Cultivo do morango - doenças e pragas
Texto da Eng.Agr.Miriam Stumpf.


Os problemas desta cultura é que existem muitos patógenos que atacam a planta.
Na antracnose, por exemplo, causada pelo fungo Colletotrichum,
surgem lesões arredondadas e escuras nas folhas que ficam alaranjadas
quando ocorre a produção de esporos.
Ocasiona, em geral,
a morte da planta.
Outra doença é o mofo cinzento, causado pelo fungo Brotrytis cinera que apodrece os frutos, mas também ataca toda a planta.
Somente para nomear as outras doenças: verticilose, causada por Verticillum sp., furiose por Fusarium spp., podridão mole por Rhyzopus e oídio por Spherotheca maculans, entre outras.
O controle da produção é difícil para a horta orgânica.
Na horta comercial convencional ele é feito com agrotóxicos e será necessária a assessoria de um profissional para indicação de qual produto, doses e aplicações
.
Pragas que atacam a cultura
Os insetos também podem atacar a cultura, entre eles citamos pulgões, ácaro branco, lagarta-rosca, ácaro rajado e nematóides de folhas e raízes.
Algumas destas pragas poderão ser controladas por venenos verdes, oriundos de plantas, por biocontroladores feito com fungos e por ácaros predadores.

As áreas infestadas por nematóides
poderão ser mais controláveis se houver rotações
de cultura, pelo uso de solarização e pelo plantio de Crotalária
spectabilis, uma planta que tem a capacidade de liquidar com os nematóides.
As plantas usadas para rotação com o morangueiro não poderão ser sensíveis às mesmas pragas e citamos entre elas a aveia (Avena sativa), trigo (Triticum) e milho (Zea mays), neste caso todas da família das gramíneas.
Produção e resíduos químicos:
O mercado consumidor cada vez mais demanda frutos e produtos produzidos sem venenos. Isto modifica o sistema de produção.
O agricultor
deverá preservar as condições ambientais, o solo,
a água, as matas ciliares que propiciam a vida selvagem com espécies
predadoras das pragas de lavoura.
A opção por métodos
diferentes não é fácil e será necessário
orientação para diferentes tecnologias de controle biológicos
para combater doenças e insetos.
Existem normas e regras a serem seguidas para evitar prejuízos
econômicos.
O CODEX Alimentarius FAO-OMS estabeleceu em 2002 níveis
críticos para resíduos químicos nos alimentos.
Aqueles
produtores que estão ou querem estar nos negócios de exportações
deverão se adequar, com perigo de ter sua produção
recusada.
O grupo do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) tem
normas para os limites de uso de pesticidas e poderão ser encontradas
pesquisando as tabelas da FAO 2002.
