A violeta Streptocarpus
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

Andando por floriculturas, garimpando plantas para a casa sempre nos deparamos
com novidades.
São oriundas de lugares longíquos onde alguém
se interessou por ela, levou para sua casa e começou a cultivar.
Muitas destas plantas foram cruzadas e selecionadas por produtores que
procuraram produzir plantas bem formadas e com diversas cores de flores.
Quando vemos nas prateleiras das floriculturas, nos encantamos com sua
folhagem ou flores e não imaginamos sequer o tempo que foi levado
para que ela assumisse aquela forma.
A popular violeta africana (Santpaulia ionantha) é de
origem africana, no estado natural cresce entre rochas em meio a musgos
e detritos vegetais.
Assim como ela, muitas outras que hoje reunimos em coleções
maravilhosas e que nos encantam, foram “plantinhas de mato”.
Uma parente da violeta é o streptocarpus
(Streptocarpus), oriunda
do norte da África e Madagascar.
Como é recente seu aparecimento
ainda não temos um nome popular para ela.
Pode ser cultivada dentro
de casa, desde que tenhamos boa luminosidade.
Um balcão ou mesa
junto a uma janela pode abrigar uma boa coleção destas plantas,
ornamentando o ambiente com suas flores.
Se houver bastante luz produzirá flores
continuamente durante o ano todo.
Ter plantas verdes e plantas com flores em interiores é muito
simples e devemos seguir algumas regras, tais como não se esquecer
de regar nem regar demais.
Ambientes iluminados por sol direto ou coados
por cortinas finas são ótimos.
Outra regra é adubar periodicamente e trocar o substrato pelo menos a cada 6 meses, procurando reproduzir aquele onde a planta estava quando adquirimos.
Plantas dentro de casa trazem a energia positiva da terra, melhoram a qualidade do ar que respiramos, são ornamentais e nos fazem bem.
Nome Técnico:
Streptocarpus
Nomes Populares :
Streptocarpo
Família :
Angiopermae – Família Gesneriaceae
Origem:
Originária do norte da África e Madagascar

Descrição:
Planta herbácea perene de folhas com textura áspera, de cor verde forte com 20 cm de comprimento, algumas mais estreitas com 3 cm de largura outras mais largas com até 5 cm de largura, formando roseta basal.
As flores são campanuladas de pétalas livres
e há flores brancas, lilás, rosa e púrpura., sempre
com linhas e manchas direcionadas para seu interior.
São reunidas
em 4 a 5 formando racemos sobre longos pecíolos flexíveis,
presos na axila das folhas.
Algumas formam uma coroa de flores em outras são esparsos por entre as folhas.
É uma planta muito fácil de cuidar.
Necessita de
um ambiente iluminado, se possível com sol direto de manhã.
O sol da tarde é muito forte e poderá queimar as flores
e folhas.
Se a exposição de suas janelas for para o oeste, deixe uma cortina leve meio transparente coar a luz do sol.
Substrato:
O substrato de cultivo deve ser poroso, fértil em material
orgânico e ter boa drenagem.
O uso de areia, composto orgânico
ou húmus de minhoca, acrescido de pedacinhos de casca de coco ou
casca de pínus costuma funcionar bem, é o mesmo substrato
que se usa para violetas.
Também aquela fórmula antiga de
colocar pó de café usado e seco na mistura, aumentando a
porosidade do substrato.
Não esquecer que para usar a casca de coco
ou as cascas de pínus você deve deixar de molho em água,
trocar todos os dias por pelo menos uma semana, isto diluirá os
compostos fenólicos presentes na resina e nas fibras e que são
tóxicos para as plantas.
Regas:
As regas do streptocarpus devem ser abundantes e espaçadas, isto é,
regar e deixar secar entre as regas.
Mesmo que tenha esquecido e a planta estiver
meio murcha, coloque água à temperatura ambiente que ela voltará.
Mas se isto ocorrer com freqüência, esgotará a planta que acabará por
fenecer.
Fazendo mudas :
Para fazer mudas e distribuir os vasos por todos os cantos da casa, presentear amigos ou mesmo iniciar uma produção para vender, a técnica é simples.
Você poderá recolher as sementes e colocar em palha de arroz carbonizada ou areia, deixando sempre levemente úmida. Quando as plantinhas aparecerem, deixe crescer para transplantar para vasos individuais.
Também a estaquia de folhas é outra técnica: pega-se
uma folha e enterra-se no mesmo tipo de substrato e mantém-se a
umidade.
A folha enraíza, assim como acontece com a violeta africana.
Depois é só plantar em vaso com o substrato descrito para
cultivo.
