Cupins: mitos e verdades...

flickr - Marcos T. de Freitas
Para os cupins o formato da estrutura de madeira, a sua função na construção ou o projeto paisagístico não importa, o que conta é que grama e madeira são materiais celulósicos, sua principal fonte de alimento, conforme a espécie.
Com o crescimento
da área cultivada e da urbanização em várias
regiões do país, algumas espécies nativas poderão
causar prejuízos ao homem.
A arborização nas grandes
cidades tem sofrido muito com a presença dos cupins, consumindo as
raízes e o cerne das árvores, prejudicando a absorção
de água e nutrientes, podendo levar a morte ou ao tombamento.
As
prefeituras devem se preocupar com esta questão, monitorando e controlando
os focos existentes, na tentativa de preservar o tão pouco verde existente
em nossas cidades.
Não. Somente estruturas de madeira.
Os cupins podem danificar alguns tipos de plásticos, mas não
os consomem.
O gesso, por conter material celulósico na liga que o compõe,
pode ser atacado pelo cupim.
A propaganda sobre o “cupim de concreto” apenas assusta as pessoas, sobre uma inverdade, que acaba prejudicando na contratação do serviço de descupinização, pelo fator “pânico”.
Centenas de espécies de cupins habitam a milhões de anos nossas matas, florestas e cerrados. Algumas espécies resistiram ao desmatamento, as atividades agrícolas, florestais e ao processo de urbanização conduzido pelo homem.
Um exemplo atual ocorre em muitos dos chamados condomínios horizontais, inseridos em áreas próximas as grandes cidades, num misto de vegetação nativa, da atividade agrícola ou florestal. O desmatamento de parte das matas ou plantações afetará as populações de cupins presentes no local e algumas tentarão se adaptar ao novo “modelo ambiental” imposto pelo homem, constituído geralmente de grama, arbustos, estruturas de madeira e concreto.
No mundo são conhecidas mais de 2900 espécies de cupins e no Brasil cerca de 500 espécies, uma das maiores faunas termíticas (de cupins). Felizmente um pequeno número de espécies causa problemas ao homem, tanto na agricultura como nas cidades, resultado do desequilíbrio ambiental.

flickr - carlosedj
Essencialmente ecológicos:
os cupins possuem um papel muito importante na reciclagem de nutrientes em nossas florestas, decompondo as folhas e árvores caídas no chão da floresta. Imaginem a situação, se não houvesse quem realiza-se a função de decompor as árvores mortas.
Os cupins também auxiliam na aeração do solo e incorporação do material decomposto, ajudando a manter o equilíbrio no meio ambiente.
Fazem parte da cadeia alimentar, servindo
de alimento para muitos pássaros e mamíferos. Alguns ninhos
de cupins servem ainda de abrigo para aves, répteis e pequenos mamíferos.
“Enquanto perguntamos de onde o cupim vem, eles se perguntam de onde
veio o homem”.
Não há como levar cupins para casa pois eles vivem ocultos nas colônias.
Com a chegada verão, continua o ciclo de favorável ao desenvolvimento e reprodução dos insetos, primavera-verão-outono, que significa calor, maior umidade do ar, aumento da vegetação e condições ideais para reprodução.

flickr - jmarconi
Assim sendo, aumentam os problemas com cupins, baratas, formigas, brocas e outras pragas.
