Árvores no jardim
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

Para quem tem espaço no jardim e começa a planejar que plantas
colocar, as primeiras da lista sempre serão as árvores que
farão parte da paisagem.
São a espinha dorsal e a estrutura
vegetal mais permanente de um jardim.
Arbustos e herbáceas completam
este conjunto, com suas formas e folhas atrativas e suas flores encantadoras.
As árvores têm uma grande vantagem para o projeto paisagístico:
o custo de manutenção é praticamente zero.
Nos
3 primeiros anos após o plantio, deve receber cuidados de condução
com tutores e regas regulares, mas depois a manutenção resume-se à retirada
de ramos secos ou doentes. Nativas brasileiras ou exóticas adaptadas,
a escolha é muito grande.
As árvores tem uma grande vantagem no paisagismo de um jardim, além de ornamentar ajudam a diminuir o calor com sua sombra sobre as paredes e telhados, diminuindo o consumo de energia dos aparelhos de ar condicionado nos verões quentes.
Também
diminuem a poeira da poluição em suspensão no ar, que
fica depositada em suas folhas e que irá direto para o chão
quando cair uma chuva.
Suas folhas produzem fotossíntese, com a absorção
do dióxido de carbono do ar e liberação de oxigênio,
num processo que todas as plantas produzem para obter energia. Consomem
também oxigênio na respiração, mas o equilíbrio
entre absorção e produção é estável.
O primeiro passo é medir o jardim e ver qual o espaço destinado para a árvore.
Mas medir somente o tronco seria errado, tem de pensar no tamanho da copa que ficará aérea e poderá causar transtornos.
Uma copa ovalada e alta não causa grandes problemas, mas a copa em forma de guarda-chuva poderá sombrear todo o jardim e ameaçar telhados e janelas quando a residência tiver mais de um piso.
A seguir algumas formas de árvore para exemplo:


Poderemos optar por plantar uma árvore caducifólia, que perde as folhas no outono e na primavera produz abundante floração encantando a todos com suas flores, como o Ipê amarelo (Tabebuia chrysotricha) ou a Magnólia, também conhecida como tulipa-de-árvore (Magnolia liliflora).

O ipê é uma árvore de médio
porte, de copa arredondada, mas tem lento crescimento.
A Magnólia também
perde as folhas no outono e quando chega no final do inverno, surgem primeiro
as flores.
Quando estão floridas são as estrelas da temporada.
A vantagem da árvore de folhas caducas é que no inverno não
fará sombra nas paredes da casa, evitando armários mofados e
umidade dentro de casa, se o clima for de invernos com muitas chuvas.
A desvantagem é a
queda de suas folhas, o proprietário terá de varrer todos os
dias e juntar aquela enxurrada colorida, mastigando entre os dentes a malfadada
idéia de ter um dia escolhido uma caducifólia.
Na primavera,
ao encher-se a árvore de flores, ele fará as pazes novamente
com ela.
Se a opção é por árvores perenifólias
a troca de folhas velhas por novas irá acontecendo ao longo do ano.
Algumas árvores não têm flores chamativas e são
mais recomendadas para ruas e parques, mas para um paisagismo de pequenos
espaços recomenda-se sempre uma árvore com flores bonitas para
que na sua floração seja um elemento a mais de atração
no jardim.
Árvores de pequeno porte como a Acácia-mimosa
(Acacia podalyraefolia) , de folhas cinzentas e flores amarelas é uma boa opção.
A Tibouchina ou quaresmeira (Tibouchina) é outra árvore interessante, com suas flores cor rosa ou violeta no final do verão.
Uma Cássia (Cassia macranthera), de menor porte também é interessante, pelo longo tempo que permanece florida e pela opção de ornamentação da calçada.
Seja qual for sua opção, a informação sobre seu porte, forma de copa e altura que atingirá quando adulta deverá ser bem esclarecedora antes da compra.
Árvores não são herbáceas de estação que a gente substitui por outra quando chegou ao fim do ciclo.
Árvore é para toda a vida. Sua companheira de alegrias e tristezas, estará lá para você cada vez que passear no jardim.