Cupins, cupins e cupins...

Os cupins não comem as madeiras de alta durabilidade natural como a Aroeira, o Ipê, a Massaranduba, e diversas outras que são resistentes ao ataque. Em geral, as madeiras resistentes são duras e pesadas.
A durabilidade da madeira pode ser conseguida também com alguns produtos químicos que, quando aplicados, são tóxicos aos insetos.
Pode ser indício do ataque de cupins ou brocas de madeira. Mas existem outros insetos, especialmente outras famílias de brocas, que atacam o lenho da árvore viva ou durante a secagem, mas que cessam o ataque quando a madeira finalmente se encontra seca.
Em geral estes orifícios já estão presentes na madeira e normalmente o marceneiro os veda durante a construção do móvel.
Móvel que solta pó pode ter o ataque de cupins de madeira seca,
que tem o resíduo grande e granulado bem característico. Ou
então pode estar sofrendo um ataque de brocas de madeira.
Em alguns
casos pode ser alarme falso. Gavetas, por exemplo, que ficam em atrito com
o trilho, podem liberar pó de madeira parecido com o resíduo
de brocas.
Peças atacadas por cupins de solo não liberam pó ou resíduo típico, mas sinais como fragmentos de túneis, partículas de solo, de argamassa, de tintas podem indicar a presença da colônia.
Quando dois móveis estão em contato um com outro, uma galeria interna de um dos móveis pode ser expandida pelos cupins e atingir o segundo móvel. Neste caso é como se os móveis fossem uma peça única de madeira.
Pode haver infestação também por meio da revoada, quando um casal de reprodutores oriundos do móvel atacado consegue se estabelecer no móvel anteriormente isento do ataque.
Já os cupins de solo conseguem atacar vários móveis simultâneamente por meio de túneis interligados. Este tipo de ataque é comum em móveis que estão em contato com a alvenaria, como os armários embutidos.
Raramente os cupins de madeira seca atacam o assoalho, pois as madeiras utilizadas
em sua fabricação costumam ser duras e resistentes ao ataque.
Por outro lado, os cupins de solo podem atacar assoalhos, especialmente as
peças que tem partes constituídas de alburno (brancal), que é uma
região perecível da madeira, mesmo nas espécies de alta
durabilidade natural.
