Ficha Técnica: Cyperus papyrus ‘Nanus’
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

Nome Técnico:
Cyperus papyrus ‘Nanus’
Nomes Populares :
Papiro anão, papiro
Família :
Família Cyperaceae
Origem:
Originária da África
Descrição:
Planta semelhante ao papiro verdadeiro (Cyperus papirus), com tamanho menor.
Sua altura fica em torno de 0,60 m de altura e também forma densas
touceiras.
Suas hastes são firmes e no topo saem as folhas roseta, curtas, lineares.
Modo de Cultivo :

Para locais ensolarados, à beira de lagos, em terrenos úmidos
ou pantanosos.
Muito cultivada atualmente em vasos, devemos observar para
não haver consorciá-la com outras plantas que tenham necessidades
diferentes de umidade.
Usar substrato rico em matéria orgânica e manter a umidade constante.
Mistura-se adubo animal de curral bem curtido e composto orgânico ou turfa em partes iguais e planta-se a muda sem enterrar muito os rizomas.
Paisagismo
Para bordas de lagos, mas sem estar mergulhado ou parcialmente mergulhado,
em vasos com substrato úmido.
E
esta planta tem um efeito paisagístico
muito bonito, mais leve que o papiro verdadeiro, de maiores dimensões,
nem sempre desejáveis e jardins de pequenos espaços.
Poderá ser colocado junto do lago, adicionando-se bromélias e outras plantas de menor porte, formando conjunto harmonioso.
Produção do papiro-anao :
A propagação é feita por divisão de touceiras
e a melhor época é na primavera.
Retirar a muda do chão,
lavar bem os rizomas e com odão ou faca bem afiada cortar, dividindo
a touceira, deixando pelo menos duas hastes em cada porção.
Plantar no substrato já recomendado e manter em cultivo protegido
até o início de seu desenvolvimento.
Outro método, não tão usado, mas possível, é fazer
a estaquia dos talos, cortando abaixo da roseta de folhas, deixando uns 5
cm de talo, enterrando a seguir em substrato de casca de arroz carbonizada
ou areia, mantendo a umidade e cobrindo com plástico.
Quando enraizarem
poderão ser transplantados para sacos ou portes de cultivo, continuando
em cultivo protegido.
Esta planta tem sido muito usada para a produção de hastes
visando abastecer o mercado de verdes para ornamentação de
buquês e arranjos florais.
Sua produção neste sentido é uma
boa alternativa de mercado e o produtor que dispõe de área
na sua propriedade com características de solo inundadável
e desaproveitado para outros cultivos poderá ter aí uma fonte
de renda extra sem grande mão-de-obra.
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