TPM e a alimentação !

flickr: Fernando Stankuns
Escrito por Rosimary Luz de Olliveira
Nutricionista clínica
Sempre ouvimos a frase clássica “Só pode estar na TPM”, é o
que sugerem quando nós mulheres estamos nervosas, irritadas, mal humoradas.
Mas, porque a TPM (tensão pré-menstrual) mais comumente conhecida
ou SPM (síndrome pré-menstrual), ganhou tanto destaque nos últimos
anos?
Simples pelo fato que nessa fase que antecede a menstruação,
a mulher acaba apresentando vários sinais e sintomas como:
- Inchaço e sensibilidade no seio
- Constipação ou diarréia (alternados)
- Cólicas
- Retenção hídrica (com conseqüência ganho
de peso)
- Fadiga
- Alterações no humor como: irritabilidade, depressão,
choro mais frequente
- Dor de cabeça
- Aumento do apetite (principalmente doces)
- Dificuldade de concentração
- E acne entre outros.
Esses sintomas podem aparecer de uma forma mais grave, mas nem todas as mulheres as desenvolvem, somente 5 % da população.
A razão da TPM não é bem entendida pela comunidade cientifica. É um jogo de hormônios totalmente desequilibrados que pode estar envolvido com diversos fatores.
Os principais sendo:
excesso de estrógeno, insuficiência
de progesterona, retenção hídrica, deficiência
de vitamina B6, excesso de produção de prolactina (hormônio
responsável pela produção do leite) e alergias hormonais.
Podem haver várias causas envolvidas, apesar de nenhuma está esclarecida. O que se sabe é que tanto o estradiol quanto a progesterona podem provocar os sintomas em mulheres susceptíveis.
Podemos aliviar esses sintomas com algumas mudanças no estilo de vida, promovendo uma alimentação saudável, atividade física, psicoterapia, e se necessário intervenção com medicamentos.
Na alimentação, recomenda-se evitar açúcar.
Troque-o por adoçantes tipo stevia natural ou sucralose (esse último é feito
do substrato da cana de açúcar, sem ciclamato e sacarina sódica
que supostamente pode elevar a pressão arterial e reter líquidos
e não contém aspartame acusado de aumentar dores de cabeça
e potencializar enxaqueca).
O açúcar refinado continua no banco dos réus. Está ligado
intimamente com a resistência a insulina, principal causa de diabetes
do tipo 2 e do depósito de gordura na região do abdomem.
O sódio contido no sal continua com fama de ruim comprovada. É encontrado em excesso nos embutidos, enlatados, conservas e alimentação tipo FAST FOOD.
Para se ter uma idéia a recomendação da OMS (Organização
Mudial de Saúde) de ingestão de sódio é 2400
mg o que equivale a 6 gramas de sal, cada 1 grama de sal contém 400
mg de sódio, sem contar que o excesso desse mineral pode levar a outros
desequilíbrios orgânicos como por exemplo, à tireoidite,
aumento da pressão arterial, retenção de líquidos.
Troque o sal por limão, alho, cebola, salsinha, coentro e especiarias.
Outra coisa importante é manter os níveis de cortisol normais, pois o mesmo mexe com o humor, aumenta o apetite e retém líquidos. O desequilíbrio no nível de cortisol leva ao estresse e tem relação extrema com a obesidade.
