Nossa Saude Mental !

flickr:Roberta Fernandes
A ansiedade generalizada consiste em uma preocupação e em uma ansiedade excessivas e quase diárias (com duração superior ou igual a 6 meses) sobre uma variedade de atividades ou eventos.
A ansiedade e a preocupação decorrentes do distúrbio
da ansiedade generalizada são tão extremas que se tornam
difíceis de serem controladas.
Além disso, o indivíduo
apresenta três ou mais dos seguintes sintomas: agitação,
fadiga fácil, dificuldade de concentração, irritabilidade,
tensão muscular e distúrbio do sono.
As preocupações
são de ordem geral. As preocupações comuns incluem
as responsabilidades do trabalho, finanças, saúde, segurança,
conserto do carro e outras.
A gravidade, a freqüência ou a duração das preocupações é desproporcionalmente maior do que as exigidas pela situação.
A ansiedade generalizada é comum.
Cerca de 3 a 5% dos adultos apresentam esse problema em algum momento da
vida. As mulheres apresentam o dobro de probabilidade de apresentá-lo.
Esse distúrbio é freqüente na infância e na adolescência,
mas pode começar em qualquer idade. Para a maioria das pessoas,
o problema é oscilante, piora em determinadas ocasiões (especialmente
durante os momentos de estresse) e persiste por muitos anos.
Tratamento
Para a ansiedade generalizada, o tratamento de eleição é o medicamentoso. Geralmente, são prescritos medicamentos ansiolíticos como, por exemplo, os benzodiazepínicos. Mas como o uso prolongado dessas substâncias pode levar à dependência física, o medicamento deve ser reduzido gradualmente e não abruptamente no caso de interrupção de seu uso. O alívio proporcionado pelos benzodiazepínicos habitualmente compensam os efeitos colaterais leves que eles podem produzir.
A buspirona é outro medicamento eficaz para muitos indivíduos que apresentam ansiedade generalizada. Aparentemente, a sua utilização não acarreta dependência física, mas a buspirona leva no mínimo duas semanas para começar a atuar, em comparação com os benzodiazepínicos que começam a agir em minutos. Geralmente, a terapia comportamental não é útil, pois não existem situações bem definidas que desencadeiam a ansiedade. As técnicas de relaxamento e de biofeedback podem ter alguma utilidade.
A ansiedade generalizada pode estar associada a conflitos psicológicos subjacentes que estão freqüentemente relacionados à insegurança e a atitudes autocríticas que são autodestrutivas. Em alguns casos, a psicoterapia pode ser eficaz para ajudar a compreender e a solucionar conflitos psicológicos internos.
A ansiedade pode ser decorrente de um distúrbio médico ou
do uso de uma droga.
Os exemplos de distúrbios médicos que
causam ansiedade incluem os distúrbios neurológicos (p.ex.,
traumatismo crânio encefálico, uma infecção
cerebral ou uma doença do ouvido interno), distúrbios cardiovasculares
(p.ex., insuficiência cardíaca e arritmias cardíacas),
distúrbios endócrinos (p.ex., hiperatividade adrenal ou da
tireóide) e distúrbios respiratórios (p.ex., asma
e doença pulmonar obstrutiva crônica).
As drogas que podem
induzir à ansiedade incluem o álcool, estimulantes, cafeína,
cocaína e muitos medicamentos de receita obrigatória. A ansiedade
também pode ser decorrente da suspensão de um medicamento.
Ela pode desaparecer após o tratamento do problema médico
ou da interrupção do uso de uma droga por tempo suficiente
para que os sintomas da abstinência desapareçam.
Qualquer
grau de ansiedade remanescente pode ser tratado com medicamentos ansiolíticos
adequados, terapia comportamental ou psicoterapia.
fonte:msd-brazil/Manual Merck
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