Cisternas...vazamentos !

fonte: abcmac.org
Líquidos exercem para todas as direções a mesma força.
Por isso recipientes de formato retangular ou quadrado exigem muito da engenharia – e também do bolso do construtor - para não apresentar vazamentos ou até quebrar paredes e as lançar a vários metros de distância.
O formato ideal de um recipiente de líquido é sempre o de uma esfera.
Vamos utilizar o formato redondo
de um cilindro, assentado
numa base horizontal, que forma o fundo da cisterna.
É válido em termos de custo
e simplicidade construtiva, mas traz consigo o grande inconveniente de
provocar uma deformação
da parede cilíndrica da cisterna e uma tendência de ruptura
entre a inserção da parede com a placa plana, horizontal
da base.
Como prevenir: o arame que envolve a cisterna, numa
cisterna de 16 m³ deve
ter o diâmetro de 3,4
mm (BWG nº 10) e cada volta, até a altura de um metro, deve
ter a distância não mais de 5 cm da
próxima.
De um metro em diante, pode ser de 10 cm.
Importante a observar que o arame esteja bem esticado, o mais próximo
da parede de cimento.
Se tiver
uma folga, usar uma ferramenta, semelhante àquela que se usa na
fabricação de estribos para o
concreto armado, para esticar o arame.
A prática de aplicar a argamassa através da colher de pedreiro,
pode contribuir para que a massa
fique mais solta e não penetre o suficiente entre arame e parede.
Indicado é o uso da desempoladeira
dentada de aço.
A argamassa usada na fabricação dos componentes da cisterna e no reboco, precisa ser uniforme e sem inclusões de corpos estranhos, compactações de argila, pedaços de raízes, folhas, insetos, etc.
Compactações de argila, comumente presentes na chamada “areia grossa”, retirada de leitos de riachos secos, em áreas de subsolo cristalino, pode causar sérios vazamentos.
Na cisterna recém construída a falha não se faz notar. Mas com o passar de semanas ou meses, depois das primeiras chuvas, a água contida na cisterna e a umidade transmitida pela camada fina de reboco, atinge a concreção de barro, dissolvendo-o aos poucos, abrindo um canal de vazamento.
No caso de inclusões orgânicas o efeito pode ser mais enganoso ainda, dependendo da espessura do material incluso e da sua resistência à decomposição. O processo é idêntico ao acima descrito: a camada fina de reboco transmite umidade à inclusão orgânica, que aos poucos se mineraliza, deixando a água passar.
Como prevenir: peneirar a areia com peneira conhecida como peneira de arroz e traçar a argamassa até ficar totalmente uniforme.
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fonte:Harald Schistek - 7º Simpósio de Captação e Manejo de Água de Chuva, em Outubro de 2009, em Caruaru
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