Cultivo de Bromélias - parte 3
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Flores e Meios de reprodução das Bromélias
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

Quando atinge o estado adulto as bromélias florescem, algumas levam
3 anos (Guzmania e Billbergia) outras até 20 anos (Alcantarea).
Pode-se induzir o florescimento como os cultivadores de abacaxi, com
a aplicação no centro da roseta de um ácido que libera
etileno. Daí vem a crença de que colocando uma maçã junto à uma
bromélia ela florescerá, pois a maçã amadurece
e destila etileno.
As flores das bromélias são completas,
isto é, tem os órgãos masculinos e femininos na mesma
flor.
O conjunto de flores é chamado de inflorescência e pode
ter diversas formas.
Em espiga, com brácteas vistosas (Tillandsia),
dentro da roseta (Guzmania) e em racemo (Aechmea).
As folhas ao redor da
inflorescência são mais coloridas e de cor mais intensa quando
está por florescer.
Ao ser polinizada a flor formará o fruto, que pode ser semeado.
Insetos fazem o trabalho de polinização e a reprodução
cruzada entre flores de plantas diferentes ocorre na maior parte das vezes,
aumentando a diversidade e sobrevivência no habitat.
Muitos pássaros consomem os frutos, ajudando na disseminação
das espécies.
Algumas sementes se apresentam em formação
de alas e são dispersas pelo vento.
Os frutos podem ser tipo baga
(subfamília Bromelioideae) ou cápsula (subfamília
Tillandsioideae).
Os frutos tipo baga devem ser plantados depois de secarem
naturalmente.
Coloca-se em substrato tipo casca de arroz carbonizada ou
musgo sfagno. Na natureza este fruto teria sido comido pelos pássaros
e passado pelo intestino, sendo excretado já com “adubo” incluído.
As sementes duras, tipo cápsula tem alas e o vento as leva. Ao roçar
na casca de uma árvore, fixa-se facilmente e germinam.
Formas induzidas
de frutificação e formas híbridas também têm
a mesma facilidade.
A colheita deste tipo deve ser feita assim que o fruto
abrir para não perder a semente.
A clonagem é desde muito tempo um modo de reprodução
vegetal usada para obter grande número de plantas iguais à planta-mãe.
Em bromélias a reprodução de clones ou reprodução
in vitro garante grande número de mudas a um valor relativamente baixo
e em grande quantidade, em tempo menor do que a reprodução por
sementes. Esta técnica exige mão de obra qualificada, laboratórios
e casas de vegetação com pessoal treinado.
A clonagem consiste em retirar um pedaço da planta-mãe, passar
por processo de desinfecção e colocar em meio nutritivo.
Algum
tempo se passa e este material será capaz de reproduzir inúmeras
outras idênticas, através de brotações estimuladas
por hormônios vegetais.
Quando crescerem o suficiente, serão
repicadas para recipientes maiores até ficarem no tamanho certo para
vasos individuais.
O manejo é altamente especializado: temperatura,
umidade, iluminação e ventilação dentro de estufas,
quantidade de regas e o uso de fertirrigação por gotejamento.
O tempo entre clonagem e a saída para estufa em vasos individuais pode
levar até 2 anos contando todas as fases. O desenvolvimento da planta
até o estágio adulto não está incluída
nesta contagem.
As vantagens da clonagem têm mostrado que a produção
fica mais uniforme, a sanidade das plantas é maior e maior também
a velocidade de produção que os métodos convencionais.
Uma das vantagens é que a produção de híbridos
de sementes estéreis fica assim assegurada, já que a reprodução
através de filhotes é demorada.
Quando a bromélia cultivada finalmente floresce, a expectativa pelos
frutos e posterior semeadura demora algum tempo.
Durante ou após o
florescimento a espécie produz filhotes, gemas que nascem junto ao
colo da planta-mãe e que enraízam.
A retirada destes filhotes
deve ser cuidadosa para não danificar nenhuma das partes, plantando
a seguir.
Conforme a espécie, este filhote pode ser retirado logo e
a planta não “entende” que terminou seu ciclo e torna a
emitir outro e mais outro, à medida que se retira o rebento. Pode-se
obter desta forma inúmeros filhos, iguais à planta-mãe.
Nem sempre as sementes de bromélias são viáveis.
Os
híbridos são na maioria estéreis e os cultivadores usam
a reprodução in vitro, de meristema, para produzirem outras
plantas iguais à planta-mãe.
Mas quando há sementes viáveis,
poderemos tentar a sua reprodução.
Retira-se o fruto da planta,
tomando cuidado com a mão, pois algumas têm espinhos agudos.
Colocam-se as sementes em substrato feito de palha de arroz carbonizada ou
esfagno, mantendo-o úmido e coberto com um saco plástico.
Dentro
de semanas poderemos ver as pequenas plântulas.
Aguardar seu crescimento
e depois retirar com cuidado para vasos coletivos com substrato preparado
de areia, casca de arroz carbonizada, vermiculita e composto orgânico
de folhas ou húmus de minhoca. Manter o substrato úmido e fora
do sol em cultivo protegido.
A preocupação justificada de evitar a proliferação
de larvas de mosquitos no tanque da bromélia levou pesquisadores da
Fiacruz do Rio de Janeiro a testar a periculosidade das bromélias.
Não foram encontradas na pesquisa causas para
este alarme.
Acontece
que o jardim caseiro ou mesmo parques e matas têm uma fauna selvagem
muito rica, por vezes invisível aos nossos olhos.
Pequenas rãs,
sapos, insetos predadores e pássaros estão ativos, na caçada
de vida ou morte que acontece nestes espaços sem que a gente perceba.
Para aqueles que têm uma preocupação maior, coloque na água
do tanque uma gota de hipoclorito de sódio, a velha e boa água
sanitária, se não matar as larvas torna o ambiente hostil para
futuras oviposições.
O uso de chá de alho costuma
ser eficiente.
Neste artigo estamos incluindo fichas técnicas das plantas que foram
citadas:
É só clicar no link que será encaminhado para o grupo pertencente à planta
pesquisada.
1. Neoregelia
2. Tillandsia
3. Vriesia
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Escrito por Equipe Faz Fácil
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