plantio III

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Horta Plantio - III

 


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Tomate

Época de Plantio:

o tomate pode ser cultivado durante o ano todo em regiões onde não há ocorrência de geadas.

 

Clima:

tropical (de altitude), subtropical, fresco, seco, alta luminosidade.
Esse tipo de planta precisa de variação de temperatura 20-25ºC no dia e 11-18ºC à noite; acima de 35ºC há prejuízo na frutificação.
Temperaturas baixas retardam a germinação e o desenvolvimento dos frutos.
Chuvas excessivas também prejudicam o desenvolvimento e a frutificação.

 

Espaçamento:

o espaçamento entre fileiras varia de 100 a 120 (cm), e entre as plantas um intervalo de 50 a 70 (cm).
Na época das chuvas e do calor os espaçamentos precisam ser maiores para facilitar as pulverizações e outros tratos culturais, devido o maior crescimento vegetativo.

 

Solo:

os mais recomendados são aqueles solos com boa capacidade de retenção de água para permitir umidade nas raízes, e ao mesmo tempo, friável,ou seja, que pode reduzir-se a fragmentos ou pó, para facilitar o manejo do solo.
Solos úmidos, sombreados ou baixadas endurecidas devem ser evitados, preferindo-se os arenos-argilosos.
O pH do solo precisa estar, em torno de 5,5 a 6,0 para o desenvolvimento da cultura.

 

Propagação:

existem quatro métodos de propagação do tomateiro nos quais podemos citar:

 

Semeadura Direta:

consiste em semear diretamente no local definitivo.
O tomate tolera bem este sistema por ser pouco exigente em água para germinar.
Esse método é geralmente utilizado em culturas rasteiras industriais onde a área e a densidade de plantio são grandes e os tratos culturais são poucos.

 

Transplante Direto:

consiste em semear em sementeira com densidade de semeio rala e transplantar as mudas para o local definitivo quando estiverem com 4 a 6 folhas definitivas.
Necessita-se de 50 a 60 m 2 de sementeira a fim de produzir mudas para um hectare.

 

Transplantio Indireto:

consiste em semear em sementeira, repicar para o viveiro quando as mudas estão, em média, com 3 cm de altura, sendo, posteriormente, transplantada para o local definitivo quando estiverem com 4 a 6 folhas definitivas.

 

Semeadura em copos de Jornal:

consiste em semear diretamente em copinhos de jornal.
Porém, para desse tipo de método recomenda-se mão-de-obra mais especializada.

 

 

Modalidades de podas do tomateiro

 

Capação ou desponta:

consiste na eliminação da gema quando o tomateiro se aproxima da extremidade do tutor.
Esse tipo de modalidade tem como finalidade diminuir o número de cachos, aumentando o peso médio dos frutos.
Recomenda-se a utilização desse método somente em casos de tomatais fracos e mal adubados.

 

Raleamento ou desbaste dos frutos:

é um trato cultural exclusivo da cultura do tomate salada, devido a preferência do consumidor por frutos grandes e bem formosos.
Nesta operação elimina-se os frutos defeituosos, deixando de 3 a 4 frutos por cacho.

 

Desbrota:

é a poda mais generalizada. Consiste no corte sistemático dos brotos laterais, o que modifica a forma da planta.
Há três tipos de desbrota: o do broto lateral, o do broto retardatário e o do broto do cacho.

 

Calagem

de acordo com a análise de solo, elevar o nível de saturação em bases para 70%.
Por ser planta exigente em cálcio a calagem deve ser feita com antecedência.

 

Irrigação

é importante manter o solo em umidade constante.
A variação brusca da sua umidade pode causar rachaduras, frutos ocados e podridão-apical nos frutos.

Cuidados na adubação o excesso de adubo nitrogenado é prejudicial a planta, pois causa necrose-salpicada e podridão apical especialmente no tomate tipo salada e em alguns cultivares do tipo Santa Cruz mais suscetíveis.

 

Rotação

abobrinhas, abóbora seca, brássicas (para aproveitar o adubo residual), pepino e feijão-vagem ou até mesmo a ervilha torta (para aproveitar os espaldares).

 

Outros tratos culturais:

semeação em copinho de papel e logo em seguida, fazer uma cobertura do canteiro com bagaço de cana ou casca de arroz são práticas recomendáveis .
Na época de transplante recomenda-se também colocar estacas de 2,3m.
Um outros processo importante é a lavagem das mãos para evitar a disseminação de doenças durante os tratos culturais.

 

Colheita:

a colheita dos cultivares precoces inicia-se aos 85 dias da semeação ou 50 dias da floração e dura de dois a três meses dependendo do estado fitossanitário da lavoura.
O fruto deve ser colhido seco e "maduro", "de vez" ou "verde" conforme a preferência do mercado e da época.

 

 

Erva-Cidreira ( Capim-limão )

Época de plantio:

setembro a dezembro (época chuvosa).

Espaçamento: 1,0 a 1,2 m x 0,5 a 0,6 m.

 

Controle da erosão:

cultura em nível. O capim-limão pode ser usado em faixas de retenção ou para consolidação de terraços.

 

Calagem e adubação:

corrigir a acidez do solo elevando o índice de saturação por bases a 40%.
Aplicar no plantio 10 kg/ha de N e, dependendo da análise de solo, 30 a 60 kg/ha de P2O5 e 30 a 60 kg/ha de K2O.
Decorridos 30 dias do plantio, aplicar 60 kg/ha de N em cobertura.
Repetir a aplicação de N e K2O após cada cone.
Aproveitar a massa destilada e curtida para incorporá-la ao solo.

 

Outros tratos culturais:

capinas.

 

Controle de pragas e doenças:

eventualmente, controle biológico das cigarrinhas das gramíneas.
Têm sido reportado em algumas propriedades a ocorrência de plantas doenças com suspeita de infestação por Fusarium, embora ainda em pequenas áreas.

 

Colheita:

3 cortes/ano.
A espécie C. flexuosus deverá ser colhida antes do florescimento.
Quando cultivado com sistema de irrigação o número de cortes por ano aumenta sensivelmente, podendo ser feito a cada 40 dias nos meses mais quentes do ano.

 

Rotação:

leguminosas ou outra espécie não gramínea.

 

Observação:

renovar a cultura após 3 ou 4 anos.

Fonte: www.iac.sp.gov.br /SBRT

 

 

Grão de Bico

Época de semeadura:

março a abril.

 

Espaçamento e densidade de semeadura:

entre linhas: 50 cm; densidade: 12 a 15 sementes por metro linear.

 

Calagem e adubação:

utilizar corretivos e fertilizantes conforme resultados da análise do solo.
Quando recomendada, a calagem deverá elevar o índice de saturação por bases a 70 %.
No sulco de semeadura, aplicar até 60 kg/ha de P2O5 e 30 kg/ha de K2O conforme análise do solo.
Na ausência de inoculação, aplicar 50 kg/ha de N, em cobertura, entre 30 e 50 dias após a semeadura, se não houver disponibilidade de Rhizobium específico para inoculação das sementes.

 

Controle de plantas daninhas:

se necessários, 1 a 2 cultivos mecânicos até 40 dias após a semeadura.

 

Colheita:

aos 110 a 140 dias após a semeadura, estando as vagens secas, arrancar ou cortar as plantas para as operações de batedura e trilhagem para remoção dos grãos.

 

Observação:

O crescimento vegetativo é induzido pelo excesso de água, com redução na produção de grãos.

 

 

Tremoço Branco

Época de semeadura:

março a maio.

 

Espaçamento e densidade de semeadura:

entre as linhas: 50 cm; 12 a 15 sementes por metro linear.

 

Calagem e adubação:

utilizar as quantidades de calcário e de fertilizantes indicadas pela análise de solo.
A calagem deverá elevar o índice de saturação por bases a 60% e o teor de magnésio a um mínimo de 5 mmolc/dm³.
Aplicar até 60 kg/ha de P2O5 e 30 kg/ha de K2O nos sulcos de semeadura, conforme análise do solo.
Havendo disponibilidade de Rhizobium específico, efetuar inoculação das sementes.

 

Controle de plantas daninhas:

poderão ser necessários 2 a 3 cultivos mecânicos até os 50 dias após a semeadura.

 

Pragas e doenças:

lagartas e percevejos podem ocorrer em níveis elevados, especialmente durante a fase reprodutiva das plantas.
Evitar o plantio em áreas com comprovada ocorrência de fungos de solo, especialmente Rhizoctonia spp.
Não há produtos registrados até fevereiro/2005.

 

Colheita:

poderá ser efetuada manual ou mecanicamente.
As plantas de tremoço secam uniformemente, permitindo o uso de colhedeiras automotrizes.

 

 

 

 

 

 

 

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