A Massa Corporal

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As gorduras são constituídas por pequenas unidades chamadas ácidos gordos. Os diferentes tipos de ácidos gordos existentes nas gorduras ocorrem em quantidades variáveis nos vários alimentos e o efeito da sua ingestão no organismo humano é muito diferente, por exemplo na acção exercida sobre o colesterol e outros lípidos do sangue.
Os ácidos gordos são classificados em: saturados, monoinsaturados e polinsaturados.
Uma gordura designa-se de saturada, monoinsaturada ou polinsaturada consoante o tipo de ácido gordo que exista em maior quantidade na sua constituição.
Por exemplo, o azeite diz-se uma gordura monoinsaturada porque nele existem sobretudo ácidos gordos monoinsaturados, ao contrário da banha, uma gordura dita saturada, porque apesar de também conter ácidos gordos monoinsaturados contém, em maior quantidade, os saturados.
De todos os ácidos gordos existentes na natureza existe um grupo com especial importância para o Homem: os ácidos gordos ómega 3.
Vejamos as diferenças entre os vários ácidos gordos
e a importância dos ómega na alimentação.
fonte:Roche
O grau de saturação determina a consistência da gordura à temperatura ambiente. De uma forma geral quanto mais saturada mais sólida é a gordura, à excepção do óleo de côco, altamente saturado mas líquido à temperatura ambiente. Os ácidos gordos saturados estão presentes em maior quantidade na carne de vaca, carne de porco e seus derivados, leite e lacticínios, óleo de palma e óleo de côco.
A maioria dos ácidos gordos saturados provoca um aumento do colesterol no sangue e aumenta o risco de doenças cardiovascular pelo que o seu consumo deve ser reduzido.
Devem ser consumidos em quantidades inferiores a 30g diários (15-29g).
O ácido oleico, que é o maior constituinte do azeite, é o ácido
gordo monoinsaturado mais comum na nossa alimentação.
As
melhores fontes deste tipo de ácido gordo, além do azeite,
são o óleo de canola, o óleo de amendoim, os frutos
oleaginosos (amêndoa, nozes, amendoim, avelã, etc.) e o abacate.
Os ácidos gordos monoinsaturados devem fornecer cerca de 15-20%
da energia consumida diariamente.
O ácido oleico (componente maioritário
do azeite, como já vimos) deve ser a gordura consumida em maior
quantidade: 60% do total de gordura ingerida, em média 35 a 40g
por dia.
Os ácidos gordos polinsaturados podem ser divididos em duas grandes
famílias: os ómega 6 e os ómega 3, consoante a sua
estrutura química.
Cada um dos grupos tem acções muito
diferentes no organismo.
Os ácidos gordos da série ómega
6 podem ser obtidos dos vegetais e sementes mas são os óleos
de sementes como o de soja ou girassol os maiores fornecedores.
Os ómega
6 desempenham um papel importante no desenvolvimento cerebral e a sua
deficiência origina, entre outros problemas, atrasos de crescimento
e dermatites.
Os ácidos gordos ómega 3 com interesse
nutricional são o linolénico e os seus derivados EPA e DHA.
O ácido linolélico é essencial para o Homem, isto é,
não pode ser sintetizado pelo organismo a partir de outras substâncias,
tem de ser fornecido pela alimentação. A sua ingestão
deficiente gera graves problemas de saúde.
A deficiência de ácidos gordos da série ómega
3 origina alterações neurológicas, dificuldades de
aprendizagem, diminuição da acuidade visual, entre outros.
Os ómega 3 favorecem a diminuição do colesterol no sangue, têm propriedades anti-trombóticas (evitam a trombose) e anti-aterogénicas (previnem a aterosclerose que resulta no entupimento das veias). Têm um efeito protector sobre o aparecimento de perturbações do ritmo cardíaco e das doenças cardiovasculares de uma forma geral.
O consumo excessivo de ómega 3 pode ser prejudicial, por exemplo dificultando a resposta às infecções.
Cerca de 10% da energia diária deve ser obtida dos ácidos gordos polinsaturados e o ácido linolénico deve contribuir com 2 a 3 g por dia.
