Horta Plantio - II

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Clima e solo:
Prefere temperaturas entre 18 e 30 ºC e 80% de umidade
relativa do ar.
O solo deve ser permeável, bem drenado, rico em matéria orgânica
e o pH (CaCl2) entre 5,4 e 6,4.
É sensível ao frio, geada e excesso de chuva na floração.
Época de plantio:
Setembro a fevereiro e, em regiões de clima quente, o ano todo.
Semeadura:
A formação da muda ocorre 30 dias após a semeadura.
Espaçamento:
Campo: 1,2 a 1,5 m x 0,8 a 1 m e cultivo protegido: 1,2 a 1,5 m x 0,5 a 0,7 m.
Transplante:
Realizado quando as mudas atingem 10 a 15 cm de altura com 4 a 6 folhas.
Calagem:
Aplicar calcário magnesiano ou dolomítico para elevar a saturação por bases a 80% e o teor de magnésio do solo a um mínimo de 8 mmolc/dm3.
Adubação orgânica:
Aplicar 10 a 20 t/ha de esterco de curral curtido, ou 1/4 dessas quantidades em esterco de galinha curtido.
Adubação mineral de plantio:
Aplicar, cerca de 10 dias antes
do transplante das mudas, nos sulcos de plantio: 40 kg/ha de N; 120 a 600
kg/ha de P2O5 e 50 a 200 kg/ha de K2O.
Acrescentar 1 kg/ha de B e, em solos
deficientes, 3 a 5 kg/ha de Zn. Aplicar também, com o NPK, 10 a
30 kg/ha de S.
As quantidades maiores ou menores de nutrientes dependerão
da análise de solo e análise foliar, variedade utilizada,
produtividade esperada e sistema de cultivo (campo ou protegido).
Adubação mineral de cobertura:
Aplicar de 80 a 150 kg/ha
de N e 80 a 150 kg/ha de K2O, parcelando em 4 a 8 vezes.
As quantidades
maiores ou menores de nutrientes dependerão da análise de
solo e análise foliar, variedade utilizada, produtividade esperada
e sistema de cultivo (campo ou protegido).
Irrigação:
Na obtenção das mudas e nos primeiros
dias após o transplante, as regas devem ser diárias.
Posteriormente,
devem ser feitas a cada 2 ou 4 dias, de acordo com o clima e tipo de solo.
Outros tratos culturais:
Manter a cultura no limpo.
Estaquear as plantas
bem desenvolvidas com bambu de 1,5 m de altura.
Promover a desbrota do
terço basal das plantas.
Principais pragas:
Ácaro vermelho, vaquinha, pulgão, tripes, lagarta-rosca e broca pequena.
Principais doenças:
• Causadas por fungos:
Murcha de Verticillium, seca dos ramos, antracnose, podridão de Esclerotínia, tombamento e podridão do colo e raiz, podridão de Esclerócio, podridão do algodão, murcha de Ascochyta, mancha de Stemphylium, podridão de Fomopsis, mancha de Alternaria e podridão de Botritis;
• Causadas por bactérias:
Murcha bacteriana, mancha bacteriana e podridão mole;
• Causadas por nematóides:
Nematóide das galhas;
• Causadas por vírus:
APMV (Andean Potato Mottle Virus), PVY (Potato Virus Y) e TSWV (Tomato Spotted Wilt Virus);
• Causadas por micoplasma:
superbrotamento.
• Inseticidas:
Actara 250 WG; Agritoato 400; Bravik 600 CE; Calypso; Carbaryl Fersol 480 SC; Carbaryl Fersol Pó 75; Confidor 700 Grda; Cordial 100; Decis 25 CE; Dimetoato EC; Dipterex 500; Ethion 500; Mentox 600 CE; Mensurol 500 SC; Provado 200 SC; Sumithion 500 CE; Tiger 100 EC; Triclorfon 500 Milenia; Anticar; Malatol 1000 CE Cheminova; Malatol 40 P; Malatol 500 CE Cheminova; Agrifenil 500;
• Inseticida microbiológico:
Bac control WP;
• Acaricidas:
Agritoato 400; Bravik 600 CE; Dimetoato EC; Ethion 500; Mentox 600 CE; Sulficamp; Tedion 80;
• Aficidas:
Pi-rimor 500 PM;
• Fungicidas:
Agrinose; Bravonil 500; Bravonil 750 PM; Cercobin 700 WP; Cupravit Azul BR; Cupravit Verde; Cuprozeb; Dacobre PM; Daconil 500; Daconil BR; Dacostar 500; Dacostar 750; Fungiscan 700 PM; Fungitol Azul; Fungitol Verde; Isatalonil; Mancozeb Sipcam; Manzate 800; Metiltiofan; Score; Sulficamp; Vanox 500 SC; Vanox 750 PM; Cuprodil;
• Herbicidas:
Lifalin BR; Premerlin 600 EC; Treflan; Triclorfon 500 Milenia; Trifluralina Nortox; Trifluralina Sanachem 445 CE; Tritac;
• Feromônios:
Bio Neo.
Colheita:
Inicia-se de 90 a 110 dias após a semeadura, prolongando-se
por 3 ou mais meses.
O ponto de colheita é o de frutos bem coloridos,
com polpa macia e sementes tenras.
No início da safra, a cada 4
a 5 dias. No verão, praticamente a cada 2 dias.
Colher de manhã,
cortando o pedúnculo bem curto .
Rotação:
Repolho, cenoura, abóbora, alface, milho, sorgo, aveia preta e leguminosas como adubos verdes.
Formação de mudas
- as mudas podem ser formadas a partir de sementes ou estacas herbáceas de ponteiros de plantas matrizes selecionadas pelo vigor e sanidade.
Plantio
- o plantio das mudas deve ser feito em setembro, no início
da primavera, logo após as primeiras chuvas.
Algumas variedades
são sensíveis a doenças foliares e do sistema radicular
e não se adaptam bem em locais de clima frio.
Espaçamento
– A densidade de plantas pode variar em função
do sistema de cultivo adotado.
Para cultivos caseiros ou em pequenas áreas, o espaçamento
recomendado é de 0,6 m entre linhas e 0,4 m entre plantas.
Cultivos intensivos com colheita mecânica requerem espaçamentos
adequados ao tráfego de máquinas.
Informações
mais detalhadas devem ser obtidas com técnicos especialistas.
Manejo
- É exigente em água e tratos culturais, necessitando
fertilizações freqüentes quando se deseja cortes sucessivos
da planta.
Nesse caso, capinas, controle de doenças, fertilizações
com nitrogênio e potássio em cobertura, e aplicações
de compostos orgânicos são fundamentais.
Fertilizações
– Costuma-se fazer aplicações de 5 kg m-2 de esterco de curral curtido em lavouras comerciais.
Colheita
- o primeiro corte é feito 3 meses após o plantio das mudas no campo, devendo ser realizado a 40 cm do nível do solo para que a planta não morra e tenha rápida resposta na produção de novos ramos.
Os próximos cortes devem ser realizados a cada 50 a 60 dias, ou quando as copas estiverem se encontrando, para evitar que as folhas na parte de baixo caiam com a pouca luminosidade.
O intervalo entre os cortes pode variar com a época do ano, sendo
que no inverno a taxa de crescimento das plantas reduz drasticamente, mesmo
com sistema de irrigação instalado.
As flores são
fontes de néctar para abelhas melíferas, não sendo
recomendo tirá-las.
Em plantas submetidas à cortes muito intensos, pode haver alta taxa de mortalidade, reduzindo a longevidade da cultura para no máximo um ano de cultivo, principalmente quando a altura do corte é menor do que 40 cm, reduzindo drasticamente a capacidade de rebrota da planta.
Pequenas quantidades de mudas podem ser adquiridas em supermercados ou
viveiristas, enquanto sementes podem ser compradas em lojas de produtos
agropecuários.
Consultar o Departamento de Plantas Aromáticas e Medicinais do Centro
de Horticultura do Instituto Agronômico (IAC), em Campinas (SP) para
aquisição de grandes quantidades de sementes e mudas ou obtenção
de informações adicionais sobre a cultura.
Época de plantio:
o melhor desenvolvimento ocorre na faixa de 10
a 20°C.
Em altitude inferior a 400 metros, semear de abril a junho; de 400 a 800
metros, de fevereiro a junho; acima de 800 metros, o ano todo.
Na cultura de verão o risco é maior, inclusive pela alta
incidência de doenças.
Sob temperatura elevada há formação
de anéis claros na raiz, depreciando o produto.
Espaçamento definitivo:
20 a 30 cm x 10 a 15 cm.
Propagação:
por sementes. A "semente comercial" é um glomérulo
com 2 a 4 sementes verdadeiras.
No mercado encontram-se "sementes
descortiçadas" obtidas da fragmentação mecânica
dos glomérulos.
Técnica de plantio:
cultivo em canteiros de
1,0 a 1,2 m de largura, 20 a 30 cm de altura e separados entre si por 40
a 50 cm.
A semeadura é feita na profundidade de 1 a 2 cm, manual ou mecanicamente.
A imersão dos glomérulos em água corrente, por 12
horas, melhora a emergência das plântulas.
No sistema de plantio por mudas em canteiros, as mudas são transplantadas
cerca de 20 a 30 dias após a semeadura, quando apresentam 5 a 6
folhas e 15 cm de altura.
Para mudas formadas em bandeja, o transplante ocorre cerca de 20 dias após
a semeadura. Controle da erosão: canteiros em nível.
Calagem e adubação:
aplicar calcário para elevar
a saturação por bases a 80%.
O teor mínimo de magnésio no solo deve ser de 8 mmolc/dm³.
Cerca de 30 dias antes do plantio, aplicar 20 a 30 t/ha de esterco de curral
bem curtido (sendo a dose maior para solos mais arenosos) ou um quarto
dessa quantidade em esterco de galinha bem curtido.
Aplicar, de acordo com a análise de solo, 20 a 30 kg/ha de N, 180
a 360 kg/ha de P2O5 e 60 a 180 kg/ha de K2O, incorporando-os ao solo, pelo
menos, 10 dias antes da semeadura.
Em solos deficientes, aplicar 2 a 4 kg/ha de boro (menor dose em solos
arenosos) e 3 kg/ha de zinco, juntamente com o NPK, no plantio.
Em cobertura, aplicar 80 a 160 kg/ha de N e 30 a 60 kg/ha de K2O, parcelando
em três aplicações aos 15, 30 e 50 dias após
a emergência das plântulas.
Aplicar em pulverização, aos 15 e 30 dias após a emergência
das plântulas (ou transplante das mudas), 5 g de molibdato de sódio
ou molibdato de amônio em 10 litros de água.
Controle de pragas e doenças:
(a) pragas - lagarta-rosca, lagarta-elasmo, vaquinha, pulgão do colo.
Produtos registrados no Estado de São Paulo para a cultura em 18/05/2007:
carbaryl; (b) doenças – mancha de Cercospora, nematóides
(Meloidogyne, Aplelenchum avenae e Helicotylenchum dibystera), tombamento
(Fusarium spp., Phoma betae, Phytophthora spp., Pythium spp., Rhizoctonia
solani), podridão branca ou podridão de Sclerotium, mancha
de Alternaria, mancha de Phoma, ramularia, Ralstonia solanacearum, Erwinia
spp., Xanthomonas campestris pv. Betae e podridão branca ou podridão
de sclerotium.
Produtos registrados: azoxystrobin, difenoconazol, hidróxido de
cobre, Kasugamycin, mancozeb, pencycuron, oxicloreto de cobre e tebuconazole.
Outros tratos culturais:
(a) desbaste
- operação indispensável, visto que o
glomérulo contém duas ou mais sementes, originando, portanto,
duas ou mais plantas;
no sistema de semeadura direta o desbaste é feito em plantas com
5 a 6 folhas;
(b) irrigação
- indispensável, pois a falta de água
torna as raízes lenhosas e diminui a produtividade.
No sistema de semeadura direta, é preferível fazer várias
irrigações leves durante o dia do que uma mais pesada, especialmente
nos períodos mais quente do ano;
(c) cobertura morta
–esta prática cultural pode ser adotada para os sistemas de propagação por mudas, porém prejudica a germinação no sistema de semeadura direta.
Controle de plantas daninhas:
(a) manual;
(b) mecânico: com pequenas enxadas;
(c) químico: produtos registrados no Estado de São Paulo
para a cultura em 05/12/2005: metamitrona e paraquat;
(d) físico: o fogo pode ser uma opção para os cultivos
agroecológico e orgânico.
Os canteiros são preparados com antecedência para as plantas
daninhas germinarem e queimam-se as plantas com o auxílio de um
maçarico usado em granjas de aves e suinos.
Depois, transplanta-seas mudas revolvendo o solo o mínimo possível.
Colheita:
(a) sistema de semeadura direta: início aos 60/70 dias após
o plantio;
(b) cultivo por mudas transplantadas: início aos 90/100 dias após
o plantio.
Ponto ideal de colheita: quando as raízes atingiram 6
a 8 cm de diâmetro, e estão ainda tenras.
Rotação:
repolho, alface, cenoura, berinjela, feijão-vagem, adubos verdes, cereais.
Fonte: www.iac.sp.gov.br
Cuidado !
- Não
mexa com agrotoxicos, sem o acompanhamento de um profissional habilitado
e conhecedor das potencialidades dos venenos.
Lembre-se que estes venenos podem matar pessoas e animais domesticos, alem de envenenar a agua do seu sub-solo !
Não se pode jogar embalagens de agrotoxicos no lixo comum !
Procure usar sempre produtos naturais, voce encontrará muitas dicas na pagina "Horta / Pragas.