Massa Corporal !

flickr:Nicole Barea
As formas de tratamento normalmente mais utilizadas são duas: um
plano alimentar com restrição calórica, combinado
com uma actividade física adequada ou o plano alimentar com restrição
calórica e a actividade física, combinadas com terapêutica
com medicamentos.
- - Terapêutica com Medicamentos
- - Actividade Física
- - Terapêutica Alimentar
- - Modificações do estilo de vida
A esmagadora maioria dos autores concorda que o tratamento da obesidade deverá passar por uma série de medidas reeducativas. Estas medidas vão desde o comportamento e hábitos alimentares, à alteração de estilos de vida sedentários em que a população faz cada vez menos exercício, ao mesmo tempo que aumenta o consumo de gorduras.
Existem evidências claras de que uma perda de peso moderada e mantida,
de apenas 5% a 10% do peso corporal inicial, é suficiente para proporcionar
melhorias clínicamente significativas das comorbilidades associadas à obesidade.
Diversos estudos demonstraram que uma perda de peso modesta está associada à redução
da pressão arterial, à melhoria da sensibilidade à insulina
e do controlo glicémico e a um perfil lipídico menos aterogénico.
Em face destas evidências clínicas, directrizes recentes enfatizam a perda de peso moderada como sendo um objectivo adequado e realista para o controlo do excesso de peso e não o atingimento de um suposto peso ideal, muitas vezes impossível de conseguir.
Segundo a SPEO:
"O objectivo do emagrecimento deverá ser a perda de massa gorda
e não a perda de água e músculo, pelo que a redução
deve ser lenta e acompanhada de exercício físico;
e não
se deve contemporizar com o desejo de um peso baixo incompatível
com a saúde.
As pequenas perdas de massa gorda estão associadas
a melhorias metabólicas significativas.
Assim, o objectivo não
deverá ser a obtenção do peso de referência,
pois este é apenas um número, mas sim a redução
possível atendendo a múltiplos factores."
O acompanhamento deve levar-se a cabo da seguinte forma:
Deve ser efectuado de forma regular;
O ritmo de perda de peso dependerá dos casos mas, no geral, uma perda de 2 a 4 kg/mês será adequada (em função do peso inicial do indivíduo), sendo que durante as primeiras semanas se perdem quantidades importantes de água e glicogénio e menos gordura. Posteriormente, as perdas são preferencialmente de gordura. É mais importante medir o perímetro da cintura do que apenas o peso, para saber se está a haver perda de massa gorda.
Um emagrecimento correcto mede-se em centímetros, mais do que em quilos;
Uma perda inferior a 0,5 kg por semana pode desmotivar o indivíduo, ao fazer com que o tratamento se prolongue por muito tempo. A verificação da diminuição do volume, ou seja de gordura, ajuda a motivar o doente;
Uma vez alcançado o peso desejado, as necessidades energéticas serão menores, pelo que se deverá readaptar a ingestão de calorias para evitar que o peso seja recuperado, conseguindo a sua manutenção.

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Existem medicamentos para ajudar a tratar a obesidade. Os medicamentos
actualmente disponíveis no nosso país, oficialmente aprovados
para o tratamento da obesidade e de prescrição médica
obrigatória, podem dividir-se em dois grandes grupos:
- Acção periférica - sobre o sistema digestivo
- Acção central - sobre o sistema nervoso central
A terapêutica com medicamentos é parte de um plano de acções para o controlo de peso, que inclui modificações a nível comportamental, dos hábitos alimentares e da actividade física.
As metas deste tipo de tratamento são a redução dos factores de risco para doenças associadas, como a hipertensão arterial e a diabetes, assim como a redução da gordura e do peso corporais.
A medicação isolada não é solução. Ela tem de ser combinada com um plano alimentar adequado e com a prática regular de actividade física, estipulados pelo seu médico ou nutricionista.
fonte:Roche / Obesidade e sua terapêutica – Relatório de Consenso 2001 – Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO)
