O cultivo da: Calathea tigrina
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

Nome Botanico:
Calathea tigrina Hort.
Sin.: Calathea pulchella Körn, Maranta tigrina Bull.
Nomes Populares :
Maranta tigrina, maranta-pena
Família :
Angiospermae – Família Marantaceae
Origem:
Nativa brasileira.
Descrição:
Planta herbácea de altura em torno de 1,0 metro, quando em canteiros,
em vasos de menor porte.

Forma irregular, com rizomas semi-enterrados e folhas saindo direto deste
caule.
As folhas são grandes, ovais, estreitas, coriáceas,
de cor verde-escuras com a mancha central ao redor das nervuras em cor verde
mais claro, lembrando penas ou as manchas da pelagem dos tigres, daí seus
nomes populares.
Na página inferior a cor é de um púrpuro-esverdeadas,
causando belo efeito ornamental pelo movimento das folhas, que têm
longos e finos pecíolos.
As flores são de um branco bem alvo, reunidas em inflorescências do tipo espiga, com pecíolo curto, surgindo entre as folhas imbricadas. O florescimento ocorre no final do verão.
Esta planta pode ser cultivada no país todo, com restrições às regiões de clima mais frio, pois mostra-se sensível a baixas temperaturas quando cultivada ao tempo aberto.
Modo de Cultivo :
Local à meia sombra, em canteiros ou vasos com substrato com bom teor de matéria orgânica e bem drenado.
Para plantar em canteiros,
limpar a terra de inços e plantas fenecidas, adicionando cerca de
1 kg/m2 de adubo animal de curral bem curtido e composto orgânico,
incorporando ao solo e nivelando.
Abrir o buraco do tamanho do torrão,
acondicionar a muda e arrumar a terra ao redor, apertando de leve para ficar
a planta ao solo.
Regar a seguir.
As regas para este tipo de planta devem ser regulares durante as estações de seca ou calor, mas no inverno ou no período de chuvas podem ser bem espaçadas.
Uma vez por ano fazer a adubação de cobertura, com o mesmo tipo de substrato recomendado para plantio.
As mudas plantadas em vasos para áreas
interiores não devem ter adubo animal, devendo ser substituído
por adubo granulado NPK formulação 10-10-10, numa proporção
de 100 gramas por vaso no plantio.
A cada 3 ou 4 meses fazer a reposição
de nutrientes, dissolvendo 1 colher de sopa do granulado em 2 litros de água.
Um dia antes regar o substrato, para formar um bulbo de umidade em torno
das raízes.
Colocar 1 copo da mistura de água e nutrientes
dissolvidos no solo do vaso.
Propagação :
Para fazer mudas desta planta poderemos retirar os filhotes que surgem nas laterais da planta, cuidando sempre para levar um pedaço de rizoma com pelo menos 2 a 3 folhas.
Plantar de forma semelhante ao recomendado acima
e não esquecer de regar.
Paisagismo :
Pode ser cultivada em canteiros, jardineiras e vasos, sempre à meia
sombra ou em interiores.
Para canteiros ao longo de muros forma belo efeito
e não precisa ser consorciada com outra planta devido à sua
altura e maciços que forma.
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