Como fazer cisternas de baixo custo? A cisterna de alambrado!

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Para o sucesso da captação de água da chuva para uso domiciliar, é fundamental dispor de tecnologias que reúnam simplicidade de construção, alta resistência e baixo custo.

Três fatores que parecem difíceis a reunir sob um teto só.

A cisterna de alambrado parece corresponder a estas três exigências. Enquadra-se na tecnologia de ferro-cimento, que garante alta resistência.

Além disso, a construção possui baixo insumo de materiais e é de grande simplicidade: em uma base de concreto se coloca uma tela de alambrado, de forma cilíndrica, já no tamanho da futura cisterna.

Para permitir a aplicação de argamassa, a tela é envolta com sacaria do tipo usado para cebola.

A aplicação de quatro camadas finas de argamassa confere a resistência necessária à parede.

O teto consiste em segmentos fabricados de forma semelhante.

A cisterna aqui apresentada possui uma capacidade de armazenamento de 16 m³, porém facilmente seu volume pode ser ampliado ou reduzido, pela simples adição ou subtração de alguns decímetros de tela.

Porque e como fazer

Para o uso humano, a captação de água de chuva necessita de um reservatório seguro e fechado, para que não haja vazamentos, nem evaporação.

Ao longo dos anos, após tentativas e experiências com diversos materiais como tijolos, pedras, materiais sintéticos, tem-se mostrado reservatórios cilíndricos de argamassa de cimento os mais resistentes.
Nestes, a tecnologia de ferrocimento se destaca por sua grande resistência e emprego reduzido de materiais.

A tecnologia tradicional de ferro-cimento emprega diversas malhas de arame fino amarradas de arame numa estrutura de barras de aço que sustenta o próprio peso o da argamassa.
A construção desta estruturaé demorada e emprega sempre mais aço do que necessário para a segurança do reservatório.

A tecnologia da cisterna de tela e arame representa uma simplificação da tecnologia tradicional, mantendo, porém, o princípio básico de ferro-cimento que garante resistência e segurança contra vazamento.
Não se usam barras de aço verticais, mas sim uma fôrma de chapa de aço flexível, removível, em torno da qual fica enrolada a tela e em torno da tela, o arame galvanizado.

A sustentação da parede, enquanto a argamassa fresca, é assumida pela fôrma, que é retirada após a aplicação das duas camadas externas.

O desafio para a nova tecnologia foi a eliminação da fôrma, sem abdicar da simplicidade e da segurança que o ferro-cimento oferece e da parede inteiriça, sem emendas ou composição por elementos singulares.

Um produto da indústria siderúrgica, muito usado para separar espaços em ar livre, como residências, estacionamentos etc, se oferecia como ideal:

o alambrado, uma tela de dois metros de altura, de malha 15 cm x 5 cm, de arame galvanizado de 3 mm de diâmetro, com uma resistência a ruptura de 65/70 kgf/mm²– ligeiramente superior ao do arame 3,4 mm utilizado na construção de cisterna com fôrma de 50 kgf/mm², com mesmo volume de armazenamento.

A tela é fornecida em rolos de 25 metros de comprimento.

A aplicação da argamassa em quatro camadas imita o princípio de materiais compostos, como chapas de madeira compensada ou vidro blindado.