Problemas em bombas centrifugas !

fonte: schneider
Os principais requisitos para que uma bomba centrífuga tenha um desempenho satisfatório, sem apresentar nenhum problema, são:
instalação correta, operação com os devidos cuidados e, manutenção adequada
Mesmo tomando todos os cuidados com a operação e manutenção, freqüentemente se enfrentam problemas de falhas no sistema de bombeamento. Uma das condições mais comuns que obrigam a substituição de uma bomba no processo, é a inabilidade para produzir a vazão ou a carga desejada.
Existem muitas outras condições nas quais uma bomba, apesar de não sofrer nenhuma perda de fluxo, ou carga, é considerada defeituosa e deve ser retirada de operação o mais cedo possível.
As causas mais comuns, são:
problemas de vedação (vazamentos, perda de jato, refrigeração deficiente, etc.)
problemas relacionados a partes da bomba ou do motor:
perda de lubrificação
refrigeração
contaminação por óleo
ruído anormal, etc.
vazamentos na carcaça da bomba
níveis de ruído e vibração muito altos
problemas relacionados ao mecanismo motriz (turbina ou motor)
fonte:www.ufrnet.ufrn.br

fonte: Dancor
As bombas centrífugas são equipamentos mecânicos e, portanto, estão sujeitas a problemas operacionais que vão desde uma simples redução de vazão até o não funcionamento generalizado ou colapso completo.
Mesmo que o equipamento tenha sido bem projetado, instalado e operado,
mesmo assim estará sujeito a desgastes físicos e mecânicos
com o tempo.
Os problemas operacionais podem surgir das mais diversas origens como
imperfeições no alinhamento motor-bomba, falta de lubrificação
ou lubrificação insuficiente ou qualidade inadequada do
lubrificante, etc, colocação e aperto das gaxetas, localização
do equipamento, dimensiona-mento das instalações de sucção
e recalque, bem como suas próprias instalações, fundações
e apoios na casa de bombas, qualidade da energia fornecida, etc.
Entrada de ar, sentido de rotação incorreta do rotor e entrada de sólidos no interior das bombas também não são ocorrências raras de acontecerem, principalmente nas fases iniciais de operação do bombeamento.
Os principais defeitos que ocorrem em bombas centrífugas são
descarga insuficiente ou nula, pressão deficiente, perca da escorva
após partida, consumo excessivo de energia, rápidos desgastes
dos rolamentos e gaxetas, aquecimentos, vibrações e ruídos.
E as principais causas são presença de ar ou vapor d’água
dentro do sistema, válvulas pequenas ou inadequadamente abertas,
submergência insuficiente, corpos estranhos no rotor, problemas
mecânicos, refrigeração inadequada, lubrificação
má executada, desgaste dos componentes, desvios de projeto e erros
de montagem.
Também o excesso de vazão aumentará a potência
requerida podendo, com isso, causar danos significativos ao sistema de
fornecimento de energia mecânica (motor).
Escorvar uma bomba é encher de líquido sua carcaça e toda a tubulação de sucção, de modo que ela entre em funcionamento sem possibilidade de bolhas de ar em seu interior.
No caso de bombas com sucção positiva este escorvamento é mantido com a utilização das válvulas de pé, principalmente em sucções com diâmetros inferiores a 400mm, sendo o enchimento executado através do copo de enchimento para pequenas bombas e de by pass na válvula de retenção no recalque.
Chama-se de cavitação o fenômeno que decorre, nos casos em estudo, da ebulição da água no interior dos condutos, quando as condições de pressão caem a valores inferiores a pressão de vaporização.
No interior das bombas, no deslocamento das pás, ocorrem inevitavelmente rarefações no líquido, isto é, pressões reduzidas devidas à própria natureza do escoamento ou ao movimento de impulsão recebido pelo líquido, tornando possível a ocorrência do fenômeno e, isto acontecendo, formar-se-ão bolhas de vapor prejudiciais ao seu funcionamento, caso a pressão do líquido na linha de sucção caia abaixo da pressão de vapor (ou tensão de vapor) originando bolsas de ar que são arrastadas pelo fluxo.
Estas bolhas de ar desaparecem bruscamente condensando-se, quando alcançam zonas de altas pressões em seu caminho através da bomba. Como esta passagem gasoso-líquido é brusca, o líquido alcança a superfície do rotor em alta velocidade, produzindo ondas de alta pressão em áreas reduzidas.
Estas pressões podem ultrapassar a resistência à tração do metal e arrancar progressivamente partículas superficiais do rotor, inutilizando-o com o tempo.
Quando ocorre a cavitação são ouvidos ruídos e vibrações característicos e quanto maior for a bomba, maiores serão estes efeitos. Além de provocar o desgaste progressivo até a deformação irreversível dos rotores e das paredes internas da bomba, simultaneamente esta apresentará uma progressiva queda de rendimento, caso o problema não seja corrigido. Nas bombas a cavitação geralmente ocorre por altura inadequada da sucção (problema geométrico), por velocidades de escoamento excessivas (problema hidráulico) ou por escorvamento incorreto (problema operacional).
Seguir as instruções recomendadas pelos fabricantes dos equipamentos quanta a sua instalação, operação e manutenção é essencial para um bom desempenho e garantia técnica
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