Pragas da praia: ouriço do mar, moluscos, etc

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Ouriços do mar…

Os ouriços do mar e vários outros animais semelhantes são venenosos, embora o veneno em si raramente cause prejuízos ao ser humano.
Mais comumente, os espinhos que cobrem a casca de um ouriço do mar fragmentam-se no interior da pele, causando lesão de tecidos e inflamação.

Quando não são removidos, os espinhos deslocam-se para os tecidos mais profundos (causando uma inflamação crônica) ou podem encravar em um nervo ou em um osso.
A pessoa pode apresentar dores articulares e musculares e erupções cutâneas.

Os espinhos de ouriços do mar devem ser removidos imediatamente. Uma alteração da cor da pele (tornando-se azulada) no local de entrada pode ajudar a localizar o espinho.
Como o vinagre dissolve a maioria dos espinhos de ouriços do mar, é possível que seja suficiente aplicar várias compressas ou realizar banhos de vinagre.
A área em torno da picada é lavada e, a seguir, é aplicada uma pomada contendo uma combinação de anti-histamínico, analgésico e corticosteróide.
Ocasionalmente, o médico deve realizar uma pequena incisão para remover um espinho, que é frágil.

moluscos

Alguns moluscos, os quais incluem os caramujos, os polvos e os bivalves (mexilhões, ostras e vieiras), são venenosos.

O cone da Califórnia (Conus californicus) é o único caramujo perigoso encontrado nas águas norte-americanas.
O seu ferrão causa dor, edema, hiperemia e dormência em torno do local da picada.
As picadas de polvos norte-americanos raramente são perigosas.

O envenenamento acompanhado de paralisia causado por frutos do mar é causado pelo consumo de certos bivalves (ostras e mexilhões) contaminados por dinoflagelados venenosos (animais marinhos unicelulares). As medidas de primeiros socorros parecem ser pouco eficazes nos casos de picadas de Conus e de polvos.
As picadas graves de Conus podem causar o choque, que exige um tratamento médico intensivo com assistência respiratória e circulatória.

Celenterados

Muitos celenterados, que incluem os corais, as anêmonas do mar, as águas-marinhas e as caravelas-portuguesas, possuem ferrões muito desenvolvidos que podem atravessar a pele.
Esses ferrões são particularmente numerosos nos tentáculos do animal: um só tentáculo pode disparar milhares deles sobre a pele.

A lesão resultante depende do tipo de animal. Geralmente, surge uma pequena erupção distribuída em forma de uma série de linhas, algumas vezes circundada por uma área hiperemiada (vermelha).

A dor pode ser mui- to intensa e o prurido local é comum. A erupção cutânea pode evoluir para bolhas que se enchem de pus e, a seguir, rompem.
Outros sintomas incluem fraqueza, náusea, cefaléia, dores e espasmos musculares, secreções oculares e nasais, sudorese excessiva, alterações da freqüência cardíaca e dor torácica que piora com a respiração.
As picadas da caravela-portuguesa, incluindo aquelas que ocorrem nas águas norte-americanas, causaram a morte de algumas pessoas.

Foram sugeridos vários tratamentos para as picadas de celenterados, apesar de que, para a maioria desses acidentes, é suficiente uma boa limpeza do local.
Em algumas partes do mundo, é realizada a aplicação de amoníaco ou de vinagre sobre a lesão.
Para aliviar a dor, vêm sendo utilizados produtos amaciantes de carne (p.ex., papaína), o bicarbonato de sódio, o ácido bórico, o suco de limão ou de figo, o álcool e muitas outras substâncias.

É sugerido o seguinte tratamento:
1. Colocar água do mar (não água doce) sobre a área lesada.
2. Remover os tentáculos com um instrumento adequado ou com a mão enluvada.
3. Embeber a área lesada com uma solução de partes iguais de água e vinagre durante 30 minutos.
4. Aplicar farinha ou bicarbonato de sódio sobre a ferida e, cuidadosamente, raspar o pó com uma faca afiada.
5. Embeber novamente a área com vinagre.
6. Aplicar uma pomada contendo uma combinação de anti-histamínico, analgésico e corticosteróide.

As reações mais graves podem necessitar de um tratamento com oxigênio ou um outro tipo de suporte ventilatório.
Os espasmos musculares dolorosos e a dor intensa são tratados com medicamentos intravenosos.
Atualmente, existe uma antitoxina disponível para as picadas de certas espécies australianas, mas ela não alivia os sintomas causados pelas picadas de espécies norte-americanas.

fonte: Merck