O cultivo de Heliconias

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Plantas de porte bastante robusto, formando grandes touceiras, oferecendo
flores vibrantes e coloração bastante variada e exótica,
com predominância do vermelho, amarelo, laranja e verde.
Sua beleza e seu exotismo promovem verdadeiras esculturas, lembrando em
sua forma pirâmides, bicos de aves, cascatas de flores, pinhais,
ou cachos de banana .
As folhas grandes, verdes, macias e com aspecto de enceradas, lembram as
folhas das bananeiras.
Tropicais e exóticas constituem uma das maiores riquezas da nossa flora. Exuberantes, coloridas, com formas inusitadas, elas são apreciadas no mercado internacional também por sua durabilidade e pela capacidade de, mesmo sozinhas, gerar composições surpreendentes.
O Inicio do plantio de mudas pode ser feito em local já desmatado
e solo preparado. Há três variedades de helicônias e
as alpinias duas variedades (rubra e rosa).
as helicônias são consideradas geófitas, ou seja, se
reproduzem não somente pelas suas sementes, mas também por
seus órgãos subterrâneos especializados, cuja principal
função é servir como fonte de reservas, nutrientes
e água para o desenvolvimento sazonal e, assim, assegurar a sobrevivência
das espécies.
O período de florescimento da planta varia de espécie para
espécie e é afetado pelas condições climáticas.
O pico de produção normalmente ocorre no início do
verão, declina no outono e cessa no inverno, quando a temperatura
média se aproxima de 10ºc.
As helicônias podem ser multiplicadas tanto por meio de sementes
como por divisão de rizomas.
As sementes devem também estar maduras e frescas e necessitam de luz para germinar. Cada fruto normalmente contém três sementes que podem estar envolvidas por um endocarpo bastante duro, o que pode dificultar a germinação.
A condição ideal é semeá-las em ambiente úmido,
ensolarado e quente (25 a 35oC), sendo aconselhado um tratamento com fungicidas
para prevenir podridões.
Para a maioria das espécies, a germinação das sementes
de helicônias ocorre no prazo de 120 dias, mas algumas chegam há levar
três anos.
Um método prático para favorecer a germinação
de sementes é colocá-las em sacos plásticos com vermiculita
ou esfagno umedecidos, em ambiente quente e sombreado até que germinem,
quando,então, devem ser plantadas.
O método de propagação por divisão de rizomas é mais
utilizado. Os rizomas são caules especializados que crescem horizontalmente,
tanto acima como abaixo da superfície do solo. As helicônias
apresentam um rizoma do tipo "ramificado".
Normalmente, as novas brotações desenvolvem-se na base de
um pseudocaule vertical. A divisão do sistema de rizomas envolve
tanto o rizoma horizontal como os pseudocaules verticais.
Para a propagação, recomenda-se uma porção
de rizoma medindo no mínimo de 10 a 12,5 cm, constituída
de três a cinco pseudocaules (cortados com 20 a 30 cm de comprimento),
com gemas basais associadas e livres de partículas de solo.
Depois
de lavadas e retiradas às porções mortas, o rizoma
deve receber outros cuidados fitossanitários, com a aplicação
de inseticidas e fungicidas, visando o controle de fungos, insetos e nematóides
(neste caso, o controle pode ser feito com água quente, entre 40
a 42 graus C, durante 15 a 30 minutos, dependendo do tamanho da porção).
Um método prático para a propagação consiste
na colocação do rizoma já desinfetado em sacos plásticos
escuros, fechados e protegidos do sol, colocando-se papel umedecido no
interior da embalagem.
Mantém-se por um período de duas a
três semanas, quando se inicia o desenvolvimento das raízes.
Quando estas já se encontram bem expandidas, pode-se proceder ao
plantio.
O espaçamento para o cultivo de helicônias dependerá da
espécie utilizada.
Espécies que apresentam inflorescências
leves e eretas devem ser plantadas num espaçamento de 30 cm entre
si, com uma densidade de três plantas por metro linear.
O plantio é efetuado
no centro de canteiros com largura de 0,9m.
Canteiros muito largos dificultam
a colheita das inflorescências, além de favorecer o desenvolvimento
de plantas estioladas na parte central pela dificuldade de penetração
da luz. Entre os canteiros, recomenda-se distâncias entre 1,0 a 1,5m.
Para espécies que produzem flores pesadas, eretas ou pendentes e
que formam touceiras grandes, com plantas acima de 1,5m de altura, recomenda-se
um espaçamento de 0,8 x 0,8 m ou mais, também em canteiros
distanciados entre si por 1,0 a 1,5 m.
O pseudocaule velho eventualmente morre, mas outros novos se desenvolvem
na base da planta.
A brotação e o desenvolvimento de novas raízes normalmente
acontecem cerca de 3 a 4 semanas após o plantio.
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Época ideal: período mais frio do ano
Temperatura: 21°C noturna e 26°C diurna
Luminosidade: entre 60 a 40% no verão para evitar altas temperaturas do solo, após as folhas cobrirem o sol, a luz pode ser gradualmente aumentada, até a insolação total, ou mantida a 70%.
Substrato: Recomenda-se utilizar, inicialmente, vermiculita, perlita, entre outros, e depois transplantar as mudas para o local definitivo.
Profundidade: 10 cm para o plantio de rizomas em canteiros
pH adequado ao cultivo: entre 4,5 e 6,5
As helicônias, dependendo da espécie, podem ser cultivadas desde a pleno sol até em locais sombreados.
A faixa de temperatura ideal para a produção de helicônias situa-se entre 21 e 35 graus C, sendo que quanto mais alta a temperatura, maior é a produção e mais rápido é o desenvolvimento.
Temperaturas inferiores a 15ºC são prejudiciais ao desenvolvimento normal das plantas.
Abaixo de 10 graus C, o crescimento cessa.
A adubação influência bastante o crescimento e a produção de flores, principalmente sob alta luminosidade. Além disso, as helicônias são plantas que preferem solo levemente ácido.
Se for necessário corrigir o solo para obter o grau de acidez adequado ao cultivo (pH entre 4,5 e 6,5), recomenda-se a adição de calcário dolomítico em adição aos macro e micronutrientes, cerca de 30 dias antes do plantio.
Já por ocasião do plantio, o ideal é fazer uma adubação orgânica, incorporando-se ao solo folhas decompostas e esterco de curral curtido (40 l/metro de canteiro). Adubações parceladas em duas a três vezes ao ano com 3 kg/m2 da fórmula NPK 18-6-12 resultam num rápido desenvolvimento e florescimento.
A irrigação deve ser abundante, principalmente após a emissão das folhas, mantendo a umidade do solo. Em locais secos, é recomendável realizar irrigações duas a três vezes por semana, evitando-se encharcar o solo.
Os métodos mais indicados são o gotejamento e a aspersão baixa.
Por outro lado, a aspersão alta não deve ser empregada, pois
as gotas de água podem atingir as inflorescências ou mesmo
se depositar no interior das brácteas das inflorescências
eretas, causando o apodrecimento das flores e favorecendo a proliferação
de insetos.
fonte: Aspectos Técnicos da Produção de Helicônias
para Exportação - Ministerio da Agricultura