A água no organismo !

flickr_diathesis
Os líquidos das bebidas que você ingere e os alimentos que
você come são sua principal fonte de água, necessária
para regular a temperatura do corpo, manter a pele hidratada e transportar
oxigênio e outros nutrientes essenciais para suas células.
Seu corpo perde água constantemente – através de sua
respiração ao expirar, através de sua pele ao transpirar
e através da urina. Essa água deve ser reposta para manter
uma boa saúde
Dois terços do peso corpóreo correspondem à água.
Um indivíduo com 68 quilos posssui aproximadamente 38 litros de água
no corpo.
Destes, entre 22 a 26 litros encontram-se no interior das células,
7.5 litros encontram-se no espaço intercelular e uma quantidade discretamente
inferior a 4 litros (aproximadamente 8% da quantidade da água total)
encontra-se na corrente sangüínea.
O volume relativamente pequeno de água na corrente sangüínea é muito importante para o funcionamento do corpo e deve ser mantido constante. A água que se encontra fora da corrente sangüínea atua como um depósito para repor ou absorver o excesso de água do sangue de acordo com a necessidade. A água entra no corpo principalmente através da absorção do trato gastrointestinal. A água deixa o corpo principalmente sob a forma de urina excretada pelos rins.
Os rins podem excretar até vários litros de urina por dia
ou podem conservar a água excretando menos de meio litro por dia.
Diariamente, pela evaporação através da pele e dos
pulmões, são perdidos aproximadamente 750 mililitros de água.
A sudorese abundante, como a que ocorre durante a realização
de um exercício vigoroso ou em climas quentes, pode aumentar dramaticamente
a quantidade de água perdida através da evaporação.
Normalmente, a perda através do trato gastrointestinal é pequena.
No entanto, em casos de vômito prolongado ou de diarréia grave,
a perda diária pode ser de até 3,7 litros ou mais.
Quando
o consumo de água compensa a quantidade perdida, a água do
corpo encontra-se em equilíbrio.
Para manter este equilíbrio, os indivíduos saudáveis
com uma função renal normal e que não transpiram excessivamente
devem ingerir pelo menos um litro de líquido por dia. No entanto, é recomendada
a ingestão de 1.5 a 2 litros por dia para proteger-se contra a desidratação
e também contra a formação de cálculos renais.
Quando o cérebro e os rins funcionam adequadamente, o organismo
consegue enfrentar alterações extremas da ingestão
de água. Normalmente, um indivíduo pode ingerir uma quantidade
suficiente de água para compensar a perda excessiva e, conseqüentemente,
manter o volume sangüineo e a concentração dos sais
minerais dissolvidos (eletrólitos) no sangue.
Entretanto, um indivíduo pode apresentar desidratação
quando ele é incapaz de ingerir uma quantidade suficiente de água
para compensar a perda excessiva, como no vômito prolongado ou na
diarréia grave.
A quantidade de água presente no organismo
está intimamente relacionada à quantidade de eletrólitos.
A concentração (nível) de sódio no sangue é um
bom indicador da quantidade de água existente no organismo. O
corpo trabalha para manter constante o nível de água total
e, conseqüentemente, para manter constante a concentração
de sódio no sangue.
Quando a concentração de sódio
encontra-se demasiadamente alta, o corpo retém água para
diluir o excesso de sódio. O indivíduo sente sede e produz
menos urina.
Quando a concentração de sódio diminui
excessivamente, os rins excretam mais água para fazer com que a
concentração de sódio retorne ao equilíbrio.
fonte:Manual Merck

flickr_Antikris
•- desvitalização dos cabelos;
• - descamação do couro cabeludo;
• - distúrbios de concentração;
•- sono e memória, com perda da disposição para realização das atividades diárias, em virtude da circulação cerebral por baixa quantidade de água que faz o sangue ficar mais "viscoso" e "grosso", de circulação mais lenta;
•- ressecamento dos olhos e tecido das vias aéreas que com baixa umidade, sofrem lesões com mais facilidade por ficarem mais frágeis, assim tornando-se mais propensos a inflamações e infecções;
• - conjuntivites;
• - sinusites;
• - bronquites;
• - pneumonias;
- lesões da pele com aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada das toxinas via pele e seu acúmulo local;
• - queda e enfraquecimento dos pêlos;
• - baixa produção de saliva;
•- distúrbio no aproveitamento adequado de vitaminas e sais minerais, com excesso em alguns lugares e falta em outros, levando a cãibras, dormências, perdas de força muscular e problemas ósseos dentais;
•- respiração dificultada, por vezes levando à falta de ar, sobretudo nos exercícios físicos;
•- constipação e por vezes, sangramento retal (devido a fezes ressecadas, endurecidas que lesam o tecido intestinal ao moverem-se em seu interior);
•- impotência ou disfunções eréteis ou, no caso das mulheres, sangramentos vaginais.
É certo que há água nos alimentos, mesmo os sólidos, mas a complementação da ingestão diária de água deve ser feita, periodicamente, conforme já disposto.
Uma forma de se observar se a quantidade de água é adequada, é observar a cor da urina, que deve ser incolor. Quanto mais forte, pouca ingestão de água está sendo feita.
Vale lembrar que é sempre bom evitar bebidas alcoólicas, ou não alcoólicas, que apesar de serem diuréticas evitam que se beba a água. Evite também, a ingestão de água pelo menos meia hora antes do almoço, para não prejudicar a digestão.
Há trabalhos científicos evidenciando que muitos tratamentos
com medicações orais, sobretudo anticoncepcionais, terapia
de reposição hormonal e anti-hipertensivos não alcançam
o devido sucesso em virtude da baixa ingestão de água por
parte do paciente; isto se deveria tanto à má circulação
da substância pelo corpo quanto à má absorção
da mesma no intestino, processo este dependente da água como veículo
de transporte para a substância.
Fonte: Ícaro Alves Alcântara. Revista
UNICEUB - Abril 2003
