O Spam e a segurança na internet ...

flickr- Rodrigo David
Os spammers utilizam vários artificios para confirmar a existência
de endereços de e-mail.
Um destes artificios consiste em enviar mensagens para os endereços
formados em ataques de dicionários e, com base nas respostas enviadas
pelo servidores de e-mail que receberam as mensagens, identificar quais endereços
são válidos e quais não são.
Outro artificio largamente utilizado é a inclusão no spam de
um suposto mecanismo para a remoção da lista de e-mails, que
pode ser um link ou endereço de e-mail. Ao receberem uma solicitação
de remoção, os spammers confirmam que o endereço de
e-mail é válido e realmente alguém o utiliza.
Uma outra forma para verificar endereços é o Web bug.
Web bug é uma imagem, normalmente muito pequena e invisivel, que faz
parte de uma página Web ou de uma mensagem de e-mail, e que é projetada
para monitorar quem está acessando esta página Web ou mensagem
de e-mail.
Quando o Web bug é visualizado, diversas informações
são armazenadas no servidor onde está hospedado, tais como:
o enderec¸o IP do computador que o acessou, a URL completa da imagem
que corresponde ao Web bug, o horário em que foi visualizado, etc.
Por exemplo, um spammer poderia utilizar Web bugs para a validação
de endereços de e-mail da seguinte forma:
• criando a imagem do Web bug com o nome do endereço de e-mail
que quer validar;
Exemplo: fulano.png
• hospedando o Web bug em um servidor onde tenha acesso a informações
que serão geradas quando o Web bug for visualizado;
• criando uma mensagem de e-mail no formato HTML, que tenha em seu conteúdo
a URL completa da imagem correspondente ao Web bug;
Exemplo: http://www.dominio-do-spammer.example.org/fulano.png
• enviando a mensagem criada para o enderec¸o de e-mail a ser
validado.
Exemplo: fulano@dominio-do-fulano.example.org
Quando o usuário “fulano” abre a mensagem enviada pelo
spammer em seu programa leitor de emails, o Web bug é acessado e o
spammer tem a confirmação de que o endereço de e-mail
do “fulano” é válido.
Para impedir que este artificio tenha sucesso e evitar que um endereço de e-mail seja validado por um spammer, é possivel desabilitar no programa leitor de e-mails o modo de visualização no formato HTML.
Existem basicamente dois tipos de software que podem ser utilizados para barrar spams: aqueles que são colocados nos servidores, e que filtram os e-mails antes que cheguem até o usuário, e aqueles que são instalados nos computadores dos usuários, que filtram os e-mails com base em regras individuais de cada usuário.
Podem ser encontradas referências para diversas ferramentas de filtragem de e-mails nas páginas abaixo:
• Spam e-mail blocking and filtering – http://spam.abuse.net/userhelp/#filter
• Anti Spam Yellow Pages – http://www.antispamyellowpages.com/
Também é interessante consultar seu provedor de acesso, ou o administrador de sua rede, para verificar se existe algum recurso anti-spam disponivel e como utilizá-lo.
Deve-se reclamar de spams para os responsáveis pela rede de onde
partiu a mensagem. Se esta rede possuir uma política de uso aceitável,
a pessoa que enviou o spam pode receber as penalidades que nela estão
previstas.
Muitas vezes, porém, é dif´icil conhecer a real origem
do spam.
Os spammers costumam enviar suas mensagens através de máquinas
mal configuradas, que permitem que terceiros as utilizem para enviar os e-mails.
Se isto ocorrer, a reclamação para a rede de origem do spam
servirá para alertar os seus responsáveis dos problemas com
suas máquinas.
Além de enviar a reclamação para os responsáveis
pela rede de onde saiu a mensagem, procure manter o e-mail mail-abuse@cert.br
na cópia de reclamações de spam. Deste modo, o CERT.br
pode manter dados estatisticos sobre a incidência e origem de spams
no Brasil e, também, identificar máquinas mal configuradas
que estejam sendo abusadas por spammers.
Vale comentar que recomenda-se não responder a um spam ou enviar uma
mensagem solicitando a remoção da lista de e-mails.
Geralmente, este é um dos métodos que os spammers utilizam
para confirmar que um endereço de e-mail é válido e
realmente alguém o utiliza.
Para que os responsáveis por uma rede possam identificar a origem
de um spam é necessário que seja enviada a mensagem recebida
acompanhada do seu cabeçalho completo (header).
É no cabeçalho de uma mensagem que estão as informações
sobre o endereço IP de origem da mensagem, por quais servidores de
e-mail a mensagem passou, entre outras.
Dica
Informaçes sobre como obter os cabeçalhos de mensagens podem ser encontradas em http: //www.antispam.org.br/header.html.
Informações sobre como entender os diversos campos normalmente encontrados nos cabeçalhos de e-mails estão disponiveis nas páginas abaixo (em inglês):
• Reading Email Headers – http://www.stopspam.org/email/headers.html
• Tracking Spam – http://www.claws-and-paws.com/spam-l/tracking.html
fonte: Cert.br
