Morango: pragas e doenças

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Doenças que atacam o morangueiro

Os problemas desta cultura é que existem muitos patógenos que atacam a planta.

Na antracnose, por exemplo, causada pelo fungo Colletotrichum, surgem lesões arredondadas e escuras nas folhas que ficam alaranjadas quando ocorre a produção de esporos.
Ocasiona, em geral, a morte da planta.

Outra doença é o mofo cinzento, causado pelo fungo Brotrytis cinera que apodrece os frutos, mas também ataca toda a planta.

Somente para nomear as outras doenças: verticilose, causada por Verticillum sp., furiose por Fusarium spp., podridão mole por Rhyzopus e oídio por Spherotheca maculans, entre outras.

O controle da produção é difícil para a horta orgânica.

Na horta comercial convencional ele é feito com agrotóxicos e será necessária a assessoria de um profissional para indicação de qual produto, doses e aplicações

Pragas que atacam a cultura

Os insetos também podem atacar a cultura, entre eles citamos pulgões, ácaro branco, lagarta-rosca, ácaro rajado e nematóides de folhas e raízes.

Algumas destas pragas poderão ser controladas por venenos verdes, oriundos de plantas, por biocontroladores feito com fungos e por ácaros predadores.

As áreas infestadas por nematóides poderão ser mais controláveis se houver rotações de cultura, pelo uso de solarização e pelo plantio de Crotalária spectabilis, uma planta que tem a capacidade de liquidar com os nematóides.

As plantas usadas para rotação com o morangueiro não poderão ser sensíveis às mesmas pragas e citamos entre elas a aveia (Avena sativa), trigo (Triticum) e milho (Zea mays), neste caso todas da família das gramíneas.

Uma demanda maior por uma produção sem venenos do morango:

O mercado consumidor cada vez mais demanda frutos e produtos produzidos sem venenos. Isto modifica o sistema de produção.

O agricultor deverá preservar as condições ambientais, o solo, a água, as matas ciliares que propiciam a vida selvagem com espécies predadoras das pragas de lavoura.
A opção por métodos diferentes não é fácil e será necessário orientação para diferentes tecnologias de controle biológicos para combater doenças e insetos.

Existem normas e regras a serem seguidas para evitar prejuízos econômicos.

O CODEX Alimentarius FAO-OMS estabeleceu em 2002 níveis críticos para resíduos químicos nos alimentos.

Aqueles produtores que estão ou querem estar nos negócios de exportações deverão se adequar, com perigo de ter sua produção recusada.

O grupo do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) tem normas para os limites de uso de pesticidas e poderão ser encontradas pesquisando as tabelas da FAO 2002.

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