Fios & Cabos, os condutores da eletricidade ! (II)

fonte:.Sil
Quando um engenheiro projeta a instalação elétrica de um prédio, conhecendo a corrente que vai passar em cada aparelho, e conseqüentemente a corrente total na ligação principal, ele deverá escolher adequadamente o fio condutor que irá usar.
Se o fio escolhido para a linha principal for muito fino terá grande resistência a passagem de eletricidade. Quando a corrente que por ele passa aumentar em virtude de vários aparelhos estarem ligados à rede, a queda de tensão neste fio poderá não ser desprezível. Isto costuma acarretar um mau funcionamento daqueles aparelhos, pois eles ficarão submetidos a uma voltagem inferior àquela para a qual foram projetados.
Isto pode ser observado, em uma residência, quando o brilho das lâmpadas diminui ao ser ligado um chuveiro elétrico, por exemplo.
Quando a escolha é bem feita, sendo usado um fio de ligação com seção maior (menor resistência elétrica), a queda de tensão nele torna-se desprezível, e não há alteração sensível em um aparelho quando outros são ligados à rede.
Evidentemente esses cuidados devem ser tomados em qualquer instalação elétrica, inclusive nos fios que ligam uma residência à rede elétrica da rua.
fonte: José Montanha Neto
É a maior corrente, em regime permanente, que um condutor suporta sem que a temperatura do mesmo ultrapasse a temperatura máxima suportada pela isolação (temperatura de trabalho).
Depende do material do condutor, do material da isolação, da construção do cabo, da temperatura ambiente e da forma como está instalado.
A NBR 5410 apresenta tabelas de capacidade de corrente para vários métodos de instalação de baixa tensão.
Em nenhum caso a queda de tensão nos circuitos terminais pode ser superior a 4%, mas quedas de tensão maiores são permitidas para equipamentos com corrente de partida elevada, durante o período de partida, desde que dentro dos limites permitidos em suas normas respectivas.
Abaixo está a tabela de queda de tensão para produtos isolados em PVC 70 °C e temperatura ambiente de 30 °C, instalados conforme método de referência B1.
Seção nominal (mm²) |
Queda
de tensão para cos Ø = 0,8 (V/A.km) |
||
Conduto
não-magnético |
Conduto
Magnético |
||
Circuito
monofásico |
Circuito
trifásico |
||
1,5 |
23,3 |
20,2 |
23 |
2,5 |
14,3 |
12,4 |
14 |
4 |
8,96 |
7,79 |
9 |
6 10 |
6,03 3,63 |
5,25 3,17 |
5,87 3,54 |
16 |
2,32 |
2,03 |
2,27 |
25 |
1,51 |
1,33 |
1,5 |
35 |
1,12 |
0,98 |
1,12 |
50 70 |
0,85 0,62 |
0,76 0,55 |
0,86 0,64 |
95 |
0,48 |
0,43 |
0,5 |
120 |
0,40 |
0,36 |
0,42 |
150 |
0,35 |
0,31 |
0,37 |
185 |
0,30 |
0,27 |
0,32 |
240 |
0,26 |
0,23 |
0,29 |
Queda de tensão (V) = queda de tensão
tabelada (v/a.km) X corrente do circuito (A) X comprimento (km)
Queda de tensão em % = Queda de tensão (V) / Tensão
do circuito (V) X 100
fonte:Sil
A classe define se o condutor é um fio, cabo (rígido) ou cabo flexível.
A Classe 1 destina-se somente a condutores sólidos (fios) e a Classe 2, a condutores encordoados (cabos rígidos).
Para condutores flexíveis existem as Classes 4, 5 e 6, sendo a Classe 6 mais flexível que a 5, e a Classe 5 mais flexível que a 4.
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