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Algumas dúvidas sobre como
trabalham as lampadas Fluorescentes !

 

Lampadas Fluorecentes
flickr_Adriano Arruguetti

 

Lampadas Fluorescentes

A solução clássica para economia de energia.

Estas lâmpadas são a clássica forma para uma iluminação econômica. A alta eficiência e a longa durabilidade garantem sua aplicação nas mais diversas áreas residenciais, comerciais e industriais.
As primeiras lâmpadas fluorescentes desenvolvidas apresentavam 38 mm de diâmetro do tubo (T12) e utilizavam em seu revestimento interno um pó fluorescente comum.

A grande revolução das fluorescentes, ao longo dos anos, tem ficado por conta da redução do diâmetro e melhoria da qualidade da luz.

O passo mais recente para a otimização global dos sistemas fluorescentes é a miniaturização obtida com a linha de fluorescentes T5, de 16 mm de diâmetro, e T2, de 7 mm. Com essa nova linha de produtos, conseguiu-se desenvolver luminárias mais compactas e eficientes.

Além da redução do diâmetro, desenvolveu-se um novo pó trifósforo LUMILUX®, que garante uma maior eficiência e melhor reprodução de cores. A performance dessa família é otimizada com a instalação de modernos reatores eletrônicos.
Por meio da operação em alta freqüência, substituem os reatores eletromagnéticos convencionais e starters, possibilitando maior economia de energia, conforto e durabilidade.

 

Fluorescentes fazem mal a visão?

Até um tempo atrás, as fluorescentes utilizavam em seu funcionamento reatores eletromagnéticos, que como vimos no capítulo específico, trabalham em 60 ciclos – hertz, provocando o efeito estroboscópico(1) e de cintilação(2) da luz.
Esses efeitos são realmente prejudiciais a visão, pois causam cansaço visual, pela intermitência da luz, que pode não ser visível aos nossos olhos, mas são captados por nosso cérebro, o que vem causar esse desconforto.

Modernamente, funcionando com reatores eletrônicos de alta freqüência, na faixa de 35.000 ciclos, esse efeito é eliminado. Desta forma, afirma-se que lâmpadas fluorescentes, quando operam com reator eletrônico, não fazem mal à visão.

 

(1) - não se percebe alguns movimentos pelo fato da lâmpada piscar na mesma freqüência do movimento de determinado objeto.

 

(2) - variação do fluxo luminoso - stress visual.

 

Pelo fato da lâmpada fluorescente ser uma lâmpada fria, não há problemas de temperatura. Isto é verdade ?

Comparado com as lâmpadas incandescentes e halógenas, as lâmpadas fluorescentes emitem muito menos calor.

Muitas vezes são chamadas de lâmpadas frias devido à esta comparação térmica com as incandescentes e também relacionada à tonalidade da luz. Isto não significa que não emita calor.

Uma parte da energia consumida pela lâmpada também é convertida em calor e para iluminação de objetos sensíveis deve-se tomar o devido cuidado no projeto térmico.

 

As lâmpadas fluorescentes comuns podem ser ligadas diretamente à rede elétrica ? Caso não, quais os equipamentos auxiliares necessários?

Não.

Elas devem operar em conjunto com reatores que tem como função proporcionar as condições ideais de funcionamento das lâmpadas (corrente, tensão).

No caso das fluorescentes comuns (T8, T10 e T12), elas são consideradas universais, ou seja, funcionam em reatores eletromagnéticos partida convencional com starter, partida rápida ou reatores eletrônicos.

 

O número de acendimentos em uma fluorescente reduz sua vida útil ? Preciso sair e retornarei daqui à 1 hora, será que vale a pena desligar a luz?

Sim.

A vida útil indicada pelo fabricante (100%) é obtida realizando-se um ciclo de chaveamento, onde liga-se e desliga-se a lâmpada baseado na norma IEC :

165 minutos ON (ligada)

15 minutos OFF (desligada)

No caso de um dia de 24h, observa-se que este ciclo pode se repetir 8 vezes.
No caso da ausência temporária, recomenda-se que . sistema fluorescente não seja desligado caso este período seja inferior a 15 minutos.

 

A propósito, é vantagem deixar uma fluorescente acesa o tempo todo, ou quando sairmos do ambiente temos que apagá-la ?

Como vimos acima, a fluorescente, sendo uma lâmpada de descarga, tem sua vida média dimensionada para oito acendimento diários e, a cada acendimento a mais, terá sua vida diminuída e, contrário senso, a cada acendimento a menos, aumentará sua vida útil proporcionalmente.

Assim, recomenda-se que quando sairmos do ambiente por tempo superior a 15 minutos devemos apagar a luz e, quando não ultrapassar esse tempo, é mais econômico deixá-la ligada.

 

É possível de se dimmerizar as lâmpadas fluorescentes ?

Sim. Neste caso os "dimmers" para lâmpadas incandescentes e halógenas não são os indicados.

Para este tipo de operação são necessários "dimmers" específicos e reatores eletrônicos "dimmerizáveis" que possuem uma entrada de controle específica para variar a luminosidade do sistema.

Este tipo de entrada trabalho com uma interface de 1..10V.

 

Qual o dimmer indicado para utilização com lâmpadas fluorescentes ?

Neste caso, é necessária a utilização de reatores dimmerizáveis (OSRAM QUICKTRONIC® DIM) que possuem uma entrada auxiliar de controle por onde é realizada a dimmerização.

Neste caso, trata-se de um sinal de 1..10V, que pode ser acionado através do dimmer MCU.

 

Quando compro uma lâmpada fluorescente, que tem vida média útil de 7.500 horas. Caso queime com 5.000 horas, posso pedir que seja trocada por uma nova, por ter durado menos que o indicado?

Neste caso não há o direito de troca, pois o conceito de vida média pressupõe que o produto durará em média 7.500 horas, podendo algumas lâmpadas queimarem com 5.000 horas de uso e outras com 11.000 horas e ainda outras com 7.000 horas, ou seja, na média durará por volta de 7.500 horas.

 

video: as lâmpadas fluorescentes

 

continua...

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