Como cultivar cactos - parte 2
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

A maioria dos cactos se desenvolve lentamente, mas quando o cultivador notar que ele parou seu crescimento, tem uma cor anormal para a espécie ou há raízes saindo pelo furo de drenagem, chegou a hora de transplantar para vaso maior.
O tipo de vaso poderá ser de plástico, como são comercializados ou cerâmica crua, excelente por permitir o arejamento e a porosidade necessária sem encharcamentos para a planta.
Quando
retirar a muda com cuidado do vaso antigo, examine as raízes.
Existe um tipo de cochonilha, parece um floquinho de algodão, que
costuma se alojar ali.
Se for o caso, aplique chá de alamanda ou
uma solução bem diluída de óleo de nim.
Espere
uns minutos para a solução secar.
Prepare o vaso com o substrato que já mencionamos (veja cultivo de cactos - parte 1) e coloque a planta, não apertando, apenas fixando.
Por cima do substrato poderá colocar
areia ou cascalho fino, para ajudar a aeração e evitar
a perda de água
por evaporação.
Isto também evita a formação
de bolsão de água junto ao colo da planta, o que propicia
o desenvolvimento de podridão do colo, uma doença fatal
para o cacto.
Uma adubação com adubo granulado dissolvido e usado como água
de rega, poderá ser feita a cada mês, mas sempre umedeça
um dia antes com um pouco de água, para evitar a concentração
de sais na superfície seca do substrato.
Ele estando úmido
há a formação de um pequeno bulbo de umidade junto às
raízes, quando colocar o adubo dissolvido ele percolará e
estará assim disponível para as raízes, não
queimando nenhuma.

Se não temos paciência de semear e esperar, poderemos fazer mudas vegetativas dos cactos, ou seja, estaquia de pedaços da planta matriz ou aproveitamento de filhotes que surgem junto a ela.
Quando cortar uma estaca ou retirar um rebento, é necessário que o tecido cicatrize antes de colocá-lo no substrato de cultivo.
Deixe
em bandejas à sombra, em local protegido, até a formação
de tecido onde não se verão a umidade do corte.
Se o ambiente
for muito úmido, a pulverização com enraizador poderá ser
benéfico.
Uma vez seca a ferida, coloque a estaca no substrato, não enterrando mais do que 4 cm, isto para as estacas grandes.
O substrato poderá ser casca de arroz carbonizada, areia ou pó de
coco, mantidos levemente úmidos.
Quanto maior a estaca for, menor
umidade irá precisar, pois tem reservas nos tecidos.
Como vemos então, para o gênero Rhipsalis e Schlumbergera, o substrato deverá ser mais úmido que para o Cereus.
Insetos que costumam atacar os cactos, em viveiros e também nos jardins:
1.Cochonilhas -vários gêneros (Diaspis,Saissetia e outras),
são pragas comuns em viveiros.
Pequenos escudos amarelados ou escuros
ou parecendo pequenas bolinhas de algodão.
Aplicar óleo de
nim ou chá da alamanda.
2. Ácaro vermelho(Tetranychus), produz manchas amareladas acinzentadas
ou esbranquiçadas na pele da planta.
Usar os mesmos produtos já citados.
3. Caracóis e lesmas, atacam e devoram as plantas, principalmente
após chuva ou à noite.
Corte o gargalo de uma garrafas plástica
e coloque um pouco de cerveja, leite ou refrigerante com um pouquinho de
sal em lugares escondidos atrás de outras plantas,que é onde
as lesmas se escondem.
As lesmas são atraídas e morrem com
o sal.
Nossas fichas técnicas de cactos:
É só clicar no link que será encaminhado para o grupo
pertencente à planta pesquisada.
3. Figo-da-India - Opuntia ficus-indica
4. Cabeça de Frade - Melocactus zehntneri
5. Flor-de-Maio -Schlumbergera truncata
