glossário de A / C

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Pequeno Glossário de Termos Elétricos na Iluminação

 


flickr_Thiru Murugan

 

Abajur
Em francês abat-jour. Peça decorativa de iluminação difusa que compõe-se de uma base, uma haste e um anteparo fixado no topo. Seu anteparo utiliza materiais diversos, como: papel cartão; tecido; vidro fosco; porcelana, entre outros. Estes revestimentos podem usar cores para realçar tons de luz quentes ou frias no ambiente. Ver Iluminação Difusa; Cromaticidade e Objetivos da Iluminação Artificial. Abertura de Facho
Trata-se do ângulo sólido luminoso formado em um plano tridimensional através do eixo do centro ótico de um refletor, cuja iluminância é projetada em um plano de trabalho. Ver Ângulo Sólido; Ângulo de Radiação e Lâmpadas Refletoras.

Absorção de Energia
Transformação de energia radiante luminosa numa forma de energia térmica por interação com alguma matéria. Este conceito serve para se adequar melhor materiais e cores nas instalações. Quanto aos materiais, existe uma diversidade deles com características de absorção diferentes. Mas com relação a cor existe uma relação direta que estabelece que quanto mais escura mais absorve luz e reflete menos ao ambiente e vice-versa.

Acomodação Visual
Característica do olho humano de se acomodar para obtenção de uma melhor acuidade visual em diferentes distâncias dos objetos focados. Ver Acuidade Visual; Curva de Eficácia Luminosa Espectral e Nível de iluminância.

Acuidade Visual
Em termos simples é a clareza de visão dos detalhes. Acuidade qualitativa: é a capacidade de ver objetos perto um do outro de maneira distinta. Acuidade quantitativa: reciprocidade do valor angular de separação entre dois objetos vizinhos que os olhos podem ver separados.

Acumulador de Energia
Mais comumente conhecido como bateria ou pilha, podendo ser recarregadas ou não. Utilizadas em iluminação de emergência e em No Breaks, que tem como função suprir a energia de um circuito ou restabelecer um nível mínimo aceitável de luz na ausência da fonte de energia principal da rede elétrica.

Acúmulo de Calor
Uma instalação de iluminação gera uma quantidade de calor emitida pela radiação infra-vermelha e a concentração de calor oriunda de equipamentos diversos. Este acúmulo está relacionado à energia gerada em Watts/hora, e quanto maior o consumo dos aparelhos elétricos e de iluminação, maior será o calor, aumentando custos com o ar condicionado e a própria conta de energia. O acúmulo de calor é fator de risco quanto a materiais inflamáveis nas proximidades dos equipamentos elétricos diversos. Ocorrendo uma combustão destes materiais haverá a possibilidade de incêndio. Ver Temperatura Ambiente; Joule; Isolacão Térmica; Iluminação Zenital; Consumo de Energia; Densidade de Potência e Eficiência Energética.

Aleta
Em francês a expressão usada é Louvre. Pequena ala, aba ou grelha. Disposta geometricamente em série de modo a impedir a visão direta das lâmpadas, segundo uma faixa de ângulos. Serve como recurso anti-ofuscante, e elemento de contribuição da distribuição do fluxo luminoso junto com o refletor em luminárias mais modernas.

Ampere
Unidade de medida de intensidade da corrente elétrica que é mantida nos condutores para "fluir" a tensão da rede. Importante observar esta grandeza como um limitador de potência para evitar acidentes. Ex: Circuito de 60A em 127V, multiplicando teremos um limite de 7620 W. Este valor é a carga máxima de potência que este circuito comporta.

Amperímetro
Aparelho destinado a medir o valor de uma corrente elétrica.

Ângulo de Radiação
É um ângulo sólido produzido por um refletor que direciona a luz. Encontramos esta particularidade em lâmpadas refletoras e em luminárias e projetores que se utilizam de material reflexivo para projetar a luz. Quanto mais clara a cor ou maior o brilho do corpo interno o equipamento será mais eficiente.

Ângulo Sólido
Como o estudo da iluminação está voltado para a visão de formas espaciais, torna-se necessário trabalhar com ângulos tridimensionais, conhecidos na geometria como ângulos sólidos.

Aparência da Luz
A cor aparente da luz emitida, determina a tonalidade observada quando se olha diretamente para a fonte de luz. O olho humano percebe os tons de cores de luz avermelhadas (cores quentes), e azuladas (cores frias), ou intermediárias. A indicação científica é a Temperatura de Cor e Temperatura de Cor Correlata (TCC) ou cromaticidade, medida em graus kelvins (K). À medida que os valores em Kelvins aumentam, a cor da luz perde em tons vermelhos e ganha em tons azuis, e vice-versa. Lâmpadas acima de 4.000 K são consideradas de luz fria, entre 3.000 K e 4000 K, têm tonalidade de cor moderada, e de 3.000 K para baixo são descritas como luz quente.

Arandela
Luminária fixada em paredes, possuindo uma variedade de modelos para usos internos abrigados e externos ao tempo. Sua construção deve evitar o ofuscamento e privilegiar a luz difusa. Sua altura de instalação também deve ser observada em no mínimo 1,80 m, aproximadamente, para que as pessoas que transitam pelo ambiente não visualizem a fonte de luz da peça.

Aterramento
É o ato de se conectar intensionalmente um circuito elétrico de baixa impedância com a terra, em caráter permanente ou temporário. Este ato possui função protetora contra choques elétricos.

AWG
Sigla de American Wire Gauge, denominação norte-americana utilizada para bitola (espessura) de fios e cabos elétricos. Utiliza-se no Brasil no momento o padrão de série métrica em mm².

Banco de Capacitores
Conjunto de capacitores de potência, estruturas de suporte e os necessários dispositivos de manobra, controle e proteção, montados a constituirem um conjunto completo para corrigir o fator de potência de uma instalação. Atenção ! Este conjunto só deve ser dimensionado por um profissional qualificado.

Base de uma Lâmpada
Parte da lâmpada onde é realizada a conexão com o sistema elétrico, constituída de material condutor. Entre as lâmpadas mais usuais, são os bocais de rosca E-27 ou E-40, as extremidades cerâmicas (R7S) de lâmpadas halógenas palito e vapor metálico de 70 e 150W, e os pinos de lâmpadas fluorescentes.

Bateria Selada
É um acumulador de energia chumbo-ácido especialmente projetado para assegurar uma alta densidade de energia. É um dispositivo para operar sem manutenção de longa vida útil. Possui as seguintes características: Armazenamento de energia por longos períodos; não requer adição de água; não exala gases corrosivos, possibilitando o convívio com equipamentos eletrônicos; produto à prova de vazamento e derrame, podendo ser instalado em qualquer posição.

Benjamin
Extensão elétrica múltipla para ampliar o número de tomadas disponíveis num ponto.

Blindagem
Dispositivo utilizado para minimizar a penetração de um agente externo indesejado em uma ação de proteção num equipamento qualquer. Exemplo: Reforço no invólucro de uma luminária para evitar a penetração de pó, água, vapor, gases e fuligem, ou evitar que a fagulha do acendimento de uma lâmpada tenha contato com o ambiente externo de atmosfera explosiva. A escala de proteção depende sempre do grau IP associado ao produto, quanto maior o grau maior a proteção.

Braço de Iluminação Pública
Ferragem tubular curva ou reta, de preferência galvanizada a fogo, que se fixa em poste ou muro, que por sua vez, recebe uma luminária com encaixe apropriado para montagem de um sistema de iluminação pública.

Bulbo de uma Lâmpada
Invólucro selado na base, transparente ou leitoso, que envolve o filamento ou o tubo de descarga de uma lâmpada. Possui função protetora de um modo geral, e nas lâmpadas de descarga leitosas, o revestimento interno de fósforo proporciona luminosidade e/ou correção de cor.

Campo Elétrico
É uma grandeza gerada por cargas elétricas, em movimento ou não, em uma região ou objeto, que interagem entre si, resultando numa energização dinâmica ou estática respectivamente. As cargas em movimento é que formam um fluxo de fornecimento de energia conduzida num dado circuito elétrico.

Campo Eletromagnético
Campo físico determinado pelo conjunto de quatro grandezas (Campo Elétrico, Indução elétrica, campo magnético e indução magnética), que caracterizam os estados elétrico e magnético de um meio material. Fenômemo gerado pelas grandezas mencionados quando é combinado força da carga elétrica com velocidade num condutor.

Campo Magnético
Fenômeno decorrente da indução magnética em condutores, gerando uma rotação das cargas elétricas formando um campo em torno do condutor.

Campo Visual
Extensão angular do espaço no qual um objeto pode ser percebido, quando os olhos observam frontalmente. O campo pode ser monocular ou binocular. Compreende no sentido do foco central da visão às adjacências do campo visual os seguintes divisores: Campo Visual Central; Tarefa Visual; Em torno e Campo Visual Periférico.

Candela
Unidade de medida da intensidade luminosa, equivalente à 1/60 da intensidade luminosa de 1 cm² da superfície de um corpo negro na temperatura de solidificação da platina. Oriunda sempre de uma fonte de luz refletora formando um ângulo sólido com vértice na fonte, diferenciando-se do fluxo luminoso pela característica de luz direcional. Unidade (cd).

Capacitância
Grandeza escalar que caracteriza a propriedade que tem um sistema de condutores e de dielétricos a estes associados, de armazenar energia quando é submetido a um campo elétrico.

Capacitor
Dispositivo elétrico utilizado para introduzir capacitância num circuito. Este dispositivo permite corrigir o fator de potência. Como consequência teremos uma maior eficiência energética, devido ao melhor aproveitamento de carga da rede elétrica. Na iluminação os capacitores usados são os de partida. Os capacitores cerâmicos também filtram a distorção de harmônicas. Este dispositivo permanece energizado depois de acionado, mesmo que o circuito seja desligado posteriormente. Como nem todos os fabricantes embutem os fios, aconselha-se que nas trocas e manutenções seja descarregada a carga remanescente, com um simples "triscar" das pontas dos cabos de saída.

Carga Instalada
Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora, em condições de entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW).

Cátodo
Eletrodo negativo que funciona normalmente como emissor de elétrons. Exemplo: Em cada extremidade de uma lâmpada fluorescente qualquer, existe um cátodo que é responsável pelo bombardeamento com elétrons das partículas de mercúrio internas do tubo, que por sua vez, se chocam com a parede da lâmpada revestida com fósforo causando o efeito "fluorescente".

Choque Elétrico
Efeito patofisiológico que resulta da passagem de uma corrente elétrica através de um corpo humano ou animal. Ocasionado normalmente por contatos mal isolados; por condutores nús; por superfícies condutoras energizadas; aterramentos mal feitos, ou ainda por simples efeito da energia estática de um corpo com um meio físico, independente de circuitos elétricos.Ciclo Halógeno

Ciclo Halógeno
Os filamentos das lâmpadas incandescentes em geral são feitos de tungstênio que é gasto pelo uso ao longo da vida do produto. Com a introdução de gases inertes e halógenos no interior do bulbo, ocorre uma combinação destes com as moléculas de tungstênio que se desprendem com o tempo. Esta combinação é eletricamente instável, fazendo com que as moléculas combinadas se desprendam novamente, depositando o tungstênio de volta no filamento. As consequências benéficas são a regeneração do filamento e a limpeza do bulbo dos fragmentos de tungstênio. Isto amplia a vida útil das lâmpadas halógenas em relação as incandescentes comuns.

Cinta
Ferragem de linha aérea que se fixa em torno de um poste para prover apoio de sustentação para outra ferragem, como um braço de luminária por exemplo.

Cintilação
Em inglês flicker. É o fenômeno da flutuação do fluxo luminoso de uma lâmpada fluorescente provocado por instabilidade da rede elétrica. Este efeito também ocorre em sistemas que utilizam reatores de baixa qualidade, que não tem controle apurado da corrente e da tensão, provocando esta falha nas lâmpadas fluorescentes ligados no circuito. Não confundir com efeito estroboscópico.

Circuito Elétrico
Segmento de condutores elétricos que compõem uma seção de uma rede elétrica maior. Conjunto de equipamentos elétricos alimentados por uma mesma fonte e protegidos pelos mesmos disjuntores ou fusíveis.

Coluna ( Tocheiro )
Luminária composta por um tubo com base de sustentação para acomodação no piso e corpo refletor ou difusor no topo. Quando utilizado com lâmpadas incandescentes e halógenas, pode vir com dímer. A coluna é introduzida num ambiente como fonte de luz indireta e peça decorativa, normalmente disposta nos cantos devido a seu tamanho e também para não conflitar com a fonte de luz central do teto. É necessário que o ambiente tenha um pé direito relativamente baixo, pois do contrário o efeito da Luminância no teto se perde.

Comando em Grupo
Dispositivo utilizado para comutar vários pontos de luz, ampliando a capacidade de potência do comando automático.

Comando Individual
Dispositivo utilizado para comutar o circuito de um único ponto de luz.

Comprimento de Onda
Uma fonte de radiação eletromagnéticas emite ondas. Estas ondas possuem diferentes comprimentos, e o olho humano é sensível a uma pequena faixa destes comprimentos, onde teremos a luz visível a nossa percepção, de 380 a 780 nm, aproximadamente. Unidade de medida nanômetro. Símbolo (nm).

Comutador
Mecanismo que proprociona o efeito de intercambiar circuitos. Este dispositivo de manobra mecânico, elétrico ou eletrônico, realiza a função principal de transferir a ligação existente de um condutor ou circuito para outros.

Condições de Operação
Condições informadas pelo fabricante, dentro das quais o equipamento pode funcionar.

Condições Nominais de Operação
Condições que caracterizam a operação de um sistema ou equipamento elétrico, dentro da faixa de variação permitida para os seus valores nominais.

Condutor Elétrico
Produto normalmente metálico utilizado para transportar a energia elétrica e distribuí-la numa rede ampla. Neste conceito enquadramos os fios, cabos e cordoalhas. Mas, também são condutores quaisquer objetos que possuam esta propriedade e que por descuido na instalação, façam contato com um circuito elétrico, energizando-se, podendo provocar choques elétricos, corrente de fuga ou até incêndios.

Conectores
Dispositivos de aplicação rápida, utilizaddos para realizar emendas ou ligações elétricas através de meio mecânico (parafusos, compressão, travas etc).

Conforto Visual
Grau de satisfação visual produzido pelo ambiente iluminado. Propõe reduzir ofuscamentos visuais, equilibrar a iluminância e ampliar a reprodução de cores, permitindo que o olho tenha uma perfeita dimensão dos espaços do ambiente, volume das formas, texturas dos materiais e fidelidade de cores.

Conjunto Ótico
É composto pelo refletor e refrator de uma luminária sendo responsável por todo o controle, distribuição e direcionamento do fluxo luminoso da lâmpada nela instalada.

Consumo de Energia
Quantidade de energia elétrica utilizada por um consumidor, que é oferecida e medida pela distribuidora do sistema elétrico num determinado pedíodo. A grandeza que a define é o kWh (Quilowatt-hora), e sua unidade base é o Watt.

Contato
Interface de duas superfícies condutoras que se tocam fechando um circuito elétrico. Contatos NF ( Normalmente Fechados ) e NA ( Normalmente Abertos ), que designam a posição padrão de funcionamento.

Contator
Dispositivo conhecido também como relé eletromecânico. Possui uma bobina para acionar um par, ou mais, de contatos, todos com acesso externo ao dispositivo. Comutador.

Contraste
Avaliação subjetiva da diferença em aparência de duas ou mais partes de um campo de visão, vistas simultaneamente ou sucessivamente.

Cor ( Espectro Visível )
Dentro de uma faixa de radiação compreendida entre 380 e 780 (nanômetros), existe a incidência de luz visível ao olho humano. Este espectro vai do infravermelho ao ultravioleta, passando pelas faixas de comprimento de onda vermelha 628-780 nm; alaranjada 590-627 nm; amarela 566-589 nm; verde 496-565 nm; azul 436-495 nm e violeta 380-435 nm. Cada objeto destaca em si uma ou mais cores que sobressaem, enquanto o mesmo sofrer a ação de um facho de luz visível.

Cor Objeto
É a cor refletida ou transmitida por um objeto quando iluminado por uma fonte de luz padrão.

Cor Percebida
É o resultado da interação de muitos fatores complexos, como as características do objeto observado ou fonte luminosa; a luz inicidente no objeto; o meio ambiente; o eixo da visão e a adptação do observador.

Cor Psicofísica
É a capacidade de um observador em distinguir conjuntos de luz de mesmo tamanho; forma e estrutura, o que reduz a análise para a descrição da luz em termos de quantidade de potência da radiação.

Corpo Negro ( Radiador de Plank )
É o corpo que absorve todas as radiações incidentes sobre si, independente da direção e da polarização das ondas eletromagnéticas. Este corpo tem para qualquer comprimento de onda a máxima concentração a uma determinada temperatura. Constitui-se num corpo metálico negro que apresenta um valor de 100% de absorção de energia, e portanto quando aquecido apresenta uma variação da sua cor devido ao implemento de calor. À medida que as temperaturas térmicas, medidas na escala Kelvin, crescem, seu espectro segue do infravermelho, passando pelo espectro visível, até atingir o ultravioleta e o ponto de fusão. Esta escala de cor, medida à partir desta correlação do efeito luminoso da incandescência do corpo negro, delimitou a referência de temperaturas de cor.

Corrente Alternada
Corrente periódica, cujo valor médio é igual a zero. Esta corrente oscila polaridades positiva e negativa num mesmo condutor. A frequência deste fenômeno de alternância peródica é medida em Hertz (Hz). Padrão Brasileiro 60 Hz. Corrente habitualmente encontrada em toda rede elétrica distribuída pela malha de uma Distribuidora de Energia: Residências, Condomínios, Comércio, Clubes, Estádios, Indústria e demais edificações.

Corrente Contínua
Corrente cujo valor é independente do tempo. Não provoca oscilações de polaridades. Por definição é uma corrente em que o componente essencial é a continuidade. Encontrada em circuitos com baterias, pilhas e acumuladores de energia em geral. Ex: Veículos, Barcos, Aviões, Aparelhos à pilha e similares.

Corrente de Curto Circuito
É uma corrente muito elevada e várias vezes superior a corrente limite nominal dos condutores, que é gerada por um curto circuito. Esta corrente pode ser originária da rede elétrica ou de algum equipamento elétrico com as fases cruzadas. Como consequência deste fenômeno é gerado um sobreaquecimento intenso no circuito, proporcionando o risco de incêndios e queima prematura de aparelhos elétricos.

Corrente de Fuga
Corrente de condução que, devido a isolamento imperfeito, percorre um caminho diferente do previsto, e flui para elementos condutores estranhos a instalação. Note que os isolamentos, mesmo os mais perfeitos, proporcionam alguma corrente de fuga, mas a qualidade do serviço de isolamento manterá esta corrente em níveis aceitáveis. As distorções de corrente de fuga, devido a trabalhos mal feitos, causam perdas de energia, gerando consumo desnecessário que refletirá na conta de energia.

Corrente de Partida
Valor de "pico" da corrente que resulta da aplicação da tensão em condições especificadas, ocorrendo em alguns instantes à partir do acendimento de uma lâmpada.

Corrente Elétrica
Fluxo de carga elétrica de um condutor. Unidade Ampére.

Cromaticidade
Qualidade percebida da cor, que um estímulo de radiação espectral visível define por suas coordenadas cromáticas e pelo dominante comprimento de onda. Para que o olho humano tenha uma interpretação mais adequada da realidade cromática a sua volta, é necessário que o nível de iluminância esteja apropriado, assim como haja um bom desempenho da fonte de luz em reproduzir bem as cores. Também relacionada diretamente à temperatura de cor aparente de uma fonte de luz.

Curto Circuito
"É o que meu filho faz quando resolve consertar a fiação elétrica - desculpe - brincadeirinha" . Ligação intencional ou acidental entre dois ou mais pontos de um circuito com impedância desprezível. Este termo também se aplica onde dois ou mais pontos que se encontram sob diferença de potencial. A consequência direta é uma sobrecorrente intantânea elevada e perigosa para o circuito. Utilizar sempre disjuntores para proteção dos circuitos elétricos que desligam a rede na eventualidade deste fenômeno.

Curva da Eficácia Luminosa Espectral
O olho humano não consegue perceber a luz e as cores de forma uniforme. Existe um período de adaptação longo para a passagem de um ambiente claro para um ambiente escuro, o contrário se processa de forma mais rápida. Em ambientes mais claros percebemos melhor as cores do espectro de 554 nm (verde/amarelo), enquanto que em ambientes mais escuros percebemos melhor o espectro de 507 nm (azul/verde). Este fenomeno é denominado "Efeito Purkinje". Este conceito é valioso para a luminotécnica, visto que a mudança de zonas claras para zonas escuras e vice-versa, provocam o deslocamento da visão das cores e uma indesejável fadiga visual.

Curva de Distribuição Luminosa ou Fotométrica
Curva apresentada geralmente em coordenadas polares, que representa a intensidade luminosa em um plano de trabalho que passa através da fonte (lâmpada e luminária), em função de um ângulo medido à partir desta fonte de luz em direção do plano de trabalho. Esta curva pode distinguir a eficiência de uma luminária. Símbolo CDL, unidade de medida candelas (cd).

Curva de Isoiluminância
Lugar geométrico dos pontos de uma superfície nos quais a iluminância tem o mesmo valor. O termo "curva isolux" utilizado no passado é obsoleto.

Curva de Isointensidade
É a curva traçada sobre uma esfera imaginária com centro coincidente com o centro luminoso da fonte, ligando todos os pontos correspondentes às direções que possuem a mesma intensidade luminosa, ou uma projeção dessa curva sobre um plano. O termo "curva isocandela", utilizado no passado está obsoleto.

 

 

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