Equinácea (Echinacea purpurea)

Escrito por

Nome botânico: Echinacea purpurea (L.) Moench.
Sin.: Echinacea angustifolia DC, Echinacea pallida Nutt, Brauneria purpurea (L.) Britt, Rudbeckia purpurea L. Nome popular : margarida-de-cone,equinácea, purpurea, flor-roxa-cônica
Angiospermae – Família Asteraceae
Origem: Estados Unidos

Descrição

Planta herbácea perene, de altura de 0,60 a 0,90 m, entouceirada, com rizomas quase à linha do solo.

As folhas são lanceoladas verde escuras opostas em entrenós marcados. Suas flores estão reunidas em capítulos cônicos, as centrais em cor laranja a marrom e as da borda em cor mais escura, com as sépalas na cor rosa.

A partir do estabelecimento da muda, seu florescimento ocorre do verão até o inverno. Pode ser cultivada em quase todo o país, nas regiões de clima ameno a frio.

Como Plantar a Equinácea

O local deve ser ensolarado, embora em regiões de clima mais quente, sombras à tarde propiciam cor mais intensa nas flores.

Não é uma planta exigente em fertilidade, mas solos bem drenados e com pH em torno de 6 a 7,5 são os melhores.

Preparar o espaço do canteiro, retirando plantas fenecidas e pedras, revolvendo até 25 cm de profundidade. Adicionar cerca de 500 g/m2 de adubo animal de curral bem curtido ou 100 g/m2 de adubo granulado NPK formulação 4-14-8, incorporando ao solo do canteiro.

echineaEm lugares muito argilosos, a adição de composto orgânico e areia será conveniente.

Plantar as mudas com espaçamento de 0,50 m entre linhas e entre plantas, pois produz touceira de grande diâmetro. Regar após o plantio.

Abonos anuais no inverno ou durante a estação das chuvas são benéficos para as mudas. Usar o mesmo tipo de nutriente recomendado para o plantio, incorporando ao solo ao redor da muda, regando a seguir.

A propagação da equinácea pode ser feita por sementes, pois sua produção é abundante, embora nem sempre com boa germinação.

Após a colheita dos capítulos secos, abrir sobre um jornal, separando as sementes melhores formadas.

O uso de estratificação é muito usado em locais de produção.

Preparar o substrato, peneirando e colocando em um recipiente e semear, cobrindo com areia peneirada. Regar de leve, cobrir e levar ao refrigerador por dois dias.

echinaceaApós este tempo, colocar o recipiente em lugar quente e iluminado para germinação, o que ocorrerá entre 10 a 20 dias.

Repicar para potes ou canteiros quando estiver desenvolvida, por volta de 8 até 20 semanas após a semeadura. A época melhor para esta prática é a partir da metade da primavera até o verão.

Produz sementação natural, quando então poderão ser aproveitadas as mudinhas para aumentar o canteiro ou substituir plantas muito antigas que não já não tem a mesma quantidade de flores.

A propagação vegetativa de mudas já desenvolvidas e de boa produção de flores também é outra forma de aumentar seu cultivo.

Abrir a terra ao redor da muda, cortar parte do rizoma, levando com ele raízes e parte de ramos, colocando onde desejar. A melhor época para esta tarefa é após a floração no outono ou no início da primavera.

As pragas da cultura são fungos, como Cercospora rudbeckii e Septoria lepachydis, causando das folhas. Besouros e trips são os insetos mais comuns.

Uso Decorativo e Paisagismo

echinaceaEm paisagismo a equinácea tem um efeito surpreendente, podendo entrar em projetos para ornamentar grandes canteiros de cultivo único junto a gramados ou como acabamento de plantas altas como palmeiras e árvores grandes.

As flores atraem principalmente borboletas e os frutos são consumidos por pássaros.

A equinácea é considerada planta medicinal e é cultivada para fitoterápicos em diversos países, como Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Chile e Costa Rica.

Suas raízes contêm entre outros elementos, acido cafeico, borneol, cariofileno, echinacina, eqüinosídeo e polissacarídeos.

É considerada afrodisíaca, antialérgica, antiinflamatória e antisséptica, para tratamento de problemas de pele, resfriados e sinusites.

Fonte
1. HODGSON, Larry. Perennials for Every Purpose. Rodale, USA,2000.
2. LORENZI, Harry & MATOS F.J. Abreu. Plantas Medicinais do Brasil, Nativas exóticas cultivadas.Nova Odessa, Instituto Plantarum,S.Paulo, 2002.
3. MORELLI, Miriam R.Stumpf. Guia de produção de plantas aromáticas e medicinais. Para uso fitoterápico e alimentício. Porto Alegre, Cidadela, 2010.