Como Manter a Segurança em Trilhas

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Não basta o espírito aventureiro: é fundamental garantir a sua segurança durante a prática de trilhas.

Todo bom trilheiro não conta apenas com a própria experiência: ele sempre sabe planejar o passeio e prever o que pode dar errado, e como contornar possíveis situações de emergência.

Separamos algumas dicas para você.

Trilhas: Planejamento É Fundamental

47ª Trilha: Travessia de 2 dias e 45 Km, Arroio Lobato - Quinta do Dom Inácio - Silveira Martins RS - 13 e 14/12/2008Antes de mais nada, é muito importante você saber aonde ir, como ir e com quem ir. 

Procure conhecer o local, através de mapas e informações de amigos e moradores da região.

Lembre-se que para fazer excursionismo não é necessário ser atleta. Mas você precisa estar bem de saúde e respeitar suas limitações.

Faça um desenho do seu roteiro, para não se perder no meio da mata.

Carregue-o sempre com você – junto com todos os acessórios e roupas adequadas à prática de trilhas.

Obtenha, com antecedência, todas as informações meteorológicas: sol, chuva, temperatura, etc.

Deixe avisado na sua casa o local da caminhada, com quem você vai, qual o dia e a hora previstos para o retorno. Se você for principiante, deve fazer caminhadas leves, sem muitas subidas e descidas.

Não pense que, por já ter feito uma determinada trilha, você a conhece bem. Pode haver surpresas. Muita atenção nas bifurcações.

Situações de Emergência em Trilhas

No caso do grupo se perder, procure reconstituir mentalmente o caminho feito. O grupo deve voltar até o ponto limite do caminho certo e reiniciar a caminhada interrompida pelo erro.

Se não encontrar o caminho, não se desespere; a calma e a prudência vão ajudar você.

PARE. Fique calmo e junte todo o grupo.

SENTE-SE. Em pé você se cansa mais depressa.

ALIMENTE-SE. Para se distrair e recompor as energias.

ORIENTE-SE. Mantenha a calma e converse bastante com o grupo, usando as Técnicas de Orientação. Tentem decidir juntos qual direção todos devem seguir.

DESLOQUE-SE. Retome a caminhada sempre com muita atenção e prudência.

Cuidados ao Passear

Cuidados ao Passear na trilha

Procure deixar sinais bem visíveis pelo caminho. Isso ajuda as equipes de resgate a encontrar o grupo mais facilmente.

Ao caminhar, respire compassadamente no ritmo ajustado à frequência do seu passo.

Em cada parada, marque com atenção no desenho do roteiro o caminho andado e a rota a seguir. Ao retomar a caminhada, fique atento para não errar a direção.

Se ninguém do grupo conhecer as Técnicas de Orientação, é melhor ficar parado, esperando socorro, do que se aventurar no meio da mata por caminhos duvidosos.
Neste caso, monte um acampamento, faça um abrigo seguro e procure água.

Nunca se afaste mais de 300 metros do acampamento.

Abra uma clareira, dando uma aparência pouco natural ao lugar onde está o grupo.

Faça uma fogueira com muita fumaça, usando folhas verdes e úmidas. Tome cuidado para não colocar fogo na mata.

Se alguém do grupo se ferir ou estiver em más condições físicas, não o deixe só. Procure socorrê-lo com segurança.
Dependendo do caso, deixe-o sob observação e vá buscar ajuda. Mas nunca vá sozinho.

Evitando Problemas Durante a Trilha

Jamais fique sozinho durante a caminhada. Leve sempre um Manual de Primeiros Socorros.

Nunca entre numa mata ou floresta sem conhecer bem as trilhas.Vá pelo caminho mais fácil e seguro, mesmo sendo o mais longo. Evite brejos e atoleiros.

Trilhas fazem bem para a mente e o corpo!

Trilhas fazem bem para a mente e o corpo!

Chegando num córrego, sonde o fundo com uma vara e tome cuidado na hora de cruzar; as pedras do leito podem estar soltas e escorregadias. Pise firme, com confiança, e pronto para agir no caso de uma queda.

Pare e coma alguma coisa sempre que sentir algum sinal de esgotamento. Não coloque plantas silvestres na boca.

Ande somente à luz do dia; na mata a noite chega mais cedo. Fique atento aos animais e armadilhas de caçadores.

Não destrua a natureza. Não leve plantas para casa. E não faça trilhas novas: use as já existentes.

O grupo inteiro deve caminhar no ritmo do companheiro mais vagaroso.