aterramento elétrico

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Proteçao contra os Raios !

 

Tempestade de raios
flickr_Daniel Manse

 

 

 

Sistema de aterramento

Estando a captação pronta e as descidas executadas, chegou o momento de se fazer os aterramentos, que é por meio deste que as correntes elétricas se dissiparão no solo.

Atendendo as exigências da norma, cada descida deverá possuir no mínimo duas hastes de aterramento de 5/8" x 2,40 metros, apesar de que na grande maioria das vezes são colocadas 3 hastes, de forma a garantir um bom valor de resistência ôhmica, e estas hastes podem estar distribuídas no solo de 3 formas, que são:

 

  1. Distribuição em triângulo - neste posicionamento, as 3 hastes são distribuídas em triângulo, de forma que este triângulo tenha uma distância mínima entre as hastes de 2,40 metros, e estejam interligadas entre si com cabo de cobre nu de 50mm², e com conectores tipo grampo U em latão, ou com solda exotérmica.



  2. Distribuição em linha - neste posicionamento as hastes em número de 3 ou de 2, são colocadas em linha, com espaçamento entre si de 2,40 metros, sempre interligadas com cabo de cobre nu de 50mm² e com conectores tipo grampo U em latão ou solda exotérmica.



  3. Distribuição prolongada - neste posicionamento, as hastes em número de 2 ou 3 são cravadas no solo uma sobre a outra, ficando uma única haste de 4,80 ou com 7,20 metros. Esta instalação é feita com a cravação da primeira haste, sendo em seguida colocada uma luva cônica de latão que estará interligando a primeira haste com a segunda, e tão logo a segunda esteja cravada, repete-se o processo para se adicionar uma terceira haste.


Este processo é muito utilizado em locais onde se torna difícil à quebra de pisos e em locais com pouca área para se fazer os aterramentos.

Em qualquer tipo de distribuição, é necessário uma caixa de inspeção de 8" ou de 12" com tampa, se possível em todas as hastes, ou na pior das hipóteses, pelo menos na primeira haste mais próxima da edificação, para o caso da distribuição ser em linha ou em triângulo, caixa esta que serve para verificações das hastes e de suas conexões.

A norma recomenda que se for utilizado caixa de inspeção no solo, pode-se utilizar conector para conectar o cabo às hastes, porém se for ficar tudo enterrado, obrigatoriamente, deverá ser utilizado solda exotérmica.

Outro item que a norma recomenda, é a interligação de todos os aterramentos, a ser executado com cabo de cobre nu de 50mm², circundando toda a edificação, e enterrado aproximadamente 0,50 metros.

Esta malha de aterramento, muitas vezes por questão de custo e até por questões físicas das construções, não são executadas, e se esta for a opção, torna-se mais importante ainda se ter um valor de resistência ôhmica o mais baixo possível, já que os aterramentos estarão individualizados.

A norma recomenda uma resistência ôhmica abaixo de 10 ohms, para se garantir um bom funcionamento do sistema de pára-raios.
fonte: Raycon

raio
flickr: eliasfrancioni

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