Pequeno Glossário de Termos Elétricos na Iluminação

flickr_Thiru Murugan
Jampe
Em inglês jumper. Pequeno trecho de condutor, não submetido à tração,
que mantém a continuidade elétrica de duas pontas descontinuas
de outros condutores. Atentar para a qualidade do isolamento desta conexão,
pois nestes pontos as ocorrências de corrente de fuga são
mais críticas.
Kelvin
Unidade de medida em graus utilizada para definir as escalas de temperaturas
de cor das fontes luminosas. Símbolo K. Não confundir com
temperatura resultante de efeito térmico que é medida em
graus Celsius ou Centígrados, pelo padrão brasileiro, símbolo
(ºC).
Lâmpada Elétrica
Fonte de luz primária artificial construída para emitir radiação óptica
visível. Inventor: Thomas Edson em 1879. Desde sua criação
a lâmpada evoluiu significativamente, apresentando na atualidade
uma diversidade de opções diferentes. Basicamente os conceitos
de construção de uma lâmpada possuem as seguintes vertentes,
por ordem de eficiência menor para a maior: Incandescentes; Halógenas;
Mistas (tubo de descarga e filamento); Gás Xenônio; Descarga
de baixa pressão (Fluorescentes); Descarga de alta intensidade (Vapor
de Mercúrio, Vapor Metálico e Vapor de Sódio); Indução
Magnética e LED (Diodo Emissor de Luz).
Lâmpada de Descarga de Alta Intensidade
É constituída por um tubo contendo gases, ou vapores, através
dos quais se estabelece um arco elétrico. Este tubo por sua vez, é revestido
de um bulbo de vidro. A pressão do gás ou vapor no interior
do bulbo é de várias atmosferas tornando-se alta. São
constituídas basicamente por lâmpadas de vapor de mercúrio,
metálico e sódio e gás xenônio. Necessitam de
reator, ou dispositivo de partida em corrente contínua (caso do
xenônio), para realizar o disparo de partida e estabilizar a corrente.
Lâmpada de Enxofre
Esta lâmpada produz alta intensidade luminosa, que é atingida
pela formação de um plasma de enxofre, quando inserido numa
câmara de microondas. Associada com um corpo ótico refletor
pode ser empregada para iluminação de grandes ambientes,
com baixíssimo consumo de energia. Esta fonte de luz de alta intensidade
não utiliza mercúrio, portanto, se configura numa forma ecológica
de produção de luz eficiente.
Lâmpada de Gás Xenônio
São lâmpadas de descarga que não necessitam de tubo
de arco para confinar a luz como as de vapor de mercúrio, metálico
e sódio. Seu meio interno é composto de gás xenônio,
que permite a obtenção da descarga elétrica, produzindo
uma luz de cor similar à luz do dia de 6500 K. Sua aplicação é restrita
a aparelhos científicos, mas é utilizada em flashes de câmeras
fotográficas e em alguns modelos de veículos "top de
linha" que incorporaram esta tecnologia aos seus faróis por
trasmissão de fibras óticas.
Lâmpada de Indução Magnética
Consiste na radiação gerada pela excitação
do meio interno, gás de mercúrio em baixa pressão
existente, por indução eletromagnética porvinda de
um gerador especial de rádio frequência ( reator eletrônico
). Possuem acendimento instantâneo e vida longa da ordem de 60.000
horas, elevada eficiência luminosa 80 lm/W, e elevado índice
de reprodução de cores. Diferentemente das demais lâmpadas
de descarga o nº de acendimentos não tem influência sobre
a vida útil, pois não tem meios físicos de propagação
da corrente como filamentos ou cátodos que depreciam com o tempo.
Lâmpada Dicróica
Esta lâmpada reflete a luz da ampôla halógena em seu
interior com abertura de facho exato, e redireciona mais de 60% do calor
gerado pelo filamento para trás da lâmpada pela propriedade
do dicroísmo, esta característica aliás acabou por
definir o seu nome. Obs: As lâmpadas similares com refletores de
alumínio, não são dicróicas, pois não
possuem a propriedade do dicroísmo.
Lâmpada Fluorescente de Cátodo Frio
É um conceito alternativo de construção de lâmpada
fluorescente, onde temos um cátodo cilíndrico de ferro de
amplas dimensões, comparado aos eletrodos com tungstênio do
sistema quente, que proporcionam longa vida. São recobertos com
uma camada de óxidos emissores de elétrons que bombardeiam
a camada interna de fósforo do tubo da lâmpada. Em operação
o eletrodo atinge uma temperatura térmica de 150ºC. Possuem
a metade da capacidade de emissão de uma fluorescente de catodo
quente, necessitando do dobro do tamanho. Devido à tendência
mundial de compactação das lâmpadas e luminárias,
este sistema caiu em desuso.
Lâmpada Fluorescente de Cátodo Quente
É um conceito consagrado de construção de lâmpada
fluorescente onde temos eletrodos negativos de tungstênio espiralados,
recobertos com um camada de óxidos emissores de elétrons,
que bombardeiam a camada interna de fósforo do tubo da lâmpada.
Em operação o tungstênio atinge uma temperatura térmica
de 950ºC. Existem dois tipos básicos de sistema desenvolvidos:
Com Preaquecimento, que são as de uso mais abrangente e comum no
Brasil e no mundo, compostas pelo sistema convencional com starter e partida
rápida. Temos ainda o sistema de operação Sem Preaquecimento,
que é identificada pela existência de um único pino
em cada extremidade da lâmpada, encontradas em aplicações
especiais, mais comuns na Europa e EUA. Em operação o tungstênio
no sistema de catodo quente atinge uma temperatura térmica de 950ºC.
Lâmpada Halógena
Lâmpada incandescente mais evoluída contendo gases halógenos
para proporcionar uma maior vida média e útil. Possuem bulbo
de quartzo, que é mais resistente as altas temperaturas térmicas
e pressões atmosféricas. Consiste no uso do efeito do ciclo
halógeno de transmutação do gás com o filamento
de tungstênio renovando o filamento e limpando o tubo de quartzo.
Possuem luz um pouco mais branca na faixa de 3000 K, e geram mais calor
que as incandescentes comuns. Necessitam de cuidados especiais no manuseio
para não criar fissuras no bulbo e explodir pela diferença
de atmosferas interna e externa.
Lâmpada Incandescente
Primeira lâmpada elétrica, inventor Thomaz A. Edson em 1879.
Consiste basicamente de um filamento espiralado até três vezes
de tungstênio, que é levado a incandescência pela passagem
de corrente elétrica (efeito Joule). Este filamento é encapsulado
num bulbo de vidro com vácuo ou gás inerte selado pela base
que realiza o contato elétrico. Apesar de sua importância
histórica, as possibilidades de tecnologia para otimizar sua produtividade
já se esgotaram. Sua eficiência energética e luminosa é a
pior de todas as lâmpadas existentes. Por outro lado, é uma
excelente fonte de calor limpo, pois converte aproximadamente entre 80% à 90%
da energia consumida em calor, o restante é que se converte em luz
visível.
Lâmpada Refletora
Independente do conceito de construção e operação
de uma lâmpada, a indústria de lâmpadas ao longo dos
anos vem adaptando alguns conceitos de lâmpadas distintas para versões
refletoras. Na verdade, basta "revestir" a lâmpada com
um vidro soprado ou prensado em formato cônico, ou semi-cônico
com material reflexivo interno para proporcionar o efeito de projeção
da luz. Com este artifício as lâmpadas adquirem maior poder
de intensidade luminosa, com ganhos de rendimentos significativos.
LED
Em inglês Light Emission Diode, em português Diodo emissor
de luz que é fabricado em componente semicondutor. Novas tecnologias
foram incorporadas a estes dispositivos permitindo o controle do espectro
visível de cor. Com isto, seu uso comercial em iluminação
se torna muito viável em futuro próximo, pois seu consumo é extremamente
baixo com vida útil muito ampliada em relação as demais
lâmpadas comercializadas no mercado.
Ligação Elétrica
União de partes condutoras entre si. Circuito ou condutor que liga
terminais ou outros condutores. Ou ainda, Maneira de ligar circuitos ou
equipamentos elétricos.
Ligação Eletromecânica
Ligação elétrica feita por meios mecânicos com
conectores próprios que não a solda.
Ligação em Paralelo
Ligação de dispositivos de modo que todos eles sejam submetidos à mesma
tensão.
Ligação em Série
Ligação de dispositivos de modo que todos eles sejam percorridos
pela mesma corrente.
Lúmen
Medida do fluxo luminoso, à partir de uma fonte de luz puntiforme
e invariável de uma Candela, de mesmo valor em todas as direções,
no interior de um ângulo sólido de um esferoradiano. Símbolo
(lm).
Luminância
Unidade de medida da intensidade luminosa produzida ou refletida por uma
superfície aparente, (cd/m²). Quando as superfícies
são iluminadas, a luminância é dependente tanto do
nível de iluminação quanto das características
de reflexão da própria superfície. Não confundir
com iluminância (lx).
Luminária
Aparelho que distribui, filtra ou modifica a luz emitida por uma ou mais
lâmpadas e que contém todas as partes necessárias
para fixar e proteger as lâmpadas, e quando necessário,
os circuitos auxiliares e os meios de ligação ao circuito.
Existe uma infinidade de tipos no mercado que atendem as mais variadas
necessidades. O importante é encontrar o modelo mais adequado
que englobe: Custo Total viável; Eficiência (Conservação
de Energia); Segurança (Grau de proteção IP); Viabilidade
Técnica; Qualidade dos Componentes dos Materiais; Tratamentos
Químicos; Pintura; Estética; Funcionalidade e Adequação
ao ambiente.
Luminária Subaquática
Peça especial para instalaçao imersa prolongada na água.
Construção estanque para evitar a penetração
de qualquer volume de água e suportar possíveis pressões
referentes a imersão mais profunda. Seu grau de proteção é altíssimo
IP68, pelo menos. Deve-se ter extremo cuidado com a isolação
perfeita das instalações elétricas e com a qualidade
dos componentes, pois existirá sempre o risco de acidentes, devido
a água que envolve o equipamento. Seu uso frequente é em
chafarizes de praças, mas é encontrada em piscinas mais elaboradas
para efeito decorativo e destaque.
Luminária Subterrânea
Peça vedada para ser instalada enterrada em jardim, com a superfície
de saída da luz um pouco acima do solo. Este tipo de luminária é utilizada
com lâmpadas diversas com o intuito de destacar arbustos e árvores.
Luminária Vigia
Peça de embutir na parede com o objetivo de sinalizar caminhos em
jardins, pátios e sobre degraus de escadas. Pode incorporar pestanas,
aletas ou refletores internos que atuam por luminância projetada,
para minimizar ofuscamentos.
Luminosidade
Parâmetro subjetivo de um atributo de sensação visual,
segundo o qual uma superfície parece emitir mais ou menos luz.
Luminotécnica
Aplicação de técnicas de iluminação,
considerada sob seus vários aspectos, incorporando: Tecnologias
de equipamentos; Fotometria; Dimensionamentos; Índices de iluminância
normatizados (ABNT) e Depreciações compensatórias
pertinentes.
Lux
Unidade de medida de iluminância de uma superfície, sobre
a qual incide um fluxo luminoso uniformemente distribuído. Símbolo
(lx).
Luxímetro
Instrumento destinado a medir iluminância. Num projeto o luxímetro
vai aferir níveis de iluminância para se adequar as exigências
das normas técnicas em vigor (ABNT).
Luz ( Espectro Visível )
Atributo indispensável e comum a todas as percepções
e sensações, que são peculiares e necessárias
ao sistema visual como: formas, dimensões, profundidade e cores. É normalmente,
mas não necessariamente, produzida pela ação de um
estímulo luminoso sobre o sistema visual. Os limites aproximados
do espectro visível está entre 360/400 nm (infravermelho) à 760/830
nm (ultravioleta). O termo "luz" também é utilizado
para definir uma fonte de emissão da mesma.
Luz de Emergência
Dispositivo composto por lâmpada (s), invólucro e bateria
a qual na falta de energia elétrica acenderá automáticamente,
garantindo um minímo de iluminação ao ambiente. O
dispositivo deverá estar conectado permanentemente a energia elétrica
e só srá acionado na falta da mesma.
Luz Fria
Expressão utilizada para definir uma faixa de temperatura de cor
de uma lâmpada acima de 4000 K, aproximadamente, ressaltando o espectro
de cores frias de tons derivados do azul. Atenção ! Não
confundir a expressão com temperatura térmica produzida pela
lâmpada em operação, esta relação é incorreta.
Luz Quente
Expressão utilizada para definir uma faxia de temperatura de cor
de uma lâmpada até 3900 K, aproximadamente, ressaltando o
espectro de cores quentes de tons derivados do vermelho. Atenção
! Não confundir a expressão com temperatura térmica
produzida pela lâmpada em operação, esta relação é incorreta.
Malha de Distribuição
Conjunto de linhas de um sistema de distribuição ou de uma
parte deste sistema, interligadas de modo a formarem um circuito fechado,
alimentado em dois ou mais pontos, e ao qual são conectadas linhas
de alimentação e/ou de consumidores.
Manutenção Corretiva
Manutenção efetuada após a ocorrência de uma
pane. Destinada a recolocar um ítem em condições de
executar sua função. É importante salientar que o
mais recomendável é a manutenção preventiva.
Na ausência do procedimento ideal, a manutenção corretiva é o
trabalho que é normalmente realizado pelos responsáveis em
orgãos governamentais; empresas; clubes; condomínios e residências.
No aguardo do evento da queima de lâmpadas e reatores, o nível
de iluminamento ou iluminância decresce ao longo do tempo, ficando
abaixo do mínimo necessário, afetando com isto a acuidade
visual das pessoas.
Manutenção Preventiva
Manutenção efetuada em intervalos predeterminados ou de acordo
com critérios prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de
falha ou a degradação do funcionamento de um equipamento.
Em iluminação, a manutenção preventiva prevê uma
troca regular de lâmpadas de acordo com sua vida útil, mesmo
antes da queima. Este procedimento é recomendado, pois as lâmpadas
depreciam seu fluxo luminoso ao longo do tempo. Quando o fluxo está abaixo
de 75% do valor nominal do projeto é o ponto ótimo de troca. À partir
deste momento a iluminância vai caindo prejudicando a acuidade visual
das pessoas.
Matiz
Atributo de uma sensação visual segundo o qual uma superfície
parece semelhante a uma das cores percebidas, vermelho, amarelo, verde
e azul ou uma combinação destas cores.
Nanômetro
Unidade de medida do comprimento de onda no espectro eletromagnético.
Símbolo (nm).
Neon gerando luz
O gás neon (confinado em um tubo na pressão certa) pode ser
ionizado com uma voltagem de ± 6000 Volts, sendo possivel gerar
plasmas, que são forças motrizes de luz e calor. As temperaturas
geradas pela excitação elétrica são aceitáveis
e acessíveis para um uso prático mais seguro. Algumas lâmpadas
com gás Neon e tecnologias mais novas foram desenvolvidas para aplicação
em lanternas direcionais, sinalização e freio em veículos.
Se moldam a qualquer formato de carro e suas dimensões reduzidas
( 5 mm de diâmetro) possibilitam lanternas menores e de formatos
inovadores.A grande vantagem desta tecnologia é o tempo de acendimento
1.000 vezes mais rápido que as lâmpadas convencionais com
filamento. Para exemplificar o que representa esta resposta de acendimento
das lâmpadas de gás Neon veja o exemplo abaixo: Um motorista
conduzindo um veículo à 100 Km/hora observa mais rapidamente
o acionamento da luz de freio NEON do carro que vai a sua frente e permite
uma reação antecipada que resulta em ganho de 5 metros no
espaço de frenagem. Isto pode ser traduzido em maior segurança.
Neutro
Condutor de um sistema monofásico, bifásico ou trifásico
ligado permanentemente sem passagem de corrente. Termo genérico
que se refere tanto ao ponto neutro como ao condutor neutro. Algumas instalações
não possuem neuro (ligação delta).Por emxemplo: ligações
fase à fase, que não possuem neutro.
Nível de Iluminância
Indica a quantidade de luz por unidade de área de superfície
em um ponto particular da área em questão. Pode ser medido
com um luxímetro. Nos cálculos luminotécnicos este
nível é encontrado em média pelas dimensões
inseridas na equação, e deve seguir as normas técnicas
vigentes (ABNT). O nível de iluminância pode ser medido, porém
não visto. O que é percebido pelo olho humano são
as diferenças na reflexão da luz incidente.
Objetivos da Iluminação Artificial
Proporcionar boas condições de incidência de luminosidade
na deficiência ou ausência de luz natural. Permitir identificação
das dimensões físicas dos espaços; suas formas; contornos;
volumes; cores e contrastes, mantendo o conforto visual dos usuários,
com níveis de consumo de energia equilibrados, sem acúmulo
de calor no ambiente.
Obstáculo Visual
Elemento que impede um contato visual direto acidental, mas não
impede um contato direto por ação deliberada de uma ou mais
pessoas. No momento de definir pontos de instalação de luminárias
e lâmpadas, atentar sempre para as circunvizinhanças para
detectar possíveis obstáculos à luz. O obstáculo
visual pode ser necessário em casos em que a luz incidente esteja
causando ofuscamento, como em outdoors e luminosos comerciais próximos
de edificações, ou quando atinja o campo visual de motoristas
em vias públicas.
Ofuscamento
Condição de visão na qual há desconforto ou
redução da capacidade de distinguir detalhes ou objetos,
devido a uma distribuição desfavorável das luminâncias
com brilhos intensos ou em contrastes excessivos. O ofuscamento pode ser
direto, através de luz direcionada diretamente ao campo visual.
Ou ainda, de forma reflexiva, por intermédio de superfícies
claras, transparentes ou brilhosas, considerando que a luminância
incômoda está delimitada à partir de 200 cd/m².
Ohm
Unidade de medida de resistência elétrica, que é a
resistência de um elemento passivo de um circuito no qual circula
uma corrente elétrica inváriável de 1 ampére
quando existe uma diferença de potencial de 1 Volt entre seus terminais.
Símbolo (W).