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Duração e Freqüência
Para obter e manter o condicionamento físico, um indivíduo
deve exercitar-se por apenas 30 minutos, três vezes por semana.
Para a maioria dos indivíduos, não é necessária a prática de exercício por mais de 30 minutos por vez, pois o condicionamento, mensurado pela captação máxima de oxigênio, aumenta muito pouco com práticas com duração superior a 30 minutos. A melhoria é decorrente da tensão sobre os músculos e de sua subseqüente recuperação e não da realização da mesma série todos os dias.
Embora o coração possa ser exercitado várias vezes por dia todos os dias, os músculos esqueléticos começam a falhar quando exercitados intensamente mais freqëntemente do que em dias alternados.
No dia subseqüente a um exercício intenso, podem ser observados sangramento e lacerações microscópicas nas fibras musculares. É por essa razão que os músculos ficam doloridos no dia seguinte a uma série de exercícios adequada.
Os indivíduos que se exercitam devem repousar durante 48 horas para que os músculos se recuperem após o exercício. Quando recuperados, os músculos tornam-se mais fortes.
A prática de exercícios duas ou três vezes por semana, com a alternância de dias de exercício com dias de repouso, pode ajudar a evitar lesões.
Intensidade
O condicionamento físico é determinado mais pela intensidade do exercício que pela sua duração. As séries de exercícios devem ser suficientemente intensas a ponto dos músculos tornarem- se um pouco doloridos no dia seguinte, mas totalmente recuperados no outro dia.

Quanto mais intensamente o exercício for realizado, mais rápido o coração baterá e mais forte tornar-se-á o miocárdio (músculo cardíaco).
A freqüência cardíaca é determinada força de contração dos músculos esqueléticos. Quando um indivíduo começa a exercitar-se, os músculos esqueléticos contraem e comprimem as veias próximas, forçando o sangue em direção ao coração.
Quando os músculos
esqueléticos relaxam, essas veias enchem-se de sangue. A alternância
de contrações e relaxamentos dos músculos esqueléticos
funciona como um segundo coração, bombeando sangue extra
ao coração. O fluxo sangüíneo aumentado faz com
que o coração bata mais rapidamente e com mais força.
Portanto, quanto mais intensa for a contração dos músculos
esqueléticos, mais rápidas serão as batidas do coração.
A freqüência cardíaca recomendada (freqüência
cardíaca de treinamento) é igual a 60% da freqüência
cardíaca máxima do indivíduo, a qual é igual
a 220 menos a idade do indivíduo.
Entretanto, esse cálculo
não se aplica aos indivíduos idosos que apresentam um bom
condicionamento físico. A freqüência cardíaca
máxima mensura a força dos músculos esqueléticos,
não a força do coração, e, por isso, um indivíduo
idoso bem condicionado e forte apresentará uma freqüência
cardíaca máxima muito mais elevada que um indivíduo
mais jovem fraco e não condicionado.
A mensuração da freqüência cardíaca não é necessária
desde que o indivíduo comece a se exercitar lentamente e aumente
a intensidade gradualmente. A intensidade deve ser aumentada até que
seja atingida a freqüência cardíaca de treinamento: quando
os ombros elevam-se a cada respiração e a respiração é mais
rápida e profunda, indicando que o indivíduo necessita de
mais oxigênio.
À medida que a intensidade do exercício aumenta, aumenta
a probabilidade da ocorrência de lesões de músculos
esqueléticos. A probabilidade de lesão desses músculos
durante a realização de exercícios contínuos
e intensos é muito maior que durante a realização
de exercícios intermitentes.
No caso de exercícios intermitentes,
o indivíduo realiza um aquecimento inicial lento e, gradualmente,
aumenta o ritmo. Quando os músculos começam a ficar pesados,
doloridos ou desconfortáveis, o indivíduo diminui o ritmo.
Quando os músculos relaxam, o ritmo é aumentado.
O indivíduo alterna movimentos mais rápidos e mais lentos até o “peso” nos músculos não mais desaparecer e, em seguida, interrompe a sessão.
A melhoria é decorrente
do aumento do tempo gasto no exercício intenso e pela diminuição
concomitante do tempo gasto no exercício mais lento. O indivíduo
deve sentir-se bem após o exercício.
Caso isso não
ocorra, é provávle que ele tenha se exercitado excessivamente.
O excesso de exercício faz com que as articulações,
músculos, tendões e ossos tornem-se doloridos, aumenta o
risco de lesão e torna o indivíduo irritadiço.
fonte: msd-brazil
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