Acidentes com cobras, o que fazer ?

O diagnóstico do tipo de serpente causador do acidente é feito, na maioria dos casos, com base nas manifestações clínicas que o paciente apresenta no momento do atendimento, uma vez que nem sempre é possível a identificação do animal. Deste modo, são os acidentes são classificados em:
Acidente botrópico (causado por serpentes do grupo das jararacas): dor e inchaço no local da picada, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento pelos orificios da picada; sangramentos em gengivas, pele e urina. Pode evoluir com complicações como infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal.
Acidente laquético (causado por surucucu): quadro semelhante ao acidente botrópico, acompanhado de vômitos, diarréia e queda da pressão arterial.
Acidente crotálico (causado por cascavel): no local sensação de formigamento, sem lesão evidente; dificuldade de manter os olhos abertos, com aspecto sonolento, visão turva ou dupla, dores musculares generalizadas e urina escura.
Acidente elapídico (causado por coral verdadeira): no local da picada não se observa alteração importante; as manifestações do envenenamento caracterizam-se por visão borrada ou dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento.
Convém lembrar que serpentes não peçonhentas também podem causar acidentes e que nem sempre as serpentes peçonhentas conseguem inocular veneno por ocasião do acidente. Cerca de 40% dos pacientes atendidos no Hospital Vital Brazil são picados por serpentes consideradas não-peçonhentas ou por serpentes peçonhentas que não chegaram a causar envenenamento.
Atenção
- O soro cura somente, quando aplicado corretamente:
O soro específico, dentro do menor tempo possível e na quantidade suficiente.
Ao contrário do que se pensa, o soro antiofídico não
estimula a produção de anticorpos no organismo da vítima.
Ele já contém anticorpos, retirados do sangue de cavalos hiperimunizados.
Injeta-se o veneno da serpente no animal, em pequenas doses, fazendo com
que o cavalo desenvolva os anticorpos.
Entretanto, o soro contém substâncias estranhas ao corpo do paciente.
A pessoa submetida ao tratamento também desenvolve anticorpos contra
o próprio soro.
Os efeitos colaterais vão desde uma urticária ou insuficiência
renal até o choque anafilático, que pode ser fatal.
Por isso, costuma ser feito um teste alergênico antes da aplicação
do soro antiofídico.
ANTIBOTRÓPICO - contra o veneno das jararacas (incluindo as jararacuçus, urutus, caiçacas e jararacas pintadas)
ANTICROTÁLICO - contra o veneno das cascavéis
ANTIBOTRÓPICO-CROTÁLICO - contra o veneno de jararacas e cascavéis
ANTIBOTRÓPICO-LAQUÉTICO - contra o veneno das jararacas e surucucus
Medidas a serem tomadas em caso de acidentes:
O diagnóstico do tipo de serpente causador do acidente é feito, na maioria dos casos, com base nas manifestações clínicas que o paciente apresenta no momento do atendimento, uma vez que nem sempre é possível a identificação do animal. Deste modo, são os acidentes são classificados em:
- Acidente botrópico (causado por serpentes do grupo das jararacas): dor e inchaço no local da picada, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento pelos orificios da picada; sangramentos em gengivas, pele e urina. Pode evoluir com complicações como infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal.
- Acidente laquético (causado por surucucu): quadro semelhante ao acidente botrópico, acompanhado de vômitos, diarréia e queda da pressão arterial.
- Acidente crotálico (causado por cascavel): no local sensação de formigamento, sem lesão evidente; dificuldade de manter os olhos abertos, com aspecto sonolento, visão turva ou dupla, dores musculares generalizadas e urina escura.
- Acidente elapídico (causado por coral verdadeira): no local da picada não se observa alteração importante; as manifestações do envenenamento caracterizam-se por visão borrada ou dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento.
Convém lembrar que serpentes não peçonhentas também podem causar acidentes e que nem sempre as serpentes peçonhentas conseguem inocular veneno por ocasião do acidente. Cerca de 40% dos pacientes atendidos no Hospital Vital Brazil são picados por serpentes consideradas não-peçonhentas ou por serpentes peçonhentas que não chegaram a causar envenenamento.
Primeiros socorros
Muitos procedimentos, embora não recomendados, são ainda amplamente
empregados como medidas visando retardar a absorção no veneno.
Boa parte deles pode, na verdade, contribuir para a ocorrência de complicações
no local da picada.
O que não fazer
1 - Não amarrar ou fazer torniquete. O garrote impede a circulação
do sangue, piorando a situação.
2 - Não colocar folhas, pó de café, fezes ou quaisquer
outras substâncias no local da picada, pois podem provocar infecção.
3 - Não fazer cortes nem chupar o local da picada já que estes
procedimentos, somados aos efeitos do veneno, podem produzir hemorragias e
infecções.
4 - Não dar álcool ou querosene para beber pois, além
de não ajudar, podem produzir intoxicação.
O que fazer
1 - Tente identificar se o acidente foi causado por uma serpente peçonhenta
(venenosa). Isto pode ser feito observando diretamente o animal agressor ou
as marcas da picada (ver características das serpentes peçonhentas).
2 - Lave o local com água e sabão, já que o acidente
provoca um ferimento que pode infeccionar.
3 - Mantenha o acidentado em repouso. Caso a picada seja na perna ou no
braço, manter as extremidades levantadas.
4 - A vítima deverá ser mantida o mais calma e quieta possível,
agasalhada, e deverá ser transferida de imediato para o centro médico
mais próximo.
Somente o soro cura, quando aplicado corretamente: O soro específico, dentro do menor tempo possível e na quantidade suficiente.
Os soros antipeçonhentos são produzidos no Brasil pelo Instituto Butantan (São Paulo), Fundação Ezequiel Dias (Minas Gerais) e Instituto Vital Brazil (Rio de Janeiro). Toda a produção é comprada pelo Ministério da Saúde que distribui para todo o país, por meio das Secretarias de Estado de Saúde.
Assim, o soro está disponível em serviços de saúde e é oferecido gratuitamente aos acidentados.
