A água no organismo !
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A desidratação é uma deficiência de água no organismo. A desidratação ocorre quando a eliminação de água do corpo é maior que a sua ingestão. Normalmente, a deficiência de água faz com que a concentração de sódio no sangue aumente. O vômito, a diarréia, o uso de diuréticos (medicamentos que fazem com que os rins excretem quantidades excessivas de água e sal), o calor excessivo, a febre e a redução da ingestão de água por qualquer razão podem acarretar a desidratação.
Algumas doenças como, por exemplo, o diabetes mellitus, o diabetes insipidus e a doença de Addison podem acarretar a desidratação devido à perda excessiva de água. Inicialmente, a desidratação estimula os centros da sede do cérebro, fazendo com que o indivíduo ingira mais líquido.
Quando a ingestão de água não consegue compensar a perda, a desidratação torna-se mais grave. A sudorese diminui e uma menor quantidade de urina é produzida. A água passa do grande reservatório intracelular para a corrente sangüínea.
Quando a desidratação não melhora, os tecidos corpóreos
começam a secar. As células começam a contrair e a
funcionar inadequadamente.
As células cerebrais encontram- se entre
as mais propensas à desidratação, de modo que um dos
principais sinais de desidratação grave é a confusão
mental, que pode evoluir para o coma.
As causas mais comuns de desidratação
(p.ex., sudorese excessiva, vômito e diarréia) provocam uma
perda de eletrólitos (especialmente o sódio e o potássio),
além da água.
Vários mecanismos atuam em conjunto para manter o equilíbrio hídrico do organismo. Um dos mais importantes é o mecanismo da sede. Os centros nervosos localizados profundamente no cérebro são estimulados quando o corpo necessita de mais água, acarretando a sensação de sede. A sensação torna-se mais forte à medida que a necessidade de água pelo corpo aumenta, levando o indivíduo a beber e a repor a água necessária.
Um outro mecanismo de controle da quantidade de água no organismo envolve a hipófise, localizada na base do cérebro.
Quando o corpo possui pouca água, a hipófise secreta uma substância na corrente sanguínea denominada hormônio antidiurético. O hormônio antidiurético estimula os rins a reter o máximo possível de água.
Quando o corpo possui uma quantidade insuficiente de água, os rins a conservam, enquanto ela desloca-se automaticamente do grande reservatório intracelular para a corrente sangüínea para manter o volume sangüíneo e a pressão arterial até que a água possa ser reposta através do aumento da ingestão.
Quando o corpo possui um excesso de água, a sede é inibida e a hipófise produz pouquíssimo hormônio antidiurético, permitindo que os rins excretem o excesso de água na urina.
Por essa razão, a desidratação freqüentemente é acompanhada
por uma deficiência de eletrólitos. Quando existe uma deficiência
de eletrólitos, a água não se desloca tão rapidamente
do grande reservatório intracelular para a corrente sangüínea.
Conseqüentemente, o volume de água circulante no sangue é ainda
menor. A pressão arterial pode cair, causando tontura ou a sensação
de perda iminente da consciência, sobretudo quando o indivíduo
coloca-se em pé (hipotensão ortostática). Se a perda
de água e de eletrólitos persistir, a pressão arterial
pode cair a níveis perigosos e provocar choque com lesões
graves de muitos órgãos internos (p.ex., rins, fígado
e cérebro).
No caso da desidratação leve, pode ser suficiente a ingestão de água natural. No entanto, quando ocorre uma perda de água e de eletrólitos, também deve ser realizada a reposição de sal (especialmente o sódio e o potássio). Existem bebidas comerciais aromatizadas, como o Gatorade®, formuladas para repor os sais (eletrólitos) perdidos durante o exercício vigoroso. Essas bebidas podem ser tomadas para evitar a desidratação ou para tratar uma desidratação leve. A ingestão de um grande volume de líquidos e o consumo de uma pequena quantidade adicional de sal durante ou após o exercício também agirão de uma forma igualmente satisfatória.
Os indivíduos com problemas cardíacos ou renais devem consultar o médico à respeito da forma mais segura de repor líquido antes de começarem a praticar exercícios. Quando a queda da pressão arterial causa um estado de choque ou uma ameaça de choque, é realizada a administração intravenosa de soluções que contêm cloreto de sódio. No início, os líquidos intravenosos são administrados rapidamente e, em seguida, mais lentamente, à medida que a condição física do indivíduo melhora.
A causa subjacente da desidratação sempre deve ser tratada.
Por exemplo, quando o indivíduo apresenta diarréia, além
da reposição líquida, pode ser necessária a
administração de medicamentos que tratam ou interrompem a
diarréia. Quando os rins estão excretando um volume muito
grande de água devido à deficiência de hormônio
antidiurético, como pode ocorrer em casos de diabetes insipidus,
pode ser necessária a instituição de um tratamento
prolongado com hormônio antidiurético sintético. Uma
vez tratada a causa da desidratação, os indivíduos
em recuperação da desidratação são controlados
para se assegurar que a ingestão oral de líquidos é novamente
suficiente para manter a hidratação.
fonte:Manual Merck
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