Cultivo das rosas
Texto da Eng.Agr.Miriam Stumpf.
A poda da roseira é feita no inverno para os Estados do Sudeste e
Sul, pois como a roseira é uma caducifólia, estará em
dormência.
Para os Estados mais ao Norte e Nordeste a poda é feita
no verão, quando por stress hídrico e calor ela entra em dormência
também.
A poda poderá ser de limpeza, quando a retirada de ramos renovará e
aumentará o vigor da muda.
Também poderá ser de retirada
de ramos ladrões não produtivos e ramos velhos e secos.
Para
os ramos velhos, deixar de 4 a 5 gemas.
Para trepadeiras e roseiras de crescimento
mais alto, poda-se 1/3 dos ramos.
A planta por vezes emite ramos mal formados,
tortos, para dentro da copa, que devem ser eliminados e aí não
há data para realizar esta tarefa.
Um alerta, no entanto, as roseiras com menos de 1 ano de idade de plantio não devem receber poda, pois poderiam fenecer, não tendo a resistência que o tempo de plantio dá.
Muitas pessoas possuem no jardim roseiras com muita idade, continuando
a ser produtivas e com histórico dentro da família.
Estas roseiras
também podem ser podadas, mas será conveniente alternar os
anos para não esgotar a planta.
Não esquecer de adubar após
a poda e regar bem para que os nutrientes penetrem na terra alcançando
as raízes.
História da roseira :
A roseira é cultivada no mundo inteiro, constituindo-se num dos negócios de plantas mais lucrativos.

Na China durante a Dinastia Sheng Nung, em 2737 a 2697 a.C. as rosas já eram cultivadas nos jardins e seu perfume servia para aromatizar ambientes e para fabricação de perfumes, usados somente pelos nobres da corte.
Outros lugares do mundo, como na Pérsia, Babilônia, Síria e os gregos, a rosa era símbolo de poder e muito cultivada.
No Brasil a rosa foi introduzida pelos jesuítas
nos anos de 1560 a 1570.
O Imperador D. Pedro I apreciava rosas e instituiu
a Ordem da Rosa que era concedida a pessoas de relevantes serviços
ao governo.
Usos medicinal, alimentício e cosmético:
Os chineses usavam os frutos para fazer chás terapêuticos e
das pétalas extraiam o óleo essencial, utilizado para perfumes.
Da chamada Rosa gallica e também da Rosa damascena são extraídos
até hoje a famosa água de rosas, utilizada para aromatizar
receitas.
Na Europa do Séc. XIV utilizavam as pétalas para receitas de confeitos, doces, bolos, biscoitos e corantes alimentícios.
A família da rosa tem diversos gêneros a que pertencem diversas plantas conhecidas, com diversos tamanhos e formas, como por exemplo o pessegueiro (Prunus persica), a macieira (Malus), a pereira (Pyrus), o marmelo (Cydonia oblonga) e o marmelinho de jardim (Chaenomeles).
A roseira tem sido objeto de pesquisa e melhoramentos genéticos e é de difícil determinação pela complexidade devido às hibridizações.
Pragas e doenças nas roseiras:

Os insetos que costumam aparecer para comer folhas e flores em geral são besouros, entre os quais a mais conhecida é a vaquinha (Diabrotica), que faz furinhos nas folhas.
Os pulgões também aparecem, alojando-se principalmente nos botões ainda fechados.
A formiga é também uma praga que vem destruir roseirais.
O controle nem sempre é fácil,
o uso de venenos deve ser restritos a produções comerciais.
Para jardins caseiros recomendamos o uso de defensivos
verdes, já explicados
em artigos deste site, como a calda de fumo.
