reciclagem de materiais - pvc

« página 1 de  1 »

 

Recicláveis ... PVC !

 

reciclagem PVC
flickr - Pulpolux !!!

 

 

 

Reciclagem do PVC

Pode-se dizer que o PVC é um material simples de ser reciclado, principalmente na primeira fase, a coleta.

O PVC é facil de ser visualizado, como material solido e inodoro pode ser catado sem perigo. Facil tambem de ser transportado e armazenado, porque não necessita de transporte ou patio de deposito especiais.

Ajudando a reduzir os problemas ambientais e de saúde pública, assim como os econômico-sociais decorrentes da disposição inadequada de resíduos sólidos. Quando os resíduos são dispostos em aterros sanitários ou industriais, a reciclagem contribui para minimizar a quantidade dos resíduos aterrados, o que aumenta a vida útil desses locais de disposição.

 

 

Caracteristicas da reciclagem do PVC

Uma vez separado, o PVC não apresenta, por si só, nenhum problema para ser reprocessado.
O resíduo de PVC, sem a inclusão de outras resinas, pode sofrer a incorporação de aditivos como plastificantes, estabilizantes e outros.
A reciclagem do PVC separado, como ilustrado no fluxograma esquemático, pode ser subdividida nas seguintes etapas:

 

Atualmente, no Brasil, a reciclagem mecânica do PVC separado é realizada tanto para o PVC flexível quanto para o rígido.

De forma geral, estes "compostos" são divididos em três grandes grupos, conforme a sua aplicação, quais sejam "rígido", "flexível" e "plastisol".
Na reciclagem, no entanto, adota-se a divisão em apenas dois grupos, "rígido" e "flexível", que são diferenciados pelos recicladores através do ensaio de dureza Shore A, na forma abaixo:

 

 

 

A matéria-prima utilizada para esta reciclagem é o resíduo ou sucata de PVC flexível (dureza abaixo de 90 Shore A). É freqüente a adição de plastificantes, como o DOP – dioctil-ftalato, que tem como objetivo promover um ajuste na dureza do produto a ser obtido). O fluxograma do processo de reciclagem mecânica de PVC flexível assemelha-se ao apresentado na Figura 5-1 anterior, em que a moagem é o primeiro passo e consiste em reduzir o tamanho do resíduo de PVC.

A lavagem faz-se necessária, principalmente se o resíduo for urbano e estiver sujo ou contaminado. Havendo possibilidade, o ideal é evitar esse procedimento. A etapa de secagem faz-se também necessária, a fim de reduzir a umidade do PVC, que deve ser processado com teor menor que 1%, para que possa seguir o seu fluxo no processo de extrusão.

O processamento faz-se num aglutinador, que é um tipo de misturador com hélices paralelas, onde o aquecimento é gerado pelo atrito entre estas hélices e o PVC. Nesse processo, o material se aglomera formando partículas maiores, aumentando sua densidade aparente (relação massa por volume). É comum os recicladores aproveitarem esse equipamento para completar a secagem do PVC.

A extrusão do PVC exige máquina robusta, de boa qualidade mecânica e, no mínimo, com tratamento de nitretação nas partes internas para evitar corrosão. Mesmo com os tratamentos exigidos para a rosca da extrusora, seu desgaste é inevitável, devendo a mesma ser "recalibrada" ou sofrer recobertura pelo menos duas vezes ao ano, dependendo da quantidade de material extrudado. Se este procedimento preventivo não for seguido, perde-se em produtividade, em qualidade do produto, eleva-se o consumo de energia e corre-se o risco de danificar o equipamento, gerando custos extras de produção.

As extrusoras podem ter corte do material no cabeçote (saída do equipamento) ou produzir o chamado "espaguete" (através de um molde perfurado), a ser "picotado" posteriormente no granulador. O uso de um trocador de telas automático é importante para o processo, mas não é imprescindível. Geralmente, trabalha-se com zonas de aquecimento variando entre 150 e 220°C.

O material resultante da extrusão, o "espaguete", precisa, então, ser resfriado. Esta etapa é realizada nas chamadas calhas ou banheiras de resfriamento, que utilizam água fria (ou à temperatura ambiente). Após o resfriamento, o material é "picotado" em grânulos de tamanho padronizado (3 mm), em um granulador (picotador), que trabalha com facas de corte muito sensíveis. Esta etapa determina o fim do processo e o material é, então, embalado e estocado. O PVC reciclado é embalado em sacos plásticos de polietileno, ou de papel, de 25 kg. O material processado desta forma é vendido como PVC flexível reciclado.

Dependendo de suas características, o material reciclado pode ser conformado por injeção ou extrusão, obtendo-se, como produtos finais, solados em geral, manoplas, mangueiras, e outros.

 

 

Os resíduos de PVC rígido, quando têm origem na indústria são, geralmente, por ela própria reprocessados. Quando sua procedência é a coleta seletiva, lixões e outras fontes, encontram-se, muitas vezes, contaminados com outras resinas.

Um dos piores problemas de contaminação no processo de reciclagem, é o apresentado pelas resinas PVC e PET. Ambas possuem densidade em torno de 1,3 - 1,35 g/cm3 e não são, portanto, separáveis pelo método de flotação convencional. Se o PET estiver contaminado com PVC, este se degradará durante o processamento do PET, devido à elevada temperatura exigida. Se o PET, entretanto, estiver contaminando o PVC, deverá ser eliminado do processo, por filtração, pois não funde à temperatura de processamento deste.

A reciclagem do PVC rígido é bastante simples quando o resíduo está "limpo", permitindo a supressão das etapas de lavagem e secagem. Usualmente, o resíduo é moído, com recuperação do pó gerado, que retorna ao processo junto com o material moído. Este material, de acordo com a sua característica e/ou de acordo com o que se deseja produzir, é aditivado em uma moega e, usualmente, enviado diretamente para uma extrusora ou injetora.

Apesar da conhecida sensibilidade térmica do PVC rígido, ele pode ser reprocessado. Em alguns casos, é aconselhável a adição de estabilizantes ou lubrificantes à formulação a ser reciclada. O resíduo é moído, lavado e recuperado em um processo semelhante ao do PVC flexível.

O PVC rígido reciclado tem sido utilizado, entre outras aplicações, na conformação de conduítes elétricos e tubos para baixa pressão. A produção de tubos é sensível a contaminações com papel, poliestireno e polietileno, que alteram as propriedades físicas das peças produzidas.
fonte: institutodopvc.org

 

 

Identificação do residuo

"Reciclagem: como separar o PVC dos demais plásticos",

fornece orientação específica quanto à identificação e separação do PVC.

 

Clique aqui para visualizar.

 

Saiba mais

continua...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

« página 1 de  1 »