Reações Alérgicas !

flickr: R.
Motti
A anafilaxia é uma reação aguda, generalizada, potencialmente grave e que pode ser letal em um indivíduo previamente sensibilizado pela exposição a um alergeno e que entra novamente em contato com o mesmo alergeno.
A anafilaxia pode ser causada por qualquer alergeno. Os mais comuns são medicamentos, venenos de insetos, determinados alimentos e injeções de imunoterapia alergênica. A anafilaxia não ocorre na primeira exposição ao alergeno. Por exemplo, a primeira exposição de um indivíduo à penicilina ou a primeira picada de uma abelha não desencadeia a anafilaxia, mas uma exposição posterior pode desencadeá-la. Contudo, muitos indivíduos não se recordam da primeira exposição.
Uma reação anafilática começa quando o alergeno penetra na corrente sangüínea e reage com um anticorpo da classe da imunoglobulina E (IgE). Esta reação estimula as células a liberarem histamina e outras substâncias envolvidas nas reações inflamatórias imunes. Em resposta, as vias aéreas pulmonares podem contrair e causar sibilos; os vasos sangüíneos podem dilatar e causar hipotensão arterial; e as paredes dos vasos sangüíneos podem permitir o extravasamento de líquido e causar edema e urticária. A função cardíaca pode ser comprometida, com batimentos irregulares e bombeamento de sangue inadequado. O indivíduo pode entrar em choque.
As reações anafilactóides assemelham-se às reações anafiláticas, mas podem ocorrer após a primeira injeção de determinados medicamentos e substâncias (p.ex., polimixina, pentamidina, opióides ou meios de contraste utilizados nos estudos radiográficos). O mecanismo de ação não envolve anticorpos da classe IgE e, por essa razão, não se trata de uma reação alérgica. A aspirina e outros antiinflamatórios não esteróides podem causar reações anafilactóides em alguns indivíduos, particularmente naqueles que apresentam rinite alérgica perene e pólipos nasais.
Sintomas
Os sintomas começam imediatamente ou quase sempre nas 2 horas subseqüentes à exposição à substância agressora. O indivíduo pode sentir-se mal, tornar-se agitado e apresentar palpitações, formigamento, prurido e hiperemia cutânea, pulsação nos ouvidos, tosse, espirro, urticária, edemaou uma maior dificuldade respiratória devida à asma ou à obstrução da traquéia. O colapso cardiovascular pode ocorrer sem sintomas respiratórios. Geralmente, um episódio inclui sintomas respiratórios ou cardiovasculares, não ambos, e o indivíduo apresenta a mesma sintomatologia nos episódios posteriores. Entretanto, a anafilaxia pode apresentar uma evolução tão rápida que pode acarretar colapso, convulsões, perda do controle vesical, inconsciência ou acidente vascular cerebral em 1 a 2 minutos. A anafilaxia pode ser fatal a menos que o indivíduo receba o tratamento de emergência imediatamente.
Prevenção
É muito provável que um indivíduo que apresentou anafilaxia devido a uma picada de abelha volte a apresentá-la se for novamente picado. O mesmo é válido para as exposições repetidas a qualquer outro alergeno (p.ex., um medicamento). A realização de um teste cutâneo cada vez que o indivíduo for tomar um medicamento não é prática. Entretanto, os indivíduos com história de alergia ao soro animal (p.ex., antitoxina tetânica derivada do soro do cavalo) ou à penicilina devem ser testados antes de sua administração.
A imunoterapia alergênica administrada durante um longo período evita a anafilaxia nos indivíduos que sabidamente são alérgicos a alergenos inevitáveis (p.ex., picadas de insetos). A imunoterapia não é utilizada quando a substância agressora pode ser evitada, como é o caso da penicilina e de outros medicamentos. No entanto, quando um indivíduo necessita de um determinado medicamento (p.ex., penicilina ou uma antitoxina derivada do soro do cavalo), uma dessensi-bilização rápida pode ser realizada, a qual é acompanhada rigorosamente em um consultório médico ou em um hospital.
Alguns indivíduos apresentam uma história de reações anafilactóides a meios de contraste que são injetados para a realização de determinados estudos radiográficos. Embora os médicos tentem evitar o uso desses contrastes nesses pacientes, alguns distúrbios não podem ser diagnosticados sem os mesmos. Nestes casos, contrastes especiais que reduzem a incidência de reações podem ser utilizados. Além disso, medicamentos que bloqueiam as reações anafiláticas (p.ex., prednisona, difenidramina ou efedrina) podem ser úteis quando administrados antes da injeção do contraste.
Tratamento
O tratamento inicial para a anafilaxia é uma injeção de adrenalina (epinefrina). Os indivíduos alérgicos a picadas de insetos ou a determinados alimentos, especialmente aqueles que já apresentaram um episódio de anafilaxia, devem sempre carregar consigo uma seringa de autoinjeção de epinefrina para um tratamento de emergência rápido.
Com freqüência, este tratamento interrompe uma reação anafilática. No entanto, qualquer indivíduo que esteja apresentando uma reação anafilática deve procurar o serviço de emergência de um hospital assim que possível, pois pode ser necessária uma monitorização rigorosa dos sistemas cardiovascular e respiratório e a disponibilidade de um tratamento rápido e sofisticado.
fonte:
msd-brazil
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