Cultivo da :Santolina chamaecyprissus
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

Nome Botanico:
Santolina chamaecyprissus L.
Sin.: Santolina incana Lam.
Nomes Populares :
santolina, lavanda-algodão
Família :
Angiospermae – Família Asteraceae
Origem:
Originária da Europa, zona do Mediterrâneo
Descrição:

Planta herbácea perene, com altura até 0,40 m, de caráter
prostrado, forma touceiras arredondadas.
Muito ramificada, com as folhas
pequeninas verdes acinzentadas, parecendo prateadas ao sol.
As flores são capítulos amarelos globosos e terminais.
O florescimento costuma acontecer no verão, mas a planta é cultivada mais pela beleza da cor da folhagem do que propriamente pelas flores.
Modo de Cultivo:
É uma planta que necessita de muito sol.
Pode ser cultivada em diferentes
lugares, como vasos, jardineiras como pendente, extensos canteiros unitários
ou acompanhando árvores ou palmeiras.
Também como bordadura
de maciços e para acabamento de caminhos.
É tolerante a frio
e geadas, então seu cultivo fica mais restrito a regiões de
clima temperado ou de altitude.
Propagação:
Por sementes:
O modo de propagar esta planta pode ser por sementes, a partir da retirada dos capítulos maduros, colocados a secar sobre jornal e fora do sol.

Depois é só separar as sementes que parecem estar perfeitas
e colocar em sementeiras ou caixotes com substrato de casca de arroz ou uma
mistura de solo mineral e areia, mantidos úmidos.
Após a semeadura,
devemos regar o substrato e cobrir com um saco plástico para ajudar
a manter a umidade.
Quando as plantulas tiverem emergido retirar o plástico, mas manter a umidade do substrato até que elas se desenvolvam.
O transplante é feito
quando tiverem mais de seis folhinhas e puderem ser manuseadas.
O pote ou
saco deverá ter substrato rico em matéria orgânica, então
uma mistura em partes iguais de areia, solo mineral e composto orgânico
bem misturado é o ideal.
Por estaquia de galhos:
Outra forma de propagar a planta é retirar ponteiros de ramos jovens
e colocar em substrato inerte de areia ou casca de arroz mantido úmido
até o enraizamento.
Devemos também cobrir o substrato para
evitar a perda da umidade.
Após o enraizamento, transplantar para
potes com o mesmo preparado descrito acima.

Para levar para canteiro ou vaso definitivo, preparar o solo, revolvendo
em até 15 cm de profundidade, adicionar adubo animal de gado ou aves
bem curtido e composto orgânico, misturando bem.
A adição
de adubo químico NPK formulação 10-10-10 poderá ser
feita se o solo for muito pobre, uma quantidade de cerca de 100 g/m²,
muito bem incorporado na terra.
Fazer uma cavidade do tamanho do torrão,
acomodar a muda e chegar terra, apertando de leve para fixar.
Após
a conclusão de todos os plantios, regar com jato leve e fino.
