Recicláveis ... plásticos !

flickr - Arbel Egger
RECICLAGEM DO
P L Á S T I C O |
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O plástico passou a ser um resíduo de grande aceitação para o processo de reciclagem pois, tanto sob a forma de filmes (sacos plásticos, etc), como sob a forma rígida (tubos e conexões), encontra tecnologia disponível para o seu reaproveitamento.
Dependendo do objetivo a ser atingido, os plásticos podem ser reciclados de três formas distintas: mecânica, química e energética.
O processo conhecido como reciclagem mecânica consiste
na combinação
de um
ou mais processos operacionais para o reaproveitamento do material descartado,
transformando-o em grânulos para a fabricação de outros
produtos.
Se estes
produtos possuem performance e características equivalentes às
do produto
original (resina virgem) e têm, portanto, sua origem na própria
indústria, a
reciclagem é classificada como primária.
Quando apresentam
performance e
características inferiores, a reciclagem é classificada como
secundária, e se aplica,
normalmente, a resíduos pós-consumo.
A reciclagem química, também denominada terciária, consiste em um processo tecnológico onde se realiza a conversão do resíduo plástico em matérias-primas petroquímicas básicas (retorno à origem).
A reciclagem quaternária, também conhecida como reciclagem energética consiste num processo tecnológico de recuperação da energia contida nos resíduos plásticos, através de incineradores, com queima dos resíduos a altíssimas temperaturas.
No Brasil, a reciclagem mecânica é o processo atualmente utilizado.
O índice
deste tipo de reciclagem, em 2007, de resíduos plásticos pós-consumo
foi de
21,2%34.
Na Europa, no entanto, são encontrados os três processos
de reciclagem
bem desenvolvidos, sendo que, em alguns países, a reciclagem energética é a
preferida.
A tendência mundial é reciclar, ao máximo, os materiais
plásticos e incinerar o
restante para recuperar energia na forma de vapor ou eletricidade.
Os materiais
de
embalagens, por exemplo, de formulação complexa e compostos
de diferentes
resinas de difícil separação, têm como única
alternativa, até o momento, a
incineração com aproveitamento energético.
O Japão é um
dos países que
demonstram interesse particular nesta prática, devido ao alto custo
de manutenção
dos aterros sanitários e a falta de áreas para este fim, que
acabam por viabilizar o
uso de incineradores.
Na Alemanha, tem sido promissora a produção
de matériasprimas
para refinarias e petroquímicas, a partir de subprodutos da pirólise.
A etapa inicial e mais importante para a reciclagem é a triagem, que consiste na separação dos plásticos do resíduo recebido e na eliminação de contaminantes.
Os ferrosos são eliminados através de ação magnética ou eletrostática; os não-ferrosos, pelo uso de ar para flotar materiais leves como o papel, e hidrociclone ou tanque de flotação, para separar as resinas por diferença de densidade.
Esta separação pode ser efetuada no local de reciclagem, no próprio ponto de geração (denominada então "coleta seletiva") ou em usinas operadas para esta finalidade, conhecidas como usinas de triagem.
Os resíduos podem ser provenientes de um processamento industrial, de recipientes de lixo que aguardam a coleta nas calçadas, de depósitos de lixo ou, ainda, de locais de disposição final como lixões, através dos "catadores", que constituem a reciclagem informal, ou até mesmo de depósitos de intermediários, conhecidos como "sucateiros", que arregimentam catadores ou arrematam o material plástico em leilões e outras fontes.
A distinção entre estes pontos diversos de triagem reside na qualidade e apresentação do resíduo a ser reciclado, além do volume e freqüência do fornecimento. Desta forma, a origem do fornecimento torna-se um parâmetro importante de avaliação da matéria-prima para o reciclador.
A Figura 3-1 apresenta a seqüência de atividades realizadas desde a coleta do material em domicílios, de responsabilidade pública, até a reciclagem dos resíduos e sua transformação em novos produtos de consumo.
Existem várias formas de lidar com os resíduos. A primeira delas, amplamente utilizada, consiste na recuperação pela própria indústria que os gera, através de moagem e retorno ao processo de produção juntamente com a matéria-prima virgem.

A segunda forma consiste na recuperação a partir do lixo urbano, que contém o plástico mais contaminado e que exige, portanto, os processos mais dispendiosos de coleta e separação por "famílias ou grupos" (PVC, PE, PP, PS, PET).
A separação por "grupos" pode ser feita visualmente ou realizada por diferença de densidade entre os polímeros, como visto adiante.
A expectativa da sociedade no sentido de que haja maior reciclagem esbarra em dificuldades de ordem prática, como a coleta e o transporte destes resíduos e sua separação na usina de triagem, bem como na dificuldade de geração de materiais homogêneos em volumes significativos. A diversidade das fontes dificulta a triagem dos resíduos em frações homogêneas.
Em comparação, portanto, a outras fontes de captação de resíduos, o uso do resíduo sólido urbano proveniente do lixão é o que apresenta maior dificuldade, pois o material necessita ser separado e classificado por "grupos" de plásticos , exigindo mais equipamentos e, portanto, maior espaço, mais energia e gastos com água no processo de lavagem.
Esta água necessita ainda tratamento antes do descarte.
O mais recomendável é a separação prévia dos resíduos sólidos urbanos em dois tipos: resíduo seco (papéis, plásticos, metais, vidros, etc.) e resíduo úmido (restos de alimentos).
Outra opção consiste nos PEV (Postos de Entrega Voluntária) onde o consumidor final espontaneamente descarta os resíduos secos.
fonte: institutodopvc.org

