigênio e outros nutrientes ao cérebro, o qual geralmente é provocado por uma diminuição temporária do fluxo sangüíneo. Essa redução do fluxo ocorre sempre que o organismo não consegue compensar rapidamente uma queda na pressão arterial. Por exemplo, se um indivíduo apresenta uma arritmia, o coração pode ser incapaz de aumentar seu débito de sangue o suficiente para compensar a redução da pressão arterial.

Os indivíduos com esse tipo de problema podem sentir-se bem em repouso, mas podem desmaiar durante o exercício, pois a demanda de oxigênio pelo organismo aumenta subitamente. Este tipo de desmaio é denominado síncope de exercício ou de esforço. Com freqüência, a pessoa desmaia após haver praticado exercício. Isto ocorre porque o coração é incapaz de manter uma pressão arterial adequada durante o exercício.

Quando o exercício é interrompido, a freqüência cardíaca começa a cair, mas os vasos sangüíneos dos músculos permanecem dilatados para eliminar os produtos metabólicos. A combinação entre a redução do débito cardíaco e o aumento da capacidade dos vasos provoca a redução da pressão arterial e o desmaio. Obviamente, o volume sangüíneo diminui quando ocorre sangramento.

Contudo, ele também pode diminuir quando a pessoa está desidratada em decorrência de problemas como a diarréia, a sudorese ou a micção excessivas, o que, freqüentemente, ocorre em casos não tratados de diabetes ou doença de Addison. O indivíduo também pode desmaiar quando os mecanismos de compensação são afetados por sinais enviados através dos nervos oriundos de outras partes do corpo. Por exemplo, uma uma cólica intestinal pode enviar um sinal ao coração por meio do nervo vato que reduz a freqüência cardíaca o suficiente para fazer com que o indivíduo desmaie.

Este tipo de desmaio é denominado síncope vasomotora ou vasovagal. Muitos outros sinais – produzidos por sensações como a dor, o medo e a visão de sangue – podem levar a esse tipo de desmaio. Em geral, o desmaio causado pela tosse (síncope da tosse) ou pela micção excessiva (síncope da micção) ocorre quando a quantidade de sangue que retorna ao coração diminui durante a realização do esforço. O desmaio causado pela micção excessiva é particularmente comum nos idosos.

A síncope da deglutição pode acompanhar doenças do esôfago. As causas de desmaio também podem ser a diminuição do número de eritrócitos (anemia), a diminuição do nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) ou a diminuição do nível de dióxido de carbono no sangue (hipocapnia) causada por respirações aceleradas (hiperventilação). Às vezes, a ansiedade leva à hiperventilação. Quando o nível de dióxido de carbono diminui, os vasos san-güíneos no cérebro contraem e o indivíduo pode ter uma sensação de desmaio, mas, na verdade, não chega a perder a consciência.

A síncope do levantador de peso pode ser decorrente da hiperventilação realizada antes do levantamento. Raramente, mais frequente em pessoas idosas, o desmaio pode fazer parte de um acidente vascular cerebral leve, no qual o fluxo sangüíneo a uma área do cérebro diminui subitamente.
fonte:.Bayerscheringpharma.

 

continua...

estetoscopio

 

 

 

 

 

« - proxima »