Fase Elétrica
Termo genérico que se refere tanto a uma tensão de fase como
a um condutor fase. Situação relativa de duas ou mais grandezas
senoidais de mesma frequência quando a defasagem entre elas é igual
a zero. Em corrente alternada é equivocado dizer polo positivo ou
negativo, pois existe uma frequência de variação de polaridade
de 60 Hz, ou 60 variações por segundo. Somente é válido
mencionar a polaridade da fase elétrica em circuitos de corrente contínua.
Razão entre a demanda média e a demanda máxima da unidade
consumidora, ocorridas no mesmo intervalo de tempo especificado.
Fator de Demanda
Razão entre a demanda máxima num intervalo de tempo especificado
e a carga instalada na unidade consumidora.
Fator de Potência
Razão da potência ativa pela potência aparente. Medida
de desempenho no aproveitamento otimizado da energia elétrica oferecida
pela distribuidora de energia. O fator de potência no Brasil é definido
como alto à partir de 0,92 (ABNT).
Fator de Uniformidade
É a relação entre o menor e o maior valor de iluminância
em uma área considerada, e é expressa pela fórmula U
= E min. / E média, onde E = ilumância. Quanto mais próximo
o fator de uniformidade estiver de "1", mais homogêneo será a
iluminância do local.
Fita Isolante
Fita adesiva com revestimento apropriado para utilizar em isolamento elétrico
de emendas ou ligações de fios e cabos.
Fusível:
Em quadros de distribuição mais antigos, em vez de disjuntores,
a chave que corta a passagem de corrente elétrica pode ser um fusível.
Sua função tambêm é proteger a intalação
elétrica; quando há sobrecarga, o fusível rompe (queima)
e deve ser substituido.
Gerador de Energia Elétrica
Máquina que converte energia mecânica, solar ou química
em energia elétrica, segundo parâmetros pré estabelecidos.
Gerenciador de Demanda
Aparelho que gerencia e limita o uso de energia de um circuito elétrico.
Sua finalidade é o controle do uso da energia elétrica num
dado tempo, programando sua capacidade máxima limite para este circuito.
O dispositivo à partir daí só permitirá a passagem
da corrente máxima suficiente para atender ao nível máximo
de potência programado. Este sistema racionaliza o uso da energia,
garantindo uma cota periódica de energia controlada.
Grau de Proteção
Conjunto de medidas de construção aplicada aos invólucros
de equipamentos elétricos para proporcionar proteção
no meio ambiente. Em luminárias o grau de proteção,
em escalas distintas, permite o uso seguro em locais expostos a gases; vapores;
pó; água; fuligem e até atmosferas explosivas. Simbolizado
pela sigla IP.
Grupo Motor-Gerador
Conjunto de um ou mais motores acoplados mecanicamente a um ou mais gerados
de energia elétrica.
Haste de Aterramento
Ferragem constituída por haste metálica rígida que
se crava no solo para fins de aterramento de um circuito elétrico.
Hertz
Unidade de medida de frequência alternada de um fenômeno periódico
na medida de um segundo. Símbolo Hz.
Horário de Ponta (P)
Período definido pela concessionária dentro dos limites
estipulados pela ANEEL e composto por 3 (três) horas diárias
consecutivas, exceção feita ao sábados, domingos
e feriados nacionais, considerando as características do seu sistema
elétrico. Corresponde ao horário em que o consumo de energia
elétrica se amplia substancialmente.
Horário Fora de Ponta (F)
Período composto pelo conjunto das horas consecutivas e complementares àquelas
definidas no horario de ponta.
Impedância
Grandeza escalar igual ao quociente do valor eficaz da tensão pelo
valor eficaz da corrente. Ressaltamos que uma impedância é composta
por uma resistência e por uma reatância (indutiva ou capacitiva).
Em cálculos de circuitos elétricos em corrente alternada, é fundamental
a determinação das correspondentes impedâncias, principalmente
para a obtenção das correntes de curto-circuito. Sigla Z.
Inversor
Transmutador de energia elétrica que converte corrente contínua
para corrente alternada.
Isolação Elétrica
Impedir a condução de corrente entre duas partes condutoras
por meio de materiais isolantes entre elas. O material isolante forma
uma banda de espessura, largura e comprimento tais, que impedem a passagem
de elétrons entre as partes isoladas até um determinado
limite de resistência
Isolação Térmica
Conjunto dos materiais utilizados para diminuir as transferências
de calor entre dois meios físicos.
Jampe
Em inglês jumper. Pequeno trecho de condutor, não submetido à tração,
que mantém a continuidade elétrica de duas pontas descontinuas
de outros condutores. Atentar para a qualidade do isolamento desta conexão,
pois nestes pontos as ocorrências de corrente de fuga são
mais críticas.
Joule
Unidade de medida de energia, igual a energia transportada (potência
em Watts) por 1 segundo em uma corrente elétrica invariável
de 1 ampére, sob uma diferença de potencial constante igual
a 1 Volt. Símbolo J. Esta grandeza é referencial para emissão
de calor.
kVA
Unidade de medida de potência aparente na base unitária de
1000 VAs, diferencia-se de Watts, pois é a soma vetorial da potência
ativa com a reativa.
kWh ( Quilowatt-hora )
Símbolo universal que define a unidade base de medida de consumo
de energia elétrica. Corresponde a 1000 Watts de consumo em uma
hora.
Lâmpada Elétrica
Fonte de luz primária artificial construída para emitir
radiação óptica visível. Inventor: Thomas
Edson em 1879. Desde sua criação a lâmpada evoluiu
significativamente, apresentando na atualidade uma diversidade de opções
diferentes. Basicamente os conceitos de construção de uma
lâmpada possuem as seguintes vertentes, por ordem de eficiência
menor para a maior: Incandescentes; Halógenas; Mistas (tubo de
descarga e filamento); Gás Xenônio; Descarga de baixa pressão
(Fluorescentes); Descarga de alta intensidade (Vapor de Mercúrio,
Vapor Metálico e Vapor de Sódio); Indução
Magnética e LED (Diodo Emissor de Luz).
Lâmpada Dicróica
Esta lâmpada reflete a luz da ampôla halógena em seu
interior com abertura de facho exato, e redireciona mais de 60% do calor
gerado pelo filamento para trás da lâmpada pela propriedade
do dicroísmo, esta característica aliás acabou por
definir o seu nome. Obs: As lâmpadas similares com refletores de
alumínio, não são dicróicas, pois não
possuem a propriedade do dicroísmo.
Lâmpada Fluorescente de Cátodo Frio
É um conceito alternativo de construção de lâmpada
fluorescente, onde temos um cátodo cilíndrico de ferro de
amplas dimensões, comparado aos eletrodos com tungstênio
do sistema quente, que proporcionam longa vida. São recobertos
com uma camada de óxidos emissores de elétrons que bombardeiam
a camada interna de fósforo do tubo da lâmpada. Em operação
o eletrodo atinge uma temperatura térmica de 150ºC. Possuem
a metade da capacidade de emissão de uma fluorescente de catodo
quente, necessitando do dobro do tamanho. Devido à tendência
mundial de compactação das lâmpadas e luminárias,
este sistema caiu em desuso.
Lâmpada Fluorescente de Cátodo Quente
É um conceito consagrado de construção de lâmpada
fluorescente onde temos eletrodos negativos de tungstênio espiralados,
recobertos com um camada de óxidos emissores de elétrons,
que bombardeiam a camada interna de fósforo do tubo da lâmpada.
Em operação o tungstênio atinge uma temperatura térmica
de 950ºC. Existem dois tipos básicos de sistema desenvolvidos:
Com Preaquecimento, que são as de uso mais abrangente e comum no
Brasil e no mundo, compostas pelo sistema convencional com starter e partida
rápida. Temos ainda o sistema de operação Sem Preaquecimento,
que é identificada pela existência de um único pino
em cada extremidade da lâmpada, encontradas em aplicações
especiais, mais comuns na Europa e EUA. Em operação o tungstênio
no sistema de catodo quente atinge uma temperatura térmica de 950ºC.
Lâmpada Halógena
Lâmpada incandescente mais evoluída contendo gases halógenos
para proporcionar uma maior vida média e útil. Possuem bulbo
de quartzo, que é mais resistente as altas temperaturas térmicas
e pressões atmosféricas. Consiste no uso do efeito do ciclo
halógeno de transmutação do gás com o filamento
de tungstênio renovando o filamento e limpando o tubo de quartzo.
Possuem luz um pouco mais branca na faixa de 3000 K, e geram mais calor
que as incandescentes comuns. Necessitam de cuidados especiais no manuseio
para não criar fissuras no bulbo e explodir pela diferença
de atmosferas interna e externa.
Lâmpada Incandescente
Primeira lâmpada elétrica, inventor Thomaz A. Edson em 1879.
Consiste basicamente de um filamento espiralado até três
vezes de tungstênio, que é levado a incandescência
pela passagem de corrente elétrica (efeito Joule). Este filamento é encapsulado
num bulbo de vidro com vácuo ou gás inerte selado pela base
que realiza o contato elétrico. Apesar de sua importância
histórica, as possibilidades de tecnologia para otimizar sua produtividade
já se esgotaram. Sua eficiência energética e luminosa é a
pior de todas as lâmpadas existentes. Por outro lado, é uma
excelente fonte de calor limpo, pois converte aproximadamente entre 80% à 90%
da energia consumida em calor, o restante é que se converte em
luz visível.
Lâmpada Refletora
Independente do conceito de construção e operação
de uma lâmpada, a indústria de lâmpadas ao longo dos
anos vem adaptando alguns conceitos de lâmpadas distintas para versões
refletoras. Na verdade, basta "revestir" a lâmpada com
um vidro soprado ou prensado em formato cônico, ou semi-cônico
com material reflexivo interno para proporcionar o efeito de projeção
da luz. Com este artifício as lâmpadas adquirem maior poder
de intensidade luminosa, com ganhos de rendimentos significativos.
Ligação Elétrica
União de partes condutoras entre si. Circuito ou condutor que liga
terminais ou outros condutores. Ou ainda, Maneira de ligar circuitos ou
equipamentos elétricos.
Ligação Eletromecânica
Ligação elétrica feita por meios mecânicos
com conectores próprios que não a solda.
Ligação em Paralelo
Ligação de dispositivos de modo que todos eles sejam submetidos à mesma
tensão.
Ligação em Série
Ligação de dispositivos de modo que todos eles sejam percorridos
pela mesma corrente.
Linha de Distribuição
Linha elétrica que é parte de um sistema de distribuição.
Normalmente utiliza média tensão, devendo antes de conectar
as redes dos usuários, passar por um transformador que converte
para baixa tensão padrão do local, no Brasil (127V ou 220V).
Linha de Transmissão
Linha elétrica destinada à transmissão de energia
elétrica. É o meio de trasmitir a energia gerada nas usinas
por diversas regiões. Normalmente utiliza alta tensão e
se conecta com subestações transformadoras.
Malha de Distribuição
Conjunto de linhas de um sistema de distribuição ou de uma
parte deste sistema, interligadas de modo a formarem um circuito fechado,
alimentado em dois ou mais pontos, e ao qual são conectadas linhas
de alimentação e/ou de consumidores.
Manobra
Termo técnico que define mudança na configuração
elétrica de um circuito, feita manual ou automaticamente por dispositivo
adequado e destinado a essa finalidade.
Manobra
Ato de executar uma alteração no circuito elétrico,
ligando e desligando ou até redirecionando as várias partes
deste circuito.
Manutenção Corretiva
Manutenção efetuada após a ocorrência de uma
pane. Destinada a recolocar um ítem em condições
de executar sua função. É importante salientar que
o mais recomendável é a manutenção preventiva.
Na ausência do procedimento ideal, a manutenção corretiva é o
trabalho que é normalmente realizado pelos responsáveis
em orgãos governamentais; empresas; clubes; condomínios
e residências. No aguardo do evento da queima de lâmpadas
e reatores, o nível de iluminamento ou iluminância decresce
ao longo do tempo, ficando abaixo do mínimo necessário,
afetando com isto a acuidade visual das pessoas.
Manutenção Preventiva
Manutenção efetuada em intervalos predeterminados ou de
acordo com critérios prescritos, destinada a reduzir a probabilidade
de falha ou a degradação do funcionamento de um equipamento.
Em iluminação, a manutenção preventiva prevê uma
troca regular de lâmpadas de acordo com sua vida útil, mesmo
antes da queima. Este procedimento é recomendado, pois as lâmpadas
depreciam seu fluxo luminoso ao longo do tempo. Quando o fluxo está abaixo
de 75% do valor nominal do projeto é o ponto ótimo de troca. À partir
deste momento a iluminância vai caindo prejudicando a acuidade visual
das pessoas.
Medidor de Energia ( Ativa e Reativa )
Instrumento destinado a medir energia ativa (reativa), integrando a potência
ativa (reativa) em funcão do tempo na unidade de consumo de kWh.
As medições são realizadas pelo equipamento e controladas
por funcionários da distribuidora de energia. Imprescindível
ficar atento a medições por média que são
prejudiciais aos consumidores, pois não permitem aferir a economia
de energia realizada. A cobrança por média tem tempo limite
de 90 dias ou 3 contas de energia.
Medidor de Energia ( Com Indicador de Demanda )
Medidor de energia elétrica que também indica o mais alto
valor da demanda num intervalo de tempo pré determinado. Este dispositivo é utilizado
em instalações com demanda contratada, Classe A (Classificação
Tarifária), como: Indústrias; Shopping Centers; Supermercados;
Grandes Condomínios; Estádios e edificações
de porte similares.
Medidor de Fator de Potência
Instrumento destinado a medir a razão da potência ativa para
potência aparente de um circuito elétrico. As distribuidoras
de energia realizam MTFPs (Medições Transitórias
de Fator de Potência).
Multímetro
Instrumento multiescala e multifunção destinado a medir
tensão, corrente e às vezes outras grandezas elétricas,
como a resistência, por exemplo.
Neutro
Condutor de um sistema monofásico, bifásico ou trifásico
ligado permanentemente sem passagem de corrente. Termo genérico
que se refere tanto ao ponto neutro como ao condutor neutro. Algumas instalações
não possuem neuro (ligação delta).Por emxemplo: ligações
fase à fase, que não possuem neutro.
Nível de Isolamento
Conjunto das tensões suportáveis nominais atribuídas
a um equipamento ou vários elementos de um sistema elétrico.
Determina a tensão de ensaio de laboratório que o isolamento
de um dispositivo elétrico deve ser capaz de suportar em condições
especificadas. Todo material de instalação elétrica,
mesmo os descritos isolantes, podem conduzir eletricidade, à partir
de um dado valor de tensão que rompa com a sua propriedade isolante,
destruindo então o elemento isolador. Atenção ! existe
a possibilidade de incêndio ao se romper um material isolante com
sobretensão.
Ohm
Unidade de medida de resistência elétrica, que é a
resistência de um elemento passivo de um circuito no qual circula
uma corrente elétrica inváriável de 1 ampére
quando existe uma diferença de potencial de 1 Volt entre seus terminais.
Símbolo (W).
Perfilado
Eletrocalha ou bandeja de dimensões reduzidas. Produto utilizado
para criar sistemas pendentes em locais de pé direito relativo
alto, para instalar luminárias, acomodar reatores e passar cabeamentos.
Polaridade Elétrica
Situação relativa dos potenciais de dois pontos que se encontram
em oposição de cargas positiva e negativa. Na frequência
de oscilação em Hertz, ocorrem 60 variações
de polaridade em um segundo, padrão brasileiro.
Potência
Indica o consumo e o fornecimento de energia elétrica em um circuito
de corrente alternada, a qual é igual ao produto da tensão
e da corrente. Quando se referir a uma potência elétrica,
não utilizar o termo "wattagem" que é incorreto.
Unidade de Medida Watt, Símbolo W, unidade referencial para consumo
de energia elétrica kWh.
Potência Aparente
É a soma vetorial entre a potência ativa (utilizada para
o trabalho em si), e a potência reativa (utilizada para dar partida
no equipamento). Unidade de Medida (VA).
Potência de Alimentação
Soma das potências nominais de todos os equipamentos de utilização
existentes ou previstos na instalação, ou ainda um segmento
considerado da instalação, suscetíveis de funcionar
simultaneamente. O valor desta soma é um norteador do dimensionamento
dos circuitos de proteção ( disjuntores e fusíveis
).
Potência de Entrada
Potência total recebida por um dispositivo elétrico ou por
um conjunto de dispositivos.
Potência de Saída
Potência transferida por um dispositivo elétrico sob uma
forma e uma finalidade especificadas. Também denominada "Potência Útil".
Potência Disponibilizada
Potência que o sistema elétrico da concessionária
deve dispor para atender às instalações elétricas
da unidades consumidoras, segundo os critérios estabelecidos na
Resolução nº456 da ANEEL. Esta potência está configurada
em dois grupos distintos:
* Unidade Consumidora do Grupo "A" com tensão de alimentação à partir
de 2300V e
* Unidade Consumidora do Grupo "B" com tensão de alimentação
abaixo de 2300V.
Potência Instalada
Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos de
mesma espécie de uma instalação que, após
concluídos os trabalhos, estão em condições
de entrarem em funcionamento.
Potenciômetro
Elemento resistivo cujo contato deslizante, permite a regulagem contínua
da resistência de saída, entre quase zero e o valor máximo
do elemento resistivo. O potenciômetro pode ser usado como regulador
de tensão e potência, continuamente regulável pelo
movimento circular ou linear do cursor, tanto em correntes contínuas
como alternadas. Não há economia de enegia caso utilizemos
o potenciômetro( reostato ) pura e simplesmente como dímer.
Propagação da Luz
Inúmeras experiências demonstram que a luz se propaga em
linha reta e em todas as direções, em qualquer meio homogêneo
e transparente. Chama-se raio luminoso a linha que indica a direção
de propagação da luz. O conjunto de raios que parte de um
ponto é um feixe. Se o ponto de onde procedem os raios está muito
distante, os raios são considerados paralelos. Numa casa às
escuras, uma pequena abertura numa janela nos permite observar a trajetória
reta da luz. Do mesmo modo, se fizermos alguns furos nas paredes de uma
caixa opaca e acendermos uma lâmpada em seu interior, percebemos
que a luz sai por todos os orifícios, isto é, ela se propaga
em todas as direções.
Pulso de Tensão
Variação abrupta e de curta duração de uma
grandeza física, seguida de retorno rápido ao estado inicial.
Operação realizada por ignitores e starters para provocar
a partida de acendimento de algumas lâmpadas de descarga e fluorescentes.