Disturbios da Saude Mental !

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O pânico é uma ansiedade aguda e extrema, que é acompanhada por sintomas fisiológicos. As crises de pânico podem ocorrer em qualquer distúrbio da ansiedade, geralmente em resposta a uma situação específica relacionada às principais características da ansiedade. Por exemplo, um indivíduo com fobia a cobras pode entrar em pânico quando depara-se com uma. No entanto, essas situações de pânico diferem das crises espontâneas, não provocadas, e são as que definem o problema de um pânico patológico.

As crises de pânico são comuns e mais de um terço dos indivíduos as apresentam cada ano. As mulheres apresentam uma probabilidade de duas a três vezes maior de apresentar esse tipo de crise. Os distúrbios do pânico são incomuns e afetam menos de 1% da população. Geralmente, o pânico patológico inicia no final da adolescência e início da vida adulta.
Os medicamentos que combatem a ansiedade, também denominados ansiolíticos, sedativos e tranqüilizantes, visam eliminar os sintomas da ansiedade. Muitos deles produzem relaxamento muscular, reduzem a tensão, são úteis no caso de insônia e, conseqüentemente, provêem um alívio temporário quando a ansiedade limita a capacidade de enfrentar os desafios do dia-a-dia.
Vários tipos de medicamentos são utilizados
para aliviar a ansiedade; os denominados benzodiazepínicos são
os mais comuns. Eles têm efeitos ansiolíticos gerais, promovem
o relaxamento mental e físico através da redução
da atividade nervosa cerebral. No entanto, o uso dos benzodiazepínicos
pode acarretar dependência física e, portanto, eles devem
ser utilizados com cuidado por aqueles que apresentam ou apresentaram problema
de dependência alcóolica.
São exemplos de benzodiazepínicos
o alprazolam, o clordiazepóxido, o diazepam, o flurazepam, o lorazepam,
o oxazepam, o temazepam e o triazolam. Antes da descoberta dos benzodiazepínicos,
os barbitúricos eram os medicamentos de escolha para o tratamento
da ansiedade. Contudo, a possibilidade de uso abusivo dos barbitúricos é elevada,
os problemas de abstinência são comuns e no caso de dose excessiva
ou ingestão proposital de uma quantidade excessiva, os barbitúricos,
apresentam maior probabilidade de serem letais que os benzodiazepínicos.
Por essas razões, os barbitúricos raramente são prescritos
para os distúrbios da ansiedade. Uma droga ansiolítica denominada
buspirona não apresenta afinidade química ou farmacológica
com os benzodiazepínicos ou outros medicamentos ansiolíticos.
Não se sabe como a buspirona atua, mas ela não causa sedação
e nem interage com o álcool. Entretanto, como a buspirona pode levar
duas semanas ou mais para produzir os seus efeitos ansiolíticos,
ela somente é útil para os indivíduos com ansiedade
generalizada e não para aqueles com ansiedade aguda e intermitente.
Algumas vezes, os medicamentos antidepressivos também são
prescritos para os distúrbios da ansiedade.
Diferentes tipos de
antidepressivos podem ser usados deste modo, incluindo os inibidores seletivos
da recaptação da serotonina (p.ex., fluoxetina, fluvoxamina,
paroxetina, sertralina), os inibidores da monoamino oxidase (p.ex., fenelzina,
tranilcipromina) e os antidepressivos tricíclicos (p.ex., amitriptilina,
amoxapina, clomipramina, imipramina, nortriptilina, protriptilina).
Os
antidepressivos podem ajudar a diminuir as características primordiais
de alguns distúrbios como, por exemplo, as obsessões e as
compulsões no distúrbio obsessivo-compulsivo ou o pânico
no distúrbio de pânico.
Embora os antidepressivos não
causem dependência física, muitos deles apresentam efeitos
adversos importantes. Os inibidores seletivos da recaptação
da serotonina são particularmente bem tolerados. Alguns medicamentos
ansiolíticos podem ser tomados uma vez por dia, enquanto outros
exigem várias doses diárias.
A maioria dos pacientes tolera
bem os medicamentos ansiolíticos, mas a escolha do medicamento e
seu uso adequado exigem uma discussão entre o paciente e o médico.
fonte:msd-brazil/Manual Merck
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