Disturbios da Saude Mental !

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As fobias específicas são os distúrbios da ansiedade mais comuns.Aproximadamente 7% das mulheres e 4,3% dos homens apresentam uma fobia específica em um período de seis meses. Algumas fobias específicas, como, por exemplo, o medo de animais de grande porte, do escuro ou de estranhos, começam precocemente. Muitas fobias desaparecem à medida que o indivíduo cresce.
Outras fobias, como o medo de roedores, insetos, tempestades, água, alturas, voar ou de locais fechados, tipicamente ocorrem em indivíduos com mais idade. Pelo menos 5% dos indivíduos apresentam algum grau de fobia de sangue, injeções ou ferimentos e podem chegar a desmaiar, o que não ocorre com outras fobias e distúrbios da ansiedade. Por outro lado, muitos indivíduos com distúrbios da ansiedade hiperventilam, podendo apresentar uma sensação de desmaio, mas eles quase nunca desmaiam.
Tratamento
Freqüentemente, um indivíduo consegue conviver com uma fobia evitando o objeto ou a situação temida. Por exemplo, um habitante da cidade que tem medo de cobras não terá problemas em evitá-las. Contudo, um habitante da cidade que tem medo de espaços pequenos e fechados (p.ex., elevadores) terá problemas se o seu local de trabalho for em um andar alto de um arranha-céu. A terapia de exposição, um tipo de terapia comportamental no qual o indivíduo é exposto gradualmente ao objeto ou à situação que lhe causa medo, é o melhor tratamento para uma fobia específica. O terapeuta pode ajudar na realização correta da terapia, apesar dela poder ser realizada sem a orientação do terapeuta.
Até mesmo os indivíduos com fobia de sangue ou de agulhas respondem bem à terapia de exposição. Por exemplo, para um indivíduo que apresenta esse tipo de problema, pode-se aproximar uma agulha de uma veia e, em seguida, quando a freqüência cardíaca diminuir, removêla. A repetição desse processo permite que a freqüência cardíaca retorne ao normal. Finalmente, poderá ser realizada a coleta de sangue sem que haja risco de desmaio. Os medicamentos não são de grande utilidade para as fobias específicas. Contudo, os benzodiazepínicos (medicamentos ansiolíticos) podem permitir o controle de uma fobia durante um período curto (p.ex., medo de viajar de avião). A psicoterapia, com o objetivo de conhecimento e compreensão dos conflitos internos, pode ajudar na identificação e no tratamento dos conflitos subjacentes a uma fobia específica.
A capacidade de um indivíduo de se relacionar de modo cordial com outros afeta muitos aspectos da vida, incluindo as relações familiares iniciais, a educação, o trabalho, o lazer, as relações sociais e a vida conjugal. Embora seja normal alguma ansiedade em situações sociais, pessoas com fobia social demonstram tamanha ansiedade que evitam situações sociais ou as suportam com grande angústia. Uma pesquisa recentemente realizada comprovou que cerca de 13% das pessoas têm uma fobia social em algum momento de suas vidas. As situações que comumente desencadeiam uma situação de ansiedade entre os indivíduos com fobia social incluem falar em público; desempenhar uma atividade pública (p.ex., atuar em uma peça ou tocar um instrumento musical), comer na frente dos outros, assinar um documento diante de testemunhas e usar um banheiro público.
Aqueles que sofrem de fobia social preocupam- se com seu desempenho e sempre acham que suas ações são inadequadas. Freqüentemente, eles preocupam-se com a possibilidade de sua ansiedade tornar-se evidente: eles transpiram, ficam ruborizados, vomitam, tremem ou a voz torna- se trêmula. Além disso, eles perdem a linha de pensamento ou são incapazes de achar as palavras adequadas para se expressar. Um tipo mais geral de fobia social caracteriza-se pela ansiedade em quase todas as situações sociais. Os indivíduos com fobia social generalizada normalmente preocupam-se com o fato de que se o seu desempenho ficar aquém das expectativas, eles irão sentir-se humilhados e envergonhados. Alguns indivíduos são tímidos por natureza e revelam essa timidez precocemente, a qual, mais tarde, converter-se-á em uma fobia social. Outros apresentam ansiedade pela primeira vez em situações sociais na puberdade. Quando não tratada, a fobia social freqüentemente persiste, fazendo com que muitos indivíduos evitem atividades das quais gostariam de participar.
Tratamento
A terapia de exposição, um tipo de terapia comportamental,
funciona bem para a fobia social, mas pode não ser fácil
criar condições para que a exposição dure o
suficiente para permitir a habituação. Por exemplo, um indivíduo
que tem medo de falar diante de seu chefe pode não conseguir várias
sessões de conversa com o mesmo. As situações de substituição
podem ajudar, como a filiação à Toastmasters (uma
organização para os indivíduos que ficam ansiosos
ao falar diante de uma audiência) ou a leitura de um livro para os
moradores de um asilo. As sessões de substituição
podem ou não reduzir a ansiedade durante as conversações
com o chefe. Os antidepressivos (p.ex., sertralina e fenelzina) e os medicamentos
ansiolíticos (p.ex., clonazepam) freqüentemente auxiliam no
tratamento da fobia social. Existem indivíduos que utilizam bebidas
alcóolicas para facilitar as relações sociais. No
entanto, em alguns casos, isto pode levar ao uso abusivo e à dependência
do álcool. A psicoterapia, que implica a manutenção
de conversações com o terapeuta visando conhecer melhor os
conflitos subjacentes, pode ser particularmente útil para aqueles
que são capazes de examinar o próprio comportamento e modificar
o modo de pensar a respeito e de reagir às situações.
fonte:msd-brazil/Manual Merck
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